Plataforma para carrinho

Várias ideias e pouco tempo pra sentar na frente do computador. Vamos de foto então:
Nós continuamos a usar bastante o carrinho, só que agora a Sofia vai na plataforma, dando lugar pro Lucas. O bom é que ela encarou a mudança como um “upgrade”. É uma ótima opção pra quem precisa levar dois e não quer comprar um carrinho duplo.

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Gravidez depois dos 30 ou 40

Uma Thurman, 41 anos, anunciou que está grávida

Grávidas acima de 30 e 40 anos impulsionaram o número de gestações para níveis recorde no Reino Unido. Pela primeira vez, mais de 900.000 mulheres ficaram grávidas num período de um ano, número não alcançado nem no boom pós-Segunda Guerra.

O índice de grávidas de 40 e poucos anos em 2010 é mais do que o dobro registrado há duas décadas, saiu na imprensa britânica essa semana. As taxas de concepção aumentaram 4,5% entre aquelas de 34 a 39 anos e 4,9% entre as de 30 a 34 anos.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, as mulheres que trabalham passaram a ter filhos mais tarde, por isso o grande aumento no número de mães mais velhas. Outros motivos seriam a entrada no Reino Unido de grande quantidade de imigrantes em idade fértil ainda sem filhos.

Muitas mulheres também podem ter sido influenciadas pela recessão. Recém-desempregadas e aquelas com menos trabalho têm mais tempo para a família, disse o relatório. Esse último fator parece ir contra a tendência vista no Brasil, não é mesmo?

Tem uma porção de celebridades tendo filhos depois dos 40. A americana Uma Thurman, 41 anos, anunciou recentemente que está grávida do namorado Arpad Busson. A atriz de Kill Bill tem dois filhos com o ex-marido Ethan Hawke – a filha Maya, 13 anos, e o filho Levon, 10 anos.

Confira outras famosas que também tiveram filhos com 41 anos:

Halle Berry e a filha Nahla

Salma Hayek e Valentina

Madonna e Rocco

Mariah Carey e os gêmeos Moroccan e Monroe

Leia também: Mais trabalho e menos filhos

A casa nova

Esta é a vista do nosso novo apartamento. Nevou no sábado à noite e na madrugada de domingo. Por causa das baixas temperaturas a neve se conservou.

A mudança foi cansativa, mas mais fácil do que eu antecipava. Tentei relaxar o máximo que pude – é claro que também rolou um pouco estresse – e começamos a desencaixotar só o necessário.

Desde quinta-feira, quando nos mudamos, já conseguimos fazer bastante coisa. Continua tudo meio bagunçado, tem muita coisa pra colocar no lugar e não vejo a hora de ver essa função toda acabar.

Já faz dias que meu guarda-roupa tá bem limitado. Ainda não sei ao certo onde estão meus brincos, minhas tocas de inverno. A vantagem é que não demoro nada pra escolher o que vestir de manhã.

A Sofia se saiu super bem, encarou o processo todo como uma grande aventura. Ela já se acostumou com o novo ambiente e adorou o quarto dela. É impressionante a capacidade de adaptação das crianças, né?

A grande novidade é que agora ela não dorme mais no berço, já tem a cama dela. Eu tinha receio de fazer essa mudança. Atrasei o quanto pude achando que ela iria querer sair, que iria se recusar a dormir, mas acho que ela já estava pronta pro novo estágio.

A Sofia tá dormindo normalmente, continua na rotina dela mesmo com tantas coisas diferentes. Espero que continue assim!

Leia também: Novo endereço

Tô grávida!

É isso mesmo! Achei melhor anunciar a novidade logo no título. Eu não via a hora de dividir essa alegria com vocês. Estamos muito felizes!

Nós achamos melhor esperar até as 12 semanas de gravidez pra espalhar a notícia. Portanto, se tudo der certo, nosso bebê vai nascer em agosto, quem sabe durante as Olimpíadas de Londres.

Tive a sorte de mais uma vez não ter enjôos e me sinto bem fisicamente. Meu humor é que tem oscilado mais do que o normal ultimamente. Não sei se isso é por causa dos hormônios ou porque estamos vivendo um período muito intenso nas nossas vidas. Não vejo a hora acabar com a história da mudança!

A grande diferença com relação à gravidez anterior é que eu não consigo descansar como gostaria. Além disso, ainda não tive muito tempo pra curtir bem essa fase e não li grande coisa sobre o assunto.

Já conversamos com a Sofia sobre o bebezinho mas ela parece ainda não ter entendido muito bem o que está pra acontecer. Imagino que aos poucos a gente vá amadurecendo a ideia.

Em agosto ela vai ter quase três anos. Acho que vai ser uma diferença boa de idade. É interessante ver como ela anda encantada com os bebês que vê na rua, acho que porque ela agora se sente grande.

Daqui pra frente eu tenho ainda mais assuntos pra escrever aqui no blog. Por favor continuem me mandando comentários. Dicas de como encarar essa nova fase são muito bem-vindas. Tenho tanto pra aprender!

Leia também: É um menino!

Novo endereço

E nós vamos nos mudar. Vamos voltar à área onde sempre moramos desde que chegamos em Londres, mais central. Ficaremos mais perto dos amigos e dos lugares onde gostamos de ir.

Vamos sair de uma casa para ir morar num prédio. Fica pra trás um pátio e muita tranquilidade.

Nós moramos apenas um ano nessa casa. Tivemos muitos momentos felizes aqui e vou sentir falta dessa etapa da minha vida. Mas serviu pra eu me dar conta de que sou bem urbana.

Não tenho mais dúvidas de que a ideia de morar num lugar muito sossegado não é pra mim. Quem sabe quando eu for mais velha, mas agora ainda quero estar onde haja bastante opções de lazer, onde eu possa ir num restaurante bom sem precisar de condução.

Amei ter pátio com horta, flores e árvores. Gosto de morar em casa. Nossa rua é super tranquila e dá pra abrir a porta da frente sem se preocupar com o fato de a Sofia estar próxima ao trânsito. Só não gostei de ter sempre que planejar nossos passeios com antecedência por causa da distância.

Espero que nosso novo apartamento tenha pelo menos um pouco do silêncio e da tranquilidade que tivemos nesses anos todos em Londres, especialmente nesse último. Também quero continuar tendo plantas em casa.

A Sofia já começou a sentir essa mudança desde o início do ano, quando passou a ir na creche já na nossa nova vizinhança. Como da outra vez, ela tá adorando a função toda e todos os dias brinca com as caixas. Tomara que ela se adapte ao novo quarto como da outra vez.

Vamos pro apartarmento novo na semana que vem. Já adiantamos bastante coisa, tentamos antecipar possíveis contratempos mas, sejamos sinceros, mudança é sempre uma dor de cabeça, não adianta. Vou tentar me manter tranquila, prometo.

Leia também: A casa nova

Os primeiros dias na creche

A Sofia começou a ir na creche essa semana. O período de adaptação, que iniciou na terça-feira, terminou ontem. No primeiro dia ela ficou apenas uma hora e ontem passou praticamente a tarde toda lá.

Ela gostou tanto que desde o primeiro dia não queria ir embora de lá . O pessoal da creche elogiou bastante ela. Chegaram a dizer que gostariam que todas as crianças tão fáceis quanto. E nós ficamos super orgulhosos, é claro.

Tomara que a Sofia continue entusiasmada na semana que vem, quando começa pra valer. Também espero me manter tranquila. Me sinto muito mais confiante do que na primeira vez que deixei ela para ir trabalhar.

Vamos continuar com o mesmo esquema: ela vai duas tardes por semana e o resto do tempo fica comigo ou com o Rodrigo. É puxado, mas nós dois tentamos passar o máximo de tempo com ela.

Desde que voltei ao trabalho, quando a Sofia completou um ano, nós optamos por childminders. São pessoas que cuidam de crianças na própria casa.

Lembro de ver no Brasil cuidadores de crianças em áreas mais pobres. Aqui isso é bem comum e é regulamentado.

Childminders devem ser registrados, precisam passar por treinamento e a casa deles precisa obedecer certas regras de higiene e segurança. De tempo em tempo eles recebem visitas para serem avaliados e os relatórios sobre os serviços deles pode ser acessados pelo público.

Os preços variam muito. Nós pagávamos praticamente o mesmo que vamos pagar para a creche agora.

Achamos melhor começar com uma childminder em vez de creche porque gostamos da ideia de a Sofia continuar num ambiente de casa e receber um tratamento mais pessoal. Mas agora que ela já tem mais de dois anos achamos que ela precisa interagir com mais crianças e participar de atividades mais variadas.

Pais que têm crianças em creches geralmente dizem que elas vêm pra casa cheia de novidades, né? Vamos ver como vai ser com a Sofia.

Veja também: Vídeo no Mamatraca sobre a adaptação da Sofia na creche

Ano Novo

Não acredito que nossas vidas irão mudar só porque um novo ano vai começar. Mesmo assim, é uma boa oportunidade para reavaliarmos o que passou e fazer planos, não é mesmo?

Já tenho algumas mudanças previstas para os próximos meses – mais adiante conto pra vocês. Gosto de pensar que mudanças são sempre para melhor.

Aproveito para agradecer o carinho de vocês. Este blog tem apenas dois meses e já ocupa um lugar importante na minha vida.

Desejo um excelente Ano Novo a todos vocês! Espero que 2012 seja repleto de alegrias e realizações. Que a gente consiga colocar em prática nossos projetos e que boas surpresas venham por aí!

Beijos,

Cecília

Fase mais fácil

Eu e a Sofia saímos para almoçar fora sozinhas no sábado. Conversamos durante a refeição e trocamos sorrisos com aqueles que estavam nas mesas vizinhas. Claro, aconteceu tudo mais rápido do que num almoço em família, mas um ano atrás eu provavelmente não conseguiria comer tranquilamente nessa situação.

Muitas vezes invejei pais de crianças maiores sem pressa de pedir a conta. Acho que a nossa vez tá finalmente chegando.

Agora que a Sofia tem quase dois anos e três meses, muita coisa tá ficando mais fácil. Semana passada eu e o Rodrigo, meu marido, tomamos café num pub enquanto ela brincava perto da nossa mesa. Às vezes ela ia até a árvore de Natal ao lado da porta de entrada, interagia um pouco com as outras pessoas, e voltava sem que um de nós tivesse que ir buscá-la.

Tenho até receio de começar a comemorar, mas faz muito tempo que a Sofia não sai mais correndo desatinada dentro de uma loja, por exemplo. Já conseguimos caminhar médias distâncias em linha reta, sem grandes distrações. Outro dia entramos na fila do caixa do supermercado e ficamos o tempo todo de mãos dadas, sem crise.

Pra quem não tem filhos, esse post talvez não signifique nada, mas acho que quem já passou por isso sabe que é um grande marco.

Leia também: Dando pequenas responsabilidades à criança

Sou mãe, e agora?

Quando descobri que estava grávida, saí lendo o máximo que pude sobre o assunto. Eu tinha muitas dúvidas, queria entender o que estava acontecendo com meu corpo e buscava antecipar o que viria pela frente.

Nos últimos meses de gravidez fiz dois cursos para gestantes, um particular e um no hospital onde tive a Sofia. Aprendi muito durante todo esse processo e, assim como a grande maioria das mães, me concentrei muito no parto e não dei muita atenção para o que viria depois.

Acho que nada nos prepara para a grande transformação que é o nascimento de um filho. A chegada da Sofia foi, sem dúvida, o evento que teve maior impacto na minha vida. Pra mim, caiu a ficha quando chegamos em casa com ela pela primeira vez. “É tudo com a gente, e agora?”, eu pensei.

No dia seguinte acordei faminta e quando consegui sentar pra tomar café da manhã a Sofia começou a chorar de fome. Claro, tive que ir amamentar. Eu poderia ter comido enquanto ela mamava, mas eu ainda não tinha prática. Naquele momento eu me dei conta de que, pela primeira vez na minha vida, havia alguém que dependia de mim, alguém que teria prioridade.

Com o passar do tempo comecei a entender o que minha mãe sempre me disse, que quando chegasse a hora eu saberia o que fazer. Aprendi nos cursos para gestantes que não existe experiência mais instintiva na vida de uma mulher do que o parto. Acho que isso também vale para a experiência de ser mãe.

Leia também: O que esperar da maternidade?

Vida social e filhos

Esse  foi um fim de semana diferente pra mim. Fui numa festa, passei horas sozinha em casa e saí pra jantar só com meu marido. Como? Minha sogra está nos visitando.

Janta no restaurante japonês

Como é bom poder ter uma conversa adulta sem interrupções ou então comer num restaurante sem pressa! Sem falar da certeza de que a Sofia está em boas mãos. Ela adora ficar com a avó. As duas se divertem muito, é lindo de ver.

Já perdi as contas de quantas vezes eu faltei a festas ou deixei de ir a pubs com meus colegas depois do trabalho porque não tenho com quem deixar minha filha. Nós levamos a Sofia sempre que dá, mas às vezes não funciona, não é ambiente pra criança. Acaba sendo um estresse pra todo mundo.

Essa é a realidade de quem mora longe da família. Sair sem filho exige que se planeje tudo com uma boa antecedência. A gente tem sempre que contar com uma babá (e pagar por isso) ou com a vontade de um amigo. Não é fácil.

O lado bom é que hoje em dia eu consigo me livrar facilmente daqueles eventos de trabalho chatos, fora do horário de expediente. Tenho sempre uma boa desculpa.

Também não tenho certeza de que me adaptaria ao outro extremo. Acho que não gostaria de ser parte daquelas famílias que moram super próximas e estão sempre se visitando. Não seria bom ter muita interferência na educação da minha filha.

Independente de onde se more, criar filho é uma grande responsabilidade, compromete a liberdade dos pais pelo menos por alguns anos. Sim, faz falta sair sem ter hora pra voltar e ainda poder dormir até tarde no dia seguinte. Mas não acho que isso sirva de desculpa pra anular uma vida social. Tem várias coisas pra se fazer com bebê ou criança em Londres, e isso vale pra qualquer parte do mundo. Só que precisamos adaptar nossas rotinas.

Leia também: Só fala em filhos!