Formato da barriga: “É um menino?”

Eu já perdi as contas de quantas pessoas olharam para a minha barriga de grávida e afirmaram que estou esperando um menino. A justificativa é o formato: dizem que a barriga está pontuda em vez de larga. Eu acho a explicação um tanto vaga, mas entendo o que querem dizer.

Embora não haja fundamento científico, preciso admitir que acho curioso ver todo mundo adivinhar o sexo do bebê – isso se a pessoa que fez a ecografia estiver mesmo certa, né?

Não sei se é de tanto ouvir isso, mas estou começando a achar que desta vez a barriga está diferente, mesmo com o bebê na mesma posição que a Sofia estava nesta etapa final da gravidez.

Leia também: Semelhanças e diferenças entre a primeira e a segunda gravidez e A barriga na segunda gravidez

Meninas e meninos insatisfeitos com a aparência

Cerca de um terço das meninas de 10 anos estão preocupadas com a forma

Cada vez mais se discute como crianças e adolescentes assimilam imagens de modelos magérrimas e celebridades com cabelo e pele impecáveis, geralmente retocadas no photoshop.

É comum ver na mídia aqui no Reino Unido casos de meninas e meninos insatisfeitos com a aparência, se achando gordos mesmo não estando acima do peso.

Aos 10 anos, cerca de um terço das meninas e 22% dos meninos apontam o corpo como seu principal motivo de preocupação. É também aos 10 anos, em média, que as crianças começam a fazer dieta, diz essa matéria do Guardian.

O texto relata a iniciativa de dois ex-professores que começaram um curso para crianças do ensino primário melhorarem a auto-estima. A ideia partiu de funcionários de uma escola em Bristol que recebiam ligações de pais contando que os filhos estavam preocupados com o que vestir em dias em que não precisavam usar uniforme.

Tudo indica que a auto-estima dos jovens nunca esteve tão baixa, diz Chris Calland, um dos ministrantes do curso. Isso pode levar a transtornos alimentares e ansiedades.

A matéria mostra relatos interessantes da turma que fez o curso: “Você sabia que algumas modelos usam 10 camadas de maquiagem, deixam o cabelo ondulado com um ventilador e que podem até mudar a aparência no computador para parecerem mais magras?”, diz Carys, aluna da escola.

Mais e mais jovens estão conscientes de que o que se vê na mídia nem sempre condiz com a realidade. Na semana passada, um grupo de adolescentes nos Estados Unidos protestou em frente ao escritório da editora da revista para adolescentes Seventeen. Eles pedem que pelo menos uma foto sem retoque seja publicada a cada edição.

“Eu quero ver garotas normais e que se pareçam comigo numa revista que deveria ser para mim”, disse Julia Bluhm, 14 anos, que liderou o protesto.

Leia também: Campanha contra maquiagem para crianças

Semelhanças e diferenças entre a primeira e a segunda gravidez

Muitas vezes me perguntam se a segunda gestação é muito diferente da primeira e se enjoei mais esperando menino ou menina. Bem, eu não tenho respostas definitivas nem quero servir de referência – até porque estamos falando de um tipo de experiência muito pessoal – mas achei que seria interessante reunir aqui as minhas impressões já que o assunto gera curiosidade:

Diferenças:

  • O tempo parece passar mais rápido. Já estou no sexto mês, com 26 semanas, pra ser mais precisa
  • Tô menos concentrada na gravidez do que da primeira vez. Às vezes esqueço em que semana estou
  • Tenho menos tempo para descansar
  • Levanto mais peso
  • Resisti alguns meses sem comer sushi na primeira gestação. Desta vez, liberei geral
  • Não pretendo fazer curso para pais e mães desta vez
  • A barriga de grávida começou a aparecer mais cedo
  • Tirei poucas fotos até agora
  • Comecei a sentir os movimentos do bebê antes
  • Não comprei roupas de gestante, mas tenho mais do que da primeira vez. Guardei peças antigas e ganhei várias da minha irmã
  • Estamos levando mais tempo para escolher o nome do nosso menino
  • Vamos comprar bem menos coisas para o enxoval
  • Idealizo menos o parto
  • Estou mais experiente, me sinto menos ansiosa e mais confiante

Semelhanças:

  • A barriga tem o mesmo formato do que de quando eu esperava a Sofia, contrariando o que dizem sobre as diferenças entre gestação de menino e de menina
  • Eu achava que a barriga estava crescendo mais rápido do que da primeira vez, mas na consulta da semana passada foi confirmado que as medidas estão dentro dos padrões
  • Tive a sorte de não ter enjoos em nenhuma das vezes
  • Me mantenho ativa. Só que agora me exercito com a Sofia em vez de ir na academia
  • Tive câimbras nas pernas algumas vezes
  • Tenho apenas uma vaga ideia de como será minha vida depois que o bebê nascer

Leia também: Grávida ou gordinha? e “Mamãe tem um bebê na barriga”

Campanha contra maquiagem para crianças

O grupo inglês Pinkstinks (rosa fede, ou rosa não tá com nada), que luta contra a ditadura do cor-de-rosa, está lançando uma campanha contra maquiagem para crianças. O objetivo é convencer as lojas a pararem de vender cosméticos destinados a meninas abaixo de oito anos.

A nova campanha busca aliviar as crianças da pressão de ter de melhorar a aparência física. Pesquisas mostram aumento no número de casos de jovens com baixa auto-estima e Pinkstinks acredita que a maquiagem contribua para isso já que pressiona as meninas a serem bonitas.

A campanha tem três objetivos:

  • Que as lojas tirem maquiagens das prateleiras com produtos para crianças em idade pré-escolar ou inferior.
  • Que outros produtos, como revistas e sapatos, parem de oferecer maquiagens como brinde.
  • Pinkstinks também espera conscientizar os pais a deixarem de aceitar e comprar este tipo de produto.

Pinkstinks foi criado há quatro anos para tentar conscientizar as pessoas de que é prejudicial estereotipar crianças. De acordo com o site deles, muitos produtos para meninas valorizam a beleza, a passividade, sem falar que estimulam a obsessão por compra, moda e maquiagens – uma definição bem limitada do que significa ser menina.

Desde cedo, as crianças são canalizadas a identificar-se com determinados brinquedos, jogos e outros produtos. Isso, segundo Pinkstinks, limita a gama de brincadeiras e experiências.

As responsáveis pelo grupo são as irmãs Emma e Abi Moore. A ideia de criar Pinkstinks começou numa visita a uma loja de brinquedos, quando Emma viu a filha dizer que os animais de uma fazendinha eram para os meninos, diz ela nesta matéria.

Eu concordo com o que Pinkstinks defende. Não sou contra esse mundo cor-de-rosa que inclui roupas, brinquedos e artigos para decoração, mas acho perigoso começar a estereotipar meninos e meninas mesmo antes de seu nascimento e limitar suas escolhas. Afinal de contas, há muitas opções de cores, de maneiras de se vestir, de brincar, enfim, de agir.

A divisão entre o rosa e o azul é bem forte aqui no Reino Unido, assim como em outras partes do mundo. Muitas vezes a Sofia foi confundida com menino por não estar usando “cores femininas”.

Quanto à maquiagem, nossa experiência é ainda limitada. Ela já me pediu pra passar batom ao me ver na frente do espelho mas se contentou em brincar com um protetor labial.

E vocês, o que acham dessa campanha? Estou curiosa pra saber das experiências de vocês.

Leia também: Furar orelha de bebê? e Meninas e meninos insatisfeitos com a aparência

Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Livro de nomes de bebês

Tenho visto recentemente matérias na imprensa sobre o aumento do número de pais que se arrependem do nome que deram ao filho.

A maioria quer achar um nome clássico mas que também seja legal, ou então original sem que seja estranho. Nomes de grande apelo geralmente tornam-se populares. Ou seja, é praticamente impossível reunir todos esses critérios.

Não tem problema dar uma olhadinha num daqueles livros com milhares de nomes de bebês, mas considerar cada um deles pode resultar em frustração, de acordo com essa matéria. Mais opções muitas vezes aumentam as chances de arrependimentos, dizem os psicólogos.

No blog The baby name wizard, Laura Wattenberg afirma que hoje em dia se busca o nome perfeito. Muitas vezes os pais se frustram porque o nome exclusivo do bebê é difícil de pronunciar, porque descobrem alguma associação negativa com o nome ou então porque acham que outro nome seria mais adequado à personalidade do filho.

Um dos motivos dessa pressão toda é que há evidências de que o nome pode influenciar a vida de uma pessoa. Um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Econômicas (National Bureau of Economic Research), nos Estados Unidos, constatou que currículos com “nomes de brancos” são mais propensos a receber ligações de quem trabalha em recursos humanos do que aqueles com nomes de origem africana. Além disso, meninos com nomes femininos, por exemplo, tendem a ter mais problemas de disciplina na escola, provavelmente relacionados a provocações e insegurança.

Eu não me arrependo do nome que demos à Sofia. E vocês, acham que acertaram na escolha?

É verdade que Sofia é comum, mas continuo achando bonito e adequado à ela. Se por um lado às vezes há dúvidas quanto à grafia, por outro todo mundo reconhece ele de cara. É um clássico, quer dizer “sabedoria” em grego, e pra mim e pro o Rodrigo tem um significado que falei no post sobre tendências de nomes de bebês para 2012.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Escolhendo o nome do bebê

Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês

Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos, inspirou milhões de pais

Quem mais inspirou mães e pais na escolha do nome do filho? O site de notícias americano Huffington Post publicou uma lista de pessoas que lançaram tendência.

A compilação leva em conta os rankings de nomes de bebês nos Estados Unidos. Muitos deles também se tornaram populares em países como o Brasil – claro que nem sempre as escolhas têm ligação com as figuras públicas abaixo. Vejam em quem os norte-americanos mais se inspiraram até hoje:

1) Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos – Jefferson, de apelido Jeff, tem aparecido há muitos anos na lista dos nomes mais populares.

2) Shirley Temple, atriz e diplomata – Durante a Grande Depressão, Shirley elevou o espírito do povo americano. Em 1935, 42.000 meninas foram registradas como Shirley.

3) Linda Darnell, atriz – O nome Linda foi muito além da fama da artista. Em 1947, conseguiu superar Maria, que até então estava sempre entre os primeiros lugares.

4) Dylan, Dylan Thomas, poeta, e Bob Dylan, cantor – O nome começou a tornar-se popular por causa de Dylan Thomas, nascido em 1914. A fama espalhou-se depois que Robert Zimmerman adotou Dylan como nome artístico em 1962.

5) Muhammad Ali, boxeador – Cassius Marcellus Clay Jr, que mudou seu nome para Muhammad Ali depois de converter-se ao islamismo, inspirou muitos americanos a escolher nomes que reflitam suas origens, entre eles africanos, irlandeses, italianos e judeus.

6) Cher, cantora e atriz – Algumas celebridades já eram conhecidas apenas por seus primeiros nomes antes de Cher, mas ao optar pelo apelido em vez do nome, Cherilyn Sarkisian, ela abriu o caminho para pessoas como Oprah, Beyonce, Adele, Rihanna, Madonna e Shakira.

7) Luci, filha do ex-presidente americano Lyndon Johnson – No final dos anos 60 e 70, a coisa mais legal que uma menina poderia ter era um nome novo terminado em “i”, como Staci, Traci, Marci ou Darci. Uma das filhas de Johnson, eleito em 1964, chama-se Luci. Recentemente, ela mudou a grafia de seu nome para Lucy.

8) Moon Unit, filho do músico Frank Zappa – Frank Zappa inovou chamando seus filhos de Moon Unit, Dweezil, Ahmet Rodan Emuukha e Thin Muffin Pigeen Diva. Hoje em dia é comum ver nomes nada convencionais entre famosos e não-famosos.

9) Ryan O’Neal, personagem de livro e filme – O filme Love Story, de 1970, baseado no livro, teve efeito profundo e duradouro na escolha de nomes. Isso vale para os nomes dos personagens principais, Jennifer e Oliver, e também para o ator Ryan O’Neal. Em 1974, Ryan conquistou o Top 25, onde permaneceu desde então.

10) Michael, nome do Arcanjo Miguel – É um clássico, mas o cantor Jackson e o jogador de basquete Jordan foram fundamentais para manter o nome entre um dos mais populares entre os norte-americanos há mais de quarenta anos. Os dois famosos também fizeram com que em 1997 o nome Jordan fosse o 26º entre meninos e o 40º entre meninas. Jackson está em 25º lugar até hoje.

11) Drew Barrymore, atriz – Ela foi uma das primeiras famosas a ter um apelido masculino como nome. Outros exemplos são Glenn Close, Daryl Hannah e Michael Learned. Hoje em dia, milhões de crianças têm nomes que tanto servem para menino como para menina.

12) Jaden Smith, artista, filho de Will Smith – Quando ele nasceu em 1998, muitas pessoas acharam que seu nome era uma homenagem à mãe Jada, como sua irmã Willow seria para o pai Will. Poucos perceberam que era uma grafia alternativa de Jadom, da Bíblia. De qualquer forma, o nome Jaden se popularizou, não só gerando várias grafias (Jadon, Jayden, Jaydon), mas uma família enorme de rimas – Brayden, Kaden, Caden, Kayden, Cayden, Kaiden (todos no Top 200 atual).

Leia também: Tendências de nomes de bebê para 2012 e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Tendências de nomes de bebê para 2012

Navegando na internet vi que saiu ontem uma lista com 12 tendências de nomes para 2012 nos Estados Unidos e Canadá. Isso me fez pensar nos motivos pelos quais escolhemos o nome da nossa filha.

Nosso principal critério era que o nome pudesse ser pronunciado sem dificuldades em várias línguas, principalmente em português e em inglês. É um nome clássico e tem um significado bonito – sábia. Sem falar que temos quase certeza de que ela foi concebida na Bulgária, cuja capital é Sófia, ou Sofia.

Aqui vai a lista pra quem acha que seguir moda também vale pra nomes ou então precisa de inspiração. Já aviso que algumas das ideias não funcionam em português – e tem nomes que achei horríveis. Fiz uma tradução livre e dei uma editada. Me digam o que acham.

  • Nomes de famosos modernos: Um exemplo é o nome da filha de Mariah Carey, Monroe, em homenagem à Marilyn. Tá em alta homenagear pessoas reais ou fictícias, contemporâneas ou históricas.
  • Parecidos com os consagrados: Nomes populares captam o estilo dos tempos e são apreciados por muitos. No entanto, como o medo de escolher um nome muito comum é cada vez maior, pais procuram maneiras de criar nomes levando em conta os mais escolhidos mas que ao mesmo tempo tenham um diferencial. Isabella, entre os nomes mais escolhidos no Canadá e Estados Unidos, dá origem a Arabella e Annabelle. Olivia, em primeiro lugar na Grã-Bretanha, gera variações como Alivia.
  • Nomes agressivos: Nomes de animais ferozes como Bear (Urso), Fox (Raposa), Wolf (Lobo), Falcon (Falcão) e Hawk (Gavião).
  • Direções: West (Oeste), North (Norte), South (Sul) e East (Leste). Além de nomes que soam ocidentais, como Weston e Wesley.
  • Vogal do momento: A. Tem sido tendência há anos.
  • Consoante do momento: M. Nomes para meninas que estão em auge incluem Magdalena, May, Mila, Millie e Minnie. Para os meninos: Magnus, Miller e Milo.
  • Nomes que são adjetivos: Escolhas da moda – Sunny (Ensolarado), Golden (Dourado), Royal (Real) e Happy (Feliz).
  • Nome que está voltando: Betty
  • Para quem quer dar um segundo nome: Nomes curtos como Ann Lee e Lynn estão em baixa. Podem ser usados apelidos da pessoa a ser homenageada.
  • Nome que não deve voltar: Arlo.
  • Tendência de nome que não deve vingar: -ley, como Brinley, Kinley e Finley.
  • O melhor final: apelidos que terminam em –ie, como Lottie e Hattie e Nellie.

A lista foi feita por Pamela Redmond Satran e Linda Rosenkrantz, co-autoras de 10 guias de nomes de bebê. Elas têm um site chamado Nameberry.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Gente, achei recentemente esta lista de 14 tendências de nomes de bebês para 2012 (em inglês).

Furar orelha de bebê?

O fato de a Sofia usar brincos quase sempre rende assunto por aqui. Gente de países como a Índia faz como os brasileiros, mas a grande maioria das meninas não têm as orelhas furadas desde cedo.  Ontem mesmo uma vizinha olhou pra Sofia e comentou comigo: “ela já usa brincos!”

Eu já ouvi esse comentário em vários tons. Tem aqueles que simplesmente acham curioso e se interessam quando eu conto que é comum no Brasil o procedimento ser feito ainda nos hospitais. Mas muita gente é contra. Tem aqueles que alegam motivos de segurança – o bebê pode engolir o brinco ou então ele pode engatar na roupa. Outros consideram um ato de crueldade, sem falar que assim se tira a chance de a criança decidir por ele mesma mais adiante.

Sim, a vida é feita de escolhas, mas muitas delas não me eram claras até recentemente, como a questão de se vacinar ou não uma criança ou então se a água deve ou não conter flúor. Bom, esses são assuntos pra outros posts.

Leia também: Escolhendo o nome do bebê