Será o fim da escrita à mão?

Saiu hoje no jornal Metro uma matéria questionando se no futuro as crianças saberão escrever à mão.

O texto cita duas escolas que já adotaram tablets em sala de aula aqui no Reino Unido. A mudança tornou o aprendizado mais interativo e democrático, de acordo com funcionários desses colégios. Os alunos poderão fazer provas nos próprios iPads em breve.

Para a diretora de uma escola de grafologia aqui em Londres, no entanto, a iniciativa não tem sentido. Ela teme que as pessoas não consigam mais escrever daqui a alguns anos e acredita que investimento deveria ser feito é nos professores.

Cada vez mais vamos nos questionar sobre o papel das diferentes tecnologias nas nossas vidas, não é mesmo? Vocês lembram do post sobre os smartphones? Não tem como frear isso, não adianta.

Assim como todos aqueles que tem computadores e celulares, eu uso cada vez menos a caneta. Mesmo assim, continuo achando importante poder escrever à mão com destreza. Quantas vezes meus garranchos me ajudaram a reproduzir o que o entrevistado me disse! Não é sempre que temos tecnologias a disposição, sem falar que a escrita representa nossa personalidade, dizem os grafólogos.

Por outro lado, é um alívio saber que a Sofia não vai precisar ter um caderno de caligrafia nem vai passar horas copiando a matéria que o professor escreve no quadro negro. Que perda de tempo! Sim, as tecnologias podem contribuir muito pro aprendizado, mas concordo com diretora da escola de grafologia que diz que é importante investir nos professores em primeiro lugar.

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Tecnologia para distrair crianças

Pais estão usando smartphones para acalmar os filhos, saiu essa semana no Washington Post.

Smartphone em mãos pequenas

Cerca de 40% das crianças entre dois e quatro anos e 10% daquelas abaixo dessa idade já usaram smartphone, tablet ou video iPod, segundo pesquisa feita nos Estados Unidos pelo grupo sem fins lucrativos Common Sense. Entre os pais e mães, um em cada cinco já usou algum desses aparelhos para manter os pequenos ocupados.

Sinceramente, eu esperava números mais altos. Conheço muita mãe com filho pequeno que já fez isso, seja durante uma viagem ou mesmo para responder um email importante. E me incluo nesse grupo.

A grande novidade pra mim é o tamanho desse mercado, maior do que eu imaginava. Já existem milhares de aplicativos que tem como público alvo bebês e crianças de até três anos – por exemplo, jogos interativos com nomes de partes do corpo e músicas infantis. Tem até um que simula o som do útero da mãe para ajudar o bebê a dormir.

O comércio da Inglaterra prevê que o tipo de brinquedo mais vendido neste Natal serão os tablets para crianças. O preço é salgado pro meu gosto – £79.99 (R$ 220).

Sim, é impossível evitar que as crianças tenham contato com novas tecnologias, e elas podem se beneficiar com isso. Só acho perigoso quando tal coisa é usada para substituir relações humanas e acabam isolando as pessoas. Pena que é cada vez mais comum ver nos restaurantes aqui crianças fechadas no mundinho delas enquanto adultos conversam entre eles.

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