Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Livro de nomes de bebês

Tenho visto recentemente matérias na imprensa sobre o aumento do número de pais que se arrependem do nome que deram ao filho.

A maioria quer achar um nome clássico mas que também seja legal, ou então original sem que seja estranho. Nomes de grande apelo geralmente tornam-se populares. Ou seja, é praticamente impossível reunir todos esses critérios.

Não tem problema dar uma olhadinha num daqueles livros com milhares de nomes de bebês, mas considerar cada um deles pode resultar em frustração, de acordo com essa matéria. Mais opções muitas vezes aumentam as chances de arrependimentos, dizem os psicólogos.

No blog The baby name wizard, Laura Wattenberg afirma que hoje em dia se busca o nome perfeito. Muitas vezes os pais se frustram porque o nome exclusivo do bebê é difícil de pronunciar, porque descobrem alguma associação negativa com o nome ou então porque acham que outro nome seria mais adequado à personalidade do filho.

Um dos motivos dessa pressão toda é que há evidências de que o nome pode influenciar a vida de uma pessoa. Um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Econômicas (National Bureau of Economic Research), nos Estados Unidos, constatou que currículos com “nomes de brancos” são mais propensos a receber ligações de quem trabalha em recursos humanos do que aqueles com nomes de origem africana. Além disso, meninos com nomes femininos, por exemplo, tendem a ter mais problemas de disciplina na escola, provavelmente relacionados a provocações e insegurança.

Eu não me arrependo do nome que demos à Sofia. E vocês, acham que acertaram na escolha?

É verdade que Sofia é comum, mas continuo achando bonito e adequado à ela. Se por um lado às vezes há dúvidas quanto à grafia, por outro todo mundo reconhece ele de cara. É um clássico, quer dizer “sabedoria” em grego, e pra mim e pro o Rodrigo tem um significado que falei no post sobre tendências de nomes de bebês para 2012.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Escolhendo o nome do bebê

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Gravidez depois dos 30 ou 40

Uma Thurman, 41 anos, anunciou que está grávida

Grávidas acima de 30 e 40 anos impulsionaram o número de gestações para níveis recorde no Reino Unido. Pela primeira vez, mais de 900.000 mulheres ficaram grávidas num período de um ano, número não alcançado nem no boom pós-Segunda Guerra.

O índice de grávidas de 40 e poucos anos em 2010 é mais do que o dobro registrado há duas décadas, saiu na imprensa britânica essa semana. As taxas de concepção aumentaram 4,5% entre aquelas de 34 a 39 anos e 4,9% entre as de 30 a 34 anos.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, as mulheres que trabalham passaram a ter filhos mais tarde, por isso o grande aumento no número de mães mais velhas. Outros motivos seriam a entrada no Reino Unido de grande quantidade de imigrantes em idade fértil ainda sem filhos.

Muitas mulheres também podem ter sido influenciadas pela recessão. Recém-desempregadas e aquelas com menos trabalho têm mais tempo para a família, disse o relatório. Esse último fator parece ir contra a tendência vista no Brasil, não é mesmo?

Tem uma porção de celebridades tendo filhos depois dos 40. A americana Uma Thurman, 41 anos, anunciou recentemente que está grávida do namorado Arpad Busson. A atriz de Kill Bill tem dois filhos com o ex-marido Ethan Hawke – a filha Maya, 13 anos, e o filho Levon, 10 anos.

Confira outras famosas que também tiveram filhos com 41 anos:

Halle Berry e a filha Nahla

Salma Hayek e Valentina

Madonna e Rocco

Mariah Carey e os gêmeos Moroccan e Monroe

Leia também: Mais trabalho e menos filhos

Mais trabalho e menos filhos

Taxa de natalidade caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para 1,9 hoje

É interessante ver de fora o país onde eu nasci e cresci. Cada vez que volto ao Brasil, gosto de observar as mudanças, o estilo de vida das pessoas.

Já faz tempo que ser mãe deixou se ser a única prioridade entre a maioria das brasileiras. Conheço muitos casos de pessoas que preferem não ter filhos ou então planejam ter apenas um. Viva a diversidade!

Nessas últimas férias, vendo de perto um pouco da realidade brasileira, me lembrei muito de uma matéria do Washington Post sobre a queda da taxa de natalidade no Brasil. Aqui vai um resumo dos principais pontos, com tradução livre:

  • As taxas de natalidade caíram em muitas partes do mundo nas últimas décadas, mas algo particularmente notável aconteceu na América Latina, apesar de o aborto ser ilegal na região e da Igreja Católica se opor ao controle de natalidade.
  • A migração desenfreada para as cidades, o aumento da taxa de emprego entre as mulheres, melhores sistemas de saúde e os exemplos de famílias bem sucedidas e com poucos filhos retratadas em novelas têm contribuído para essa mudança demográfica que aconteceu muito rápido.
  • A taxa de natalidade no Brasil caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para menos de 1,9 hoje. Na América Latina, o país só fica atrás de Cuba, que tem planejamento familiar bancado pelo governo e onde o aborto é legalizado. Os números referentes ao Brasil também são inferiores aos dos Estados Unidos, onde as mulheres têm em média 2 filhos.
  • A matéria cita vários casos de famílias que planejam não ter filhos ou então apenas um. Uma delas diz que tem como prioridade estudar e trabalhar. Outra conta que a presidente Dilma Rousseff, que tem apenas uma filha, serve de exemplo.
  • Um relatório do Center for Work-Life Policy, em Nova York, diz que 59% das brasileiras se consideram muito ambiciosas, percentagem maior do que nos Estados Unidos.

Leia também: Gravidez depois dos 30 ou 40 anos

Bebês entendem tom de voz mesmo não sabendo palavras

Uma nova pesquisa realizada por cientistas britânicos comprova o que nós pais já sabíamos: os bebês já entendem o que dizemos mesmo ainda não sabendo a língua.

Os pequenos compreendem o tom de voz da mãe, concluiu o estudo. Aqueles que participaram da pesquisa reagiram da mesma forma quando a mãe falou em inglês ou em grego, relata matéria do jornal Daily Telegraph. Eles observaram suas mães executando ações com brinquedos usando as palavras “opa” e “lá” nas duas línguas, mas sempre no mesmo tom de voz.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Cardiff, País de Gales, envolveu 84 bebês entre 14 e 18 meses de idade. Nenhum deles havia sido exposto à língua grega antes.

A coordenadora da pesquisa, Merideth Gattis, diz que nos primeiros meses os pais não precisam se preocupar tanto com o que dizem, mas sim prestar atenção no tom de voz.

Segundo ela, mesmo palavrões ou raiva poderiam ser disfarçados pelo tom de voz. Ah, ela também já deve ter visto casais se alfinetando na frente do filho como se estivessem se elogiando!

Leia também: Comunicação entre pais e filhos

Mães sofrem de insônia por causa do trabalho

Metade das mães perdem o sono porque estão preocupadas com suas carreiras. Um estudo envolvendo 1.500 mulheres concluiu que elas têm insônia por medo de não conseguir achar um equilíbrio entre a vida familiar e suas carreiras.

Uma em 10 disse que começou a se preocupar com o retorno ao trabalho ainda durante a gravidez. Os dados foram divulgados recentemente pela agência britânica Press Association.

Antes de me tornar mãe eu não acreditava que essas questões realmente afligissem mulheres na Europa ou nos Estados Unidos. Infelizmente, isso acontece em praticamente todo o mundo. Suporte econômico e governamental – quando disponíveis – ajudam, mas não garantem que a mulher consiga manter o mesmo pique na carreira e ser uma super mãe ao mesmo tempo.

Antes da crise econômica na Europa, cerca de 30.000 mulheres por ano perdiam seus empregos por causa de discriminação quanto à gravidez no Reino Unido, e a situação hoje em dia é ainda pior, segundo matéria no Guardian. Não quero me extender muito, não vou entrar na questão de diferença salarial entre homens e mulheres. De modo geral, digo que estamos em desvantagem por aqui também.

Eu não perco o sono por causa da minha carreira, mas já pensei muito sobre o equilíbrio entre minha vida pessoal e profissional. Nesse momento essa questão pra mim é como cobertor curto, um lado fica de fora. E pra vocês, como é?

No post de amanhã eu falo sobre licença maternidade, pais com direito a trabalhar em horários flexíveis e mães em tempo integral que retornam ao mercado de trabalho.

Tendências de nomes de bebê para 2012

Navegando na internet vi que saiu ontem uma lista com 12 tendências de nomes para 2012 nos Estados Unidos e Canadá. Isso me fez pensar nos motivos pelos quais escolhemos o nome da nossa filha.

Nosso principal critério era que o nome pudesse ser pronunciado sem dificuldades em várias línguas, principalmente em português e em inglês. É um nome clássico e tem um significado bonito – sábia. Sem falar que temos quase certeza de que ela foi concebida na Bulgária, cuja capital é Sófia, ou Sofia.

Aqui vai a lista pra quem acha que seguir moda também vale pra nomes ou então precisa de inspiração. Já aviso que algumas das ideias não funcionam em português – e tem nomes que achei horríveis. Fiz uma tradução livre e dei uma editada. Me digam o que acham.

  • Nomes de famosos modernos: Um exemplo é o nome da filha de Mariah Carey, Monroe, em homenagem à Marilyn. Tá em alta homenagear pessoas reais ou fictícias, contemporâneas ou históricas.
  • Parecidos com os consagrados: Nomes populares captam o estilo dos tempos e são apreciados por muitos. No entanto, como o medo de escolher um nome muito comum é cada vez maior, pais procuram maneiras de criar nomes levando em conta os mais escolhidos mas que ao mesmo tempo tenham um diferencial. Isabella, entre os nomes mais escolhidos no Canadá e Estados Unidos, dá origem a Arabella e Annabelle. Olivia, em primeiro lugar na Grã-Bretanha, gera variações como Alivia.
  • Nomes agressivos: Nomes de animais ferozes como Bear (Urso), Fox (Raposa), Wolf (Lobo), Falcon (Falcão) e Hawk (Gavião).
  • Direções: West (Oeste), North (Norte), South (Sul) e East (Leste). Além de nomes que soam ocidentais, como Weston e Wesley.
  • Vogal do momento: A. Tem sido tendência há anos.
  • Consoante do momento: M. Nomes para meninas que estão em auge incluem Magdalena, May, Mila, Millie e Minnie. Para os meninos: Magnus, Miller e Milo.
  • Nomes que são adjetivos: Escolhas da moda – Sunny (Ensolarado), Golden (Dourado), Royal (Real) e Happy (Feliz).
  • Nome que está voltando: Betty
  • Para quem quer dar um segundo nome: Nomes curtos como Ann Lee e Lynn estão em baixa. Podem ser usados apelidos da pessoa a ser homenageada.
  • Nome que não deve voltar: Arlo.
  • Tendência de nome que não deve vingar: -ley, como Brinley, Kinley e Finley.
  • O melhor final: apelidos que terminam em –ie, como Lottie e Hattie e Nellie.

A lista foi feita por Pamela Redmond Satran e Linda Rosenkrantz, co-autoras de 10 guias de nomes de bebê. Elas têm um site chamado Nameberry.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Gente, achei recentemente esta lista de 14 tendências de nomes de bebês para 2012 (em inglês).

Enxoval básico para bebê

Os pais no Reino Unido gastam em média 5.213 libras (RS$14.617) durante a gravidez e os primeiros 12 meses de vida de seu bebê. Mas um casal em Londres conseguiu desembolsar apenas 800 libras (RS$2.243) durante esse período, saiu no Guardian.

Como foi que eles conseguiram? Tudo que compraram foi um daqueles cangurus para carregar o bebê, fraldas laváveis, trocador, tip-tops, cobertor, sutiã de amamentação, bomba tira-leite, penico, copinho, talheres e cadeirinha para carro. O bebê também ganhou algumas roupinhas de presente.

Esse casal não tem planos de comprar dois itens que pra mim são essenciais: carrinho e berço. O bebê dorme na cama deles. Eles acreditam que o fato de estarem criando o filho deles dessa maneira contribui para a felicidade da família.

Lendo a matéria eu lembrei das listas de artigos “essenciais” para o enxoval que encontrei em livros, revistas e na internet enquanto esperava a Sofia. Cada uma dizia uma coisa e não achei nenhuma que não exagerasse nas quantidades. Encontrei as mais longas nos sites de lojas, que geralmente já colocam junto o link pra fazer lista de presentes.

A Sofia tinha um enxoval bem maior do que o do bebê da matéria do jornal, mas menor do que muitos de nossos conhecidos. E não conseguimos usar tudo. Guardei sapatos, meias-calças, vestidos e calças jeans sem terem sido usados.

Uma pesquisa aqui na Inglaterra revelou que 82% dos pais compraram muitas coisas que acabaram não usando para seu primeiro filho. E 86% dos que tiveram mais de um bebê controlaram os gastos a partir da segunda gravidez.

Ao contrário de algumas pessoas que querem ter tudo novinho pra receber o bebê, nós ficamos felizes em ganhar artigos usados. Acaba sendo uma maneira de reciclar e assim se economiza dinheiro.

Eu tirei a foto acima quando nós recebemos sacoladas de roupas que era da filhinha de um conhecido nosso. Foi uma ajuda e tanto. Eles nos deram quase 30 tip-tops, muitos ainda com etiqueta!

Algumas pessoas nos emprestaram algumas coisas. E foi um alívio poder devolvê-las depois de um tempo e liberar espaço na casa.

Leia também: O que levar na bolsa do hospital

Será o fim da escrita à mão?

Saiu hoje no jornal Metro uma matéria questionando se no futuro as crianças saberão escrever à mão.

O texto cita duas escolas que já adotaram tablets em sala de aula aqui no Reino Unido. A mudança tornou o aprendizado mais interativo e democrático, de acordo com funcionários desses colégios. Os alunos poderão fazer provas nos próprios iPads em breve.

Para a diretora de uma escola de grafologia aqui em Londres, no entanto, a iniciativa não tem sentido. Ela teme que as pessoas não consigam mais escrever daqui a alguns anos e acredita que investimento deveria ser feito é nos professores.

Cada vez mais vamos nos questionar sobre o papel das diferentes tecnologias nas nossas vidas, não é mesmo? Vocês lembram do post sobre os smartphones? Não tem como frear isso, não adianta.

Assim como todos aqueles que tem computadores e celulares, eu uso cada vez menos a caneta. Mesmo assim, continuo achando importante poder escrever à mão com destreza. Quantas vezes meus garranchos me ajudaram a reproduzir o que o entrevistado me disse! Não é sempre que temos tecnologias a disposição, sem falar que a escrita representa nossa personalidade, dizem os grafólogos.

Por outro lado, é um alívio saber que a Sofia não vai precisar ter um caderno de caligrafia nem vai passar horas copiando a matéria que o professor escreve no quadro negro. Que perda de tempo! Sim, as tecnologias podem contribuir muito pro aprendizado, mas concordo com diretora da escola de grafologia que diz que é importante investir nos professores em primeiro lugar.

Leia também: Tecnologia para distrair crianças