Fumar atrás da porta não protege as crianças, diz nova campanha

Fumar mesmo atrás de uma porta ou janela não protege as crianças dos efeitos nocivos do cigarro, mostra o chocante comercial anti-tabagista lançado pelo governo britânico hoje.

O fumo passivo aumenta os riscos de doenças pulmonares, miningite e morte infantil súbita, também conhecida como morte do berço.

Cerca de dois milhões de crianças no Reino Unido são expostas à fumaça de cigarro em casa, e muitas mais são expostas fora de casa, de acordo com pesquisa do Royal College of Physicians. Isso resulta em mais de 300.000 consultas médicas de crianças a cada ano e 9.500 visitas a hospitais, o que custa ao sistema de saúde público 23 milhões de libras (R$ 67,2 milhões) por ano.

Uma pesquisa feita pelo departamento de saúde inglês involvendo 1.000 jovens indicou que 82% deles queriam que seus pais parassem de fumar na frente deles em casa e 78% gostariam que não fumassem mais no carro, diz matéria da BBC.

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Temos um dilema

Ninho de pombas na nossa sacada

O que devemos fazer com o ninho que as pombas fizeram na nossa sacada?

Apesar de adorar a grande maioria dos animais, preciso que admitir que detesto pombas urbanas. Minha primeira reação foi querer remover o ninho, mas depois que vi os dois ovinhos comecei a ficar em dúvida.

O Rodrigo decidiu colocá-lo numa caixa. Pensei que a pomba fosse abandonar os ovos depois disso, mas não. Ela continua lá chocando, só sai quando nós chegamos perto. Isso mesmo depois de termos lavado a sacada com água sanitária.

Confesso que fiquei comovida com o instinto materno das pobrezinhas, mas não quero incentivar as pombas a ficarem na nossa sacada. Quero distância da sujeira que elas fazem e dos riscos de doenças.

E agora, será mesmo que devemos esperar pelo nascimento dos filhotes? O que vocês acham?

O que pode e o que não pode fazer durante a gravidez

Existem vários mitos e contradições sobre o que dá e o que não dá pra fazer na gravidez. Parece que tem sempre um novo estudo questionando o que é ou não permitido. Passou ontem na rede de TV americana CBS uma entrevista com Jessica Hartshorn, editora da revista American Baby, sobre isso.

Ainda existem muitas dúvidas quanto à prática de exercícios durante a gestação. Hartshorn lembra que até recentemente as mulheres precisavam ficar de olho nos batimentos cardíacos. Eles não poderiam passar de 140 por minuto.

Agora, no entanto, se diz que não tem problema se a grávida ficar com calor durante os exercícios. Isso não prejudica o bebê. O importante é observar a respiração, diz a editora. Se for possível conversar sem dificuldades durante a prática, tudo bem.

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Se o médico liberar, o ideal é fazer 30 minutos de atividades de baixo impacto pelo menos cinco dias por semana. Isso ajuda a manter o peso, previne constipação, insônia, dor nas costas e outros desconfortos.

Hartshorn confirma o que quase todo mundo já sabe, que a ideia de que grávida precisa comer por dois é coisa do passado. É preciso ingerir apenas cerca de 100 calorias a mais por dia no primeiro trimestre da gestação e umas 300 calorias nos últimos três meses. Quanto mais pesada a mãe, maiores as chances de diabetes gestacional e hipertensão.

Com relação ao parto, a entrevistadora só considerou a possibilidade de cesariana. Impressionante. Enfim, para aquelas que precisam ou que querem passar pelo procedimento, era comum marcar a data para a 37ª semana de gravidez. No entanto, hoje se sabe que bebês que nascem com 40 ou 39 semanas apresentam melhor desenvolvimento do cérebro e menos problemas respiratórios. Portanto, se o parto for planejado, vale a pena esperar, confirma a editora.

Já se proibiu café para grávidas, mas cafeína em moderação parece não ter relação nenhuma com aborto ou parto prematuro. O ideal é ingerir até 200 miligramas por dia, mais ou menos uma xícara, diz Hartshorn.

Existem vários aplicativos para telefone com informações sobre gravidez e dicas do que é permitido ou não durante a gravidez. Sugiro o BabyCenter em português e o Pregnancy buzz em inglês. Os dois são grátis.

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Carrinho vale para os grandes

Carrinhos ficam em espaço especial nos ônibus

É comum em Londres ver crianças já grandinhas em carrinhos, às vezes de até cinco anos. A ministra da saúde chegou a pedir aos pais que incentivem aqueles acima de três a caminhar.

Uma em cada cinco crianças entre 10 e 11 anos na Inglaterra é obesa e o problema geralmente começa antes de atingirem idade escolar.

É triste ver crianças com preguiça de andar, não pretendo empurrar uma grandalhona, mas consigo me colocar no lugar dos pais que fazem isso. A Sofia tem mais de dois anos, faz tempo que não é mais bebê, e ainda vai no carrinho quando eu preciso ir pro centro, por exemplo. É mais rápido, não corro o risco de ter que levá-la no colo e assim ainda posso carregar mais coisas.

A gente vê muitos carrinhos nos ônibus e trens em Londres. Eles ficam na área destinada às cadeiras de rodas, desde que ela esteja livre. O espaço nos trens é tranquilo, claro, se eles não estiverem lotados de passageiros. Nos ônibus os motoristas permitem apenas dois carrinhos abertos, acima disso tem que dobrar.

O acesso nos ônibus é tranquilo porque eles são praticamente do mesmo nível que as calçadas. O principal desafio são as escadas nas estações de metrô – grande parte delas não têm elevador. Aí a gente tem que contar com a ajuda das outras pessoas ou então carregar nos braços mesmo. Imaginem só quem anda de cadeira de rodas.

Ser mãe é padecer na malhação

Vi a frase acima um tempo atrás no Facebook e volta e meia ela me vem a cabeça. Como a maioria das mães, eu faço uma boa dose de exercícios to-do san-to di-a.

Desde que a Sofia nasceu eu nunca mais botei meus pés numa academia, e olha que fiz hidroginástica quase até o final da gravidez. Agora é um tal de caminha, senta, levanta, sem falar do peso que se carrega. Tá bem, eu não exercito áreas como o abdômen, mas a gente adquire uma resistência, hein?

Toda vez que me entregam folheto de academia eu fico com vontade de perguntar se eles também oferecem spa, mas acho melhor nem dar muito papo.

Tem sites na internet que dizem que se pode queimar até 200 calorias por hora empurrando carrinho de bebê. Claro, isso varia de acordo com o peso da mãe, da criança, do ritmo de caminhada e inclinação do terreno.

Aqui na Inglaterra tem grupos de mães orientados por professores que fazem caminhadas e corridas ao ar livre usando carrinho de bebê. É ótimo pra quem não tem com quem deixar o filho ou então não quer pagar pra alguém cuidar.

Quando eu estava em licença maternidade eu planejava participar das aulas, só que acabei me envolvendo em outros grupos e deixei de lado. Conheci mulheres que fizeram e acharam bem intenso. E disseram que os bebês adoram o passeio.

Dá pra queimar até 200 calorias por hora empurrando carrinho de bebê

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Cesárea liberada na saúde pública britânica

As grávidas no Reino Unido vão poder optar por cesariana pelo sistema de saúde público a partir deste mês. Atualmente a cirurgia só é feita em casos de emergência ou então quando a mãe ou o bebê apresentam algum problema de saúde.

A decisão tem grande impacto já que mais de 90% da população usa o sistema de saúde público. E o assunto é polêmico. Tem gente alertando que o número de cesarianas pode aumentar ainda mais por causa da mudança.

A taxa de cesáreas no Reino Unido é de cerca de 25%. O ideal, diz a Organização Mundial da Saúde, é 15%. O Brasil, como vocês sabem, tem o maior índice do mundo. Os dados UNICEF indicam 44% e se acredita que o percentual seja bem mais alto.

Apesar desses números, eu continuo achando importante que se permita que as pessoas façam suas escolhas. Só que elas precisam estar preparadas. Em termos simples, tem que ter mais informação e menos pressão.

Tem muita gente que subestima os riscos de uma cesariana e ignora os benefícios que o parto natural proporciona à mãe e ao bebê. Por outro lado, é triste ver mulheres se culpando por não ter tido um parto normal.

Vi recentemente o link pra um vídeo sobre o parto humanizado no blog Lascomadres. É o trailer do filme O Renascimento do Parto. Tem depoimentos ótimos, emocionantes. Acho que vale a pena considerar o que eles dizem.