Só fala em filhos!

Tá certo que aqui no blog eu praticamente só escrevo sobre maternidade, um dos meu assuntos preferidos, mas eu não sou sempre assim.

Antes de me tornar mãe, eu achava um saco aquelas pessoas que só falam nos filhos. Pior ainda quando eu era minoria num grupo de mães, aí sim parecia que eu nunca conseguiria desviar o assunto.

Quando converso com alguém que não tenha crianças em casa, eu tento evitar uma overdose de informações sobre gravidez, bebês e crianças. Nem sempre dá, afinal de contas isso tudo é motivo de muitas das minhas alegrias, preocupações e faz parte dos meus planos. Mas acho saudável mudar o foco. Não só pelos outros, mas por mim também.

Mesmo assim, acho inevitável o fato de a maternidade causar impacto em praticamente todas as esferas da vida, inclusive no que diz respeito a amizades. Eu já ouvi queixas sobre o excesso de assuntos relacionados a bebês e crianças tanto de quem tem como de quem não tem filhos.

Uma conhecida minha que tem uma menina ouviu de uma amiga que não tem filhos que a amizade delas não é mais a mesma. A reclamação é que nos últimos tempos tudo passou a girar em torno da criança e que elas não conseguem mais fazer as mesmas coisas.

Já uma amiga minha que não pretende ter filhos me contou esses dias que saiu decepcionada da casa de uma ex-colega de trabalho que tem dois filhos. É que durante toda a conversa a ex-colega não tirou os olhos dos filhos, que estavam brincando com o pai. O que parece ter deixado minha amiga mais chateada foi que os problemas dela foram subestimados, que a mãe das crianças parecia sempre sugerir que difícil mesmo é cuidar de duas crianças.

Acho que consigo entender os dois lados. É triste mesmo não poder mais contar com um amigo, perder a cumplicidade ou simplesmente não conseguir mais achar graça das mesmas coisas. Por outro lado, não tem como ignorar o fato de que a maternidade muda a gente, mesmo que a nossa essência continue a mesma. O que vocês acham?

Depois de escrever esse post eu achei um texto com conselhos para pais que usam redes sociais. Ele foi escrito por Andrea Bartz e Ehrlich Brenna, autoras do blog e livro Stuff hipsters hate, e saiu essa semana no site da CNN. São dicas em tom sarcástico, mas que retraram um pouco do que se passa no Facebook e Twitter. Fiz um resumo com tradução livre:

  • Sim, seu filho é o mais bonito do planeta, mas seus amigos não querem ler as atualizações sobre ele a cada hora.
  • Um estudo feito em 2010 concluiu que 92% das crianças americanas têm presença online aos dois anos de idade. Isso quer dizer que os pais têm a responsabilidade de retratar a vida dos filhos de maneira que não os envergonhem futuramente.
  • Escreva um blog sobre maternidade ou paternidade. É uma ótima maneira para contar a história completa da ida ao zoológico. Atualizações diárias desse tipo em redes sociais são um pouco demais, embora totalmente aceitáveis em posts.
  • Seja prudente ao mostrar a foto da ecografia do bebê. Sim, é um momento digno de comemoração, mas não use a imagem da eco como sua foto do perfil – é assustador ver que um feto lhe desejou feliz aniversário. O mesmo estudo de 2010 observou que um terço das crianças americanas estão na internet ainda antes de seu nascimento.
  • Não perca sua própria identidade nas redes sociais. Álbuns semanais repletos de fotos praticamente idênticas não são interessantes. Mantenha seus amigos informados sobre outras coisas que acontecem em sua vida.
  • Não compartilhe coisas repugnantes. Ninguém quer saber os detalhes de seu parto ou precisar imaginar coisas relacionada aos movimentos intestinais de seu filho. Se precisar de conselhos ou aprovação nessa área, fale com seus amigos pessoalmente.

Leia também: Vida social e filhos

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Vendo e revendo o primeiro filme

Agora posso dizer que entrei para o clube das mães que já assistiram ao mesmo filme várias vezes por causa dos filhos. Faz mais ou menos um mês que Rio está “em cartaz” na nossa casa.

O DVD nunca foi tão requisitado como nos últimos dias. É que a Sofia perdeu um pouco da disposição por causa de uma virose, tadinha.

Gostei do filme e da trilha sonora, embora as músicas fiquem na minha cabeça muito mais tempo do que eu gostaria.

A Sofia ganhou o DVD do filme de presente da tia Maria em fevereiro mas levou um tempinho para começar a apreciá-lo. Antes disso, ela costumava ver só programas infantis mais curtos e desenhos animados.

Assistir ao mesmo episódio várias vezes é que não é novidade. Começamos com trechos breves do Rio e agora, se deixássemos, ela provavelmente assistiria tudo de uma vez só.

Veja também: Peppa Pig: o desenho animado favorito e Waybuloo e Tinga Tinga, desenhos animados da TV inglesa

Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Livro de nomes de bebês

Tenho visto recentemente matérias na imprensa sobre o aumento do número de pais que se arrependem do nome que deram ao filho.

A maioria quer achar um nome clássico mas que também seja legal, ou então original sem que seja estranho. Nomes de grande apelo geralmente tornam-se populares. Ou seja, é praticamente impossível reunir todos esses critérios.

Não tem problema dar uma olhadinha num daqueles livros com milhares de nomes de bebês, mas considerar cada um deles pode resultar em frustração, de acordo com essa matéria. Mais opções muitas vezes aumentam as chances de arrependimentos, dizem os psicólogos.

No blog The baby name wizard, Laura Wattenberg afirma que hoje em dia se busca o nome perfeito. Muitas vezes os pais se frustram porque o nome exclusivo do bebê é difícil de pronunciar, porque descobrem alguma associação negativa com o nome ou então porque acham que outro nome seria mais adequado à personalidade do filho.

Um dos motivos dessa pressão toda é que há evidências de que o nome pode influenciar a vida de uma pessoa. Um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Econômicas (National Bureau of Economic Research), nos Estados Unidos, constatou que currículos com “nomes de brancos” são mais propensos a receber ligações de quem trabalha em recursos humanos do que aqueles com nomes de origem africana. Além disso, meninos com nomes femininos, por exemplo, tendem a ter mais problemas de disciplina na escola, provavelmente relacionados a provocações e insegurança.

Eu não me arrependo do nome que demos à Sofia. E vocês, acham que acertaram na escolha?

É verdade que Sofia é comum, mas continuo achando bonito e adequado à ela. Se por um lado às vezes há dúvidas quanto à grafia, por outro todo mundo reconhece ele de cara. É um clássico, quer dizer “sabedoria” em grego, e pra mim e pro o Rodrigo tem um significado que falei no post sobre tendências de nomes de bebês para 2012.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Escolhendo o nome do bebê

Dá para criar filhos livres de preconceitos?

Já faz um tempo que li o livro A Resposta (The Help), de Kathryn Stockett, e gostei muito. Já até saiu um filme baseado nele. A história se passa no Mississipi, Estados Unidos, nos anos 60, e mostra a relação entre empregadas domésticas negras e suas patroas brancas. O racismo é tema central.

Um dos trechos que me marcou é quando Aibileen, uma das empregadas, olha para Mae, uma menina branca que ela ajuda a criar, e lamenta pelo futuro da relação delas. É que, para Aibileen, embora as crianças adorem suas babás e não façam distinção de raça, elas acabam virando adultos racistas.

Os tempos são outros mas, infelizmente, junto com bons valores e grandes ensinamentos, muito racismo e preconceitos em geral ainda são passados de pai para filho. E será que é possível ser completamente imparcial? Quando nos tornamos pais, já contamos com uma vasta bagagem adquirida ao longo dos anos. Será dá para deixar essas experiências de lado e tentar ser completamente justo?

Eu tento não passar muitos julgamentos para a Sofia, mas acho que ela acaba absorvendo muita coisa que não é legal. E se não vem de mim, acaba vindo por outros meios – seja de outras pessoas, do ambiente, da mídia.

Acho importante que se prepare os filhos para o mundo real, para que eles consigam identificar possíveis perigos. Só não concordo com aqueles pais que orientam a criança a não falar com estranhos e ponto final. A Sofia ainda não anda sozinha na rua, o que torna as coisas mais fáceis nesse sentido, mas espero poder orientá-la para que ela consiga se cuidar sem que se torne antipática ou preconceituosa.

Lembro de uma vez ter ficado apreensiva quando ela cumprimentou um rapaz que vinha em nossa direção cabisbaixo, de capuz. Sabem o que ele fez? Disse “hi” pra ela. O mesmo aconteceu quando encontramos um homem tomando cerveja de manhã no parque, onde é proibido consumir álcool.

Já vi a Sofia receber sorriso desdentado de mendigo em Porto Alegre. Também já presenciei grande empatia com muçulmanas de véu e com indianos usando turbantes.

Agora, por que eu me impressiono quando uma criança interage essas pessoas? O simples fato de eu contar essas histórias já revela que, pra mim, elas fogem de alguns padrões. Não precisaria ser assim, né?

Toda mãe é superstar

Personagem de Sarah Jessica Parker tem uma filha de seis e um filho de dois anos

Um dos filmes que assisti no avião na ida ao Brasil foi Não sei como ela consegue (I don’t know how she does it), com Sarah Jessica Parker. Pra quem não sabe, ela interpreta Kate, uma mãe que se divide entre os filhos e o trabalho.

O filme mostra várias situações em que Kate se desdobra tentando conciliar a vida profissional e pessoal – aquele dilema que muitas mães conhecem. Enquanto a filha de seis anos culpa a mãe por viajar a trabalho, o filho de dois parece não se importar muito com as despedidas e quase sempre acha tudo que ela faz o máximo.

Não achei o filme grande coisa e eu não esperava muito mesmo. Mas Kate fala algo que ficou na minha cabeça. Ela diz que quando se tem um filho de dois anos a gente se sente uma superstar.

Eu não diria que me sinto uma estrela, mas acho que entendo bem o que ela quer dizer. A gente não apenas dá, mas também recebe muita atenção dos pequenos.

Não precisa ser artista pra arrancar risadas da Sofia. É aquela fase em que cada reencontro é celebrado com um saudoso abraço. Impossível não se sentir especial. É indiscutível que somos referência para nossos filhos, parte central da vida deles, nos primeiros meses, anos.

Quando estou cansada de ouvir a Sofia me chamando, às vezes eu lembro que uma vez me disseram que essa fase vai passar rápido e que quando ela entrar na adolescência provavelmente eu é que estarei tentando ganhar a atenção dela.

Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês

Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos, inspirou milhões de pais

Quem mais inspirou mães e pais na escolha do nome do filho? O site de notícias americano Huffington Post publicou uma lista de pessoas que lançaram tendência.

A compilação leva em conta os rankings de nomes de bebês nos Estados Unidos. Muitos deles também se tornaram populares em países como o Brasil – claro que nem sempre as escolhas têm ligação com as figuras públicas abaixo. Vejam em quem os norte-americanos mais se inspiraram até hoje:

1) Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos – Jefferson, de apelido Jeff, tem aparecido há muitos anos na lista dos nomes mais populares.

2) Shirley Temple, atriz e diplomata – Durante a Grande Depressão, Shirley elevou o espírito do povo americano. Em 1935, 42.000 meninas foram registradas como Shirley.

3) Linda Darnell, atriz – O nome Linda foi muito além da fama da artista. Em 1947, conseguiu superar Maria, que até então estava sempre entre os primeiros lugares.

4) Dylan, Dylan Thomas, poeta, e Bob Dylan, cantor – O nome começou a tornar-se popular por causa de Dylan Thomas, nascido em 1914. A fama espalhou-se depois que Robert Zimmerman adotou Dylan como nome artístico em 1962.

5) Muhammad Ali, boxeador – Cassius Marcellus Clay Jr, que mudou seu nome para Muhammad Ali depois de converter-se ao islamismo, inspirou muitos americanos a escolher nomes que reflitam suas origens, entre eles africanos, irlandeses, italianos e judeus.

6) Cher, cantora e atriz – Algumas celebridades já eram conhecidas apenas por seus primeiros nomes antes de Cher, mas ao optar pelo apelido em vez do nome, Cherilyn Sarkisian, ela abriu o caminho para pessoas como Oprah, Beyonce, Adele, Rihanna, Madonna e Shakira.

7) Luci, filha do ex-presidente americano Lyndon Johnson – No final dos anos 60 e 70, a coisa mais legal que uma menina poderia ter era um nome novo terminado em “i”, como Staci, Traci, Marci ou Darci. Uma das filhas de Johnson, eleito em 1964, chama-se Luci. Recentemente, ela mudou a grafia de seu nome para Lucy.

8) Moon Unit, filho do músico Frank Zappa – Frank Zappa inovou chamando seus filhos de Moon Unit, Dweezil, Ahmet Rodan Emuukha e Thin Muffin Pigeen Diva. Hoje em dia é comum ver nomes nada convencionais entre famosos e não-famosos.

9) Ryan O’Neal, personagem de livro e filme – O filme Love Story, de 1970, baseado no livro, teve efeito profundo e duradouro na escolha de nomes. Isso vale para os nomes dos personagens principais, Jennifer e Oliver, e também para o ator Ryan O’Neal. Em 1974, Ryan conquistou o Top 25, onde permaneceu desde então.

10) Michael, nome do Arcanjo Miguel – É um clássico, mas o cantor Jackson e o jogador de basquete Jordan foram fundamentais para manter o nome entre um dos mais populares entre os norte-americanos há mais de quarenta anos. Os dois famosos também fizeram com que em 1997 o nome Jordan fosse o 26º entre meninos e o 40º entre meninas. Jackson está em 25º lugar até hoje.

11) Drew Barrymore, atriz – Ela foi uma das primeiras famosas a ter um apelido masculino como nome. Outros exemplos são Glenn Close, Daryl Hannah e Michael Learned. Hoje em dia, milhões de crianças têm nomes que tanto servem para menino como para menina.

12) Jaden Smith, artista, filho de Will Smith – Quando ele nasceu em 1998, muitas pessoas acharam que seu nome era uma homenagem à mãe Jada, como sua irmã Willow seria para o pai Will. Poucos perceberam que era uma grafia alternativa de Jadom, da Bíblia. De qualquer forma, o nome Jaden se popularizou, não só gerando várias grafias (Jadon, Jayden, Jaydon), mas uma família enorme de rimas – Brayden, Kaden, Caden, Kayden, Cayden, Kaiden (todos no Top 200 atual).

Leia também: Tendências de nomes de bebê para 2012 e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Cuidar de filho pequeno cansa?

Eu sempre respondo que sim quando me fazem essa pergunta. Se passo o dia todo cuidando da Sofia, por mais que tudo dê certo e que a gente se divirta bastante, é provável que no final da tarde eu esteja contando as horas pra colocar ela na cama ou então torcendo pra que o Rodrigo, meu marido, chegue em casa.

Acho que o estado de constante atenção, o fato de a gente precisar estar sempre à disposição, cansa.

Todo mundo diz que a Sofia é uma criança fácil, e eu concordo. Mas ela é bem ativa, tá numa fase que exige bastante, o que faz com que quem tome conta dela não consiga relaxar por muito tempo. Conheço muitas mães e pais que também se sentem assim, mas não é todo mundo que admite.

Uma amiga uma vez me contou que era só o marido dela chegar do trabalho que ela passava o bebê pro colo dele. Ele não entendia a urgência dela em querer tomar um ar, não via cabimento em uma pessoa se dizer exausta quando praticamente não saiu de casa. E ela se sentia culpada por isso. E vocês, já se sentiram assim?

Quero aproveitar para agradecer a todos por continuarem visitando o blog. São mais de 10.000 acessos em quatro meses. :-)

Leia também: Ser mãe é padecer na malhação

Gravidez depois dos 30 ou 40

Uma Thurman, 41 anos, anunciou que está grávida

Grávidas acima de 30 e 40 anos impulsionaram o número de gestações para níveis recorde no Reino Unido. Pela primeira vez, mais de 900.000 mulheres ficaram grávidas num período de um ano, número não alcançado nem no boom pós-Segunda Guerra.

O índice de grávidas de 40 e poucos anos em 2010 é mais do que o dobro registrado há duas décadas, saiu na imprensa britânica essa semana. As taxas de concepção aumentaram 4,5% entre aquelas de 34 a 39 anos e 4,9% entre as de 30 a 34 anos.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, as mulheres que trabalham passaram a ter filhos mais tarde, por isso o grande aumento no número de mães mais velhas. Outros motivos seriam a entrada no Reino Unido de grande quantidade de imigrantes em idade fértil ainda sem filhos.

Muitas mulheres também podem ter sido influenciadas pela recessão. Recém-desempregadas e aquelas com menos trabalho têm mais tempo para a família, disse o relatório. Esse último fator parece ir contra a tendência vista no Brasil, não é mesmo?

Tem uma porção de celebridades tendo filhos depois dos 40. A americana Uma Thurman, 41 anos, anunciou recentemente que está grávida do namorado Arpad Busson. A atriz de Kill Bill tem dois filhos com o ex-marido Ethan Hawke – a filha Maya, 13 anos, e o filho Levon, 10 anos.

Confira outras famosas que também tiveram filhos com 41 anos:

Halle Berry e a filha Nahla

Salma Hayek e Valentina

Madonna e Rocco

Mariah Carey e os gêmeos Moroccan e Monroe

Leia também: Mais trabalho e menos filhos

Mais trabalho e menos filhos

Taxa de natalidade caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para 1,9 hoje

É interessante ver de fora o país onde eu nasci e cresci. Cada vez que volto ao Brasil, gosto de observar as mudanças, o estilo de vida das pessoas.

Já faz tempo que ser mãe deixou se ser a única prioridade entre a maioria das brasileiras. Conheço muitos casos de pessoas que preferem não ter filhos ou então planejam ter apenas um. Viva a diversidade!

Nessas últimas férias, vendo de perto um pouco da realidade brasileira, me lembrei muito de uma matéria do Washington Post sobre a queda da taxa de natalidade no Brasil. Aqui vai um resumo dos principais pontos, com tradução livre:

  • As taxas de natalidade caíram em muitas partes do mundo nas últimas décadas, mas algo particularmente notável aconteceu na América Latina, apesar de o aborto ser ilegal na região e da Igreja Católica se opor ao controle de natalidade.
  • A migração desenfreada para as cidades, o aumento da taxa de emprego entre as mulheres, melhores sistemas de saúde e os exemplos de famílias bem sucedidas e com poucos filhos retratadas em novelas têm contribuído para essa mudança demográfica que aconteceu muito rápido.
  • A taxa de natalidade no Brasil caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para menos de 1,9 hoje. Na América Latina, o país só fica atrás de Cuba, que tem planejamento familiar bancado pelo governo e onde o aborto é legalizado. Os números referentes ao Brasil também são inferiores aos dos Estados Unidos, onde as mulheres têm em média 2 filhos.
  • A matéria cita vários casos de famílias que planejam não ter filhos ou então apenas um. Uma delas diz que tem como prioridade estudar e trabalhar. Outra conta que a presidente Dilma Rousseff, que tem apenas uma filha, serve de exemplo.
  • Um relatório do Center for Work-Life Policy, em Nova York, diz que 59% das brasileiras se consideram muito ambiciosas, percentagem maior do que nos Estados Unidos.

Leia também: Gravidez depois dos 30 ou 40 anos

Tudo certo

Chegamos bem no Brasil! Deu tudo certo na viagem e já estamos curtindo o verão ao lado de amigos e familiares. Espero que não falte tempo pra ver todo mundo e fazer tudo que quero!

Nós vamos passar uns dias na praia. Enquanto isso, deixo aqui dois posts que têm sido bastante acessados nas últimas semanas:

Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Viajar de avião com bebê ou criança não precisa ser traumático. Planejamento e uma boa dose de paciência são essenciais para que tudo corra bem.

A Sofia já fez viagens curtas e longas. Voamos só nós duas e também com mais gente.

Fiquei apreensiva antes de embarcarmos pela primeira vez e li o máximo que pude sobre o assunto. A viagem é cansativa, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Aqui vão dicas testadas e aprovadas por nós:

Escolhendo a companhia aérea

  • Dê preferência a trajetos com poucas escalas se o orçamento permitir. No caso de longas distâncias, opte por voos noturnos.
  • Se a criança for pequena, verifique se a companhia disponibiliza berço. Os limites de tamanho e peso variam, mas é mais ou menos 70-75cm de comprimento e 10-11kg .
  • Algumas companhias permitem que se leve cadeirinha de carro na cabine do avião.

No aeroporto

  • Faça tudo com ainda mais antecedência.
  • Para o check-in e imigração, veja se há fila preferencial para aqueles acompanhados de crianças. Na Inglaterra, isso praticamente não existe.
  • A passagem de criança de menos de dois anos não dá direito a assento. Pergunte ao funcionário do check-in se o avião está muito cheio, explique sua situação e peça, com muito jeito, se ele poderia bloquear um lugar a seu lado para que a criança possa usar.
  • Eu recomendo levar carrinho se a criança for pequena. É permitido ficar com ele até a porta do avião.

Bagagem de mão

  • Quanto mais descomplicado, melhor. Organize bem a bolsa ou mochila para que fique tudo a mão. Lembre-se de que o espaço é limitado dentro do avião, inclusive no banheiro onde fica o trocador.
  • Leve uma muda de roupa. E se a criança chupar bico (chupeta), leve várias. É fácil de perder.
  • Confira se a companhia aérea fornece refeições especiais para bebês ou crianças. De qualquer forma, leve os lanches preferidos de seu filho, além de bebida.
  • Se for sair do país sem o pai da criança, não se esqueça de levar autorização.

Distrações

  • Leve alguns brinquedos favoritos e outros novos ou mesmo já esquecidos. Dê preferência aos portáteis, fáceis de manusear e que possam distrair o pequeno pelo máximo de tempo possível. Evite bolas ou brinquedos com muitas peças que caiam no chão facilmente. Tire um por um para que criança curta bastante cada novidade.
  • Ler, colorir ou brincar com adesivos pode ser uma boa distração.
  • Ajuda muito levar um laptop com filmes ou desenhos animados. Aplicativos do celular também vão bem.

Para o voo

  • Sei que muitos não concordam, mas acho melhor embarcar por último. Deixe que a criança gaste energia na sala de embarque enquanto der. Só aconselho entrar na frente caso não haja lugar marcado.
  • Durante decolagem e pouso, amamente ou ofereça o bico, se for o caso. Isso alivia a pressão nos ouvidos.
  • Se possível, passeie com a criança nos corredores do avião ou permita que ela caminhe se possível.

Tenha sempre em mente

  • Muita paciência e tolerância.
  • Encare tudo como uma aventura. Seja positiva, a criança se guia muito por suas reações.
  • Não se esqueça de sorrir, repetir muitas vezes “com licença”, “por favor” e “obrigado”. É importante ter funcionários e demais passageiros do seu lado.
  • Ignore olhares de reprovação. Só você sabe como lidar com seu filho. No entanto, aceite ajuda quando necessário.
  • Jogo de cintura é essencial. Abra exceções, permita que a criança assista a mais tempo de desenho animado ou então coma mais doces. São minutos preciosos de tranquilidade que se ganha.
  • Seja realista, não espere dormir muito. Avise amigos e familiares que precisará de ajuda no destino final.

Boa sorte!

10 lanches saudáveis para crianças

Dando sequência ao post de ontem, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.