Sete dias de sol em Tenerife

Uma semana de praia e nenhuma gota de chuva. Depois de longos meses de frio e umidade, eu não queria mais nada.

Confesso que não esperava muito dessas férias. Nós compramos um daqueles pacotes de viagem de última hora, sem saber muito sobre o destino, mas fiquei bem impressionada. Tomei muito banho de mar e de piscina, descansei, sem falar que passei bons momentos em família.

Sim, Tenerife é cheio de turistas, mas com um pouco de dedicação a gente consegue ter contato com a cultura local. Aliás, eu não sabia muito o que esperar das Ilhas Canárias pelo fato de estarem longe da Espanha, mais próximas a Marrocos, mas o lugar é definitivamente espanhol.

A Sofia se integrou bem, como sempre. Ela disse muitos holas, adiós, gracias e respondeu a perguntas simples em espanhol. Como toda criança, ela adorou ficar solta e brincar na água e na areia.

O sul da ilha, onde ficamos, oferece várias atrações turísticas, inclusive para crianças, com parques aquáticos e locais onde se pode ver vida selvagem. Pra nós, o ponto alto da viagem foi um passeio de barco. Conseguimos ver bem de perto golfinhos e dois tipos de baleia. Lindo!

Tenerife é uma ilha vulcânica, como dá pra ver nas fotos abaixo. O relevo é dominado pelo vulcão Teide, com seus 3.718m. É o pico mais alto da Espanha.

Gravidez depois dos 30 ou 40

Uma Thurman, 41 anos, anunciou que está grávida

Grávidas acima de 30 e 40 anos impulsionaram o número de gestações para níveis recorde no Reino Unido. Pela primeira vez, mais de 900.000 mulheres ficaram grávidas num período de um ano, número não alcançado nem no boom pós-Segunda Guerra.

O índice de grávidas de 40 e poucos anos em 2010 é mais do que o dobro registrado há duas décadas, saiu na imprensa britânica essa semana. As taxas de concepção aumentaram 4,5% entre aquelas de 34 a 39 anos e 4,9% entre as de 30 a 34 anos.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, as mulheres que trabalham passaram a ter filhos mais tarde, por isso o grande aumento no número de mães mais velhas. Outros motivos seriam a entrada no Reino Unido de grande quantidade de imigrantes em idade fértil ainda sem filhos.

Muitas mulheres também podem ter sido influenciadas pela recessão. Recém-desempregadas e aquelas com menos trabalho têm mais tempo para a família, disse o relatório. Esse último fator parece ir contra a tendência vista no Brasil, não é mesmo?

Tem uma porção de celebridades tendo filhos depois dos 40. A americana Uma Thurman, 41 anos, anunciou recentemente que está grávida do namorado Arpad Busson. A atriz de Kill Bill tem dois filhos com o ex-marido Ethan Hawke – a filha Maya, 13 anos, e o filho Levon, 10 anos.

Confira outras famosas que também tiveram filhos com 41 anos:

Halle Berry e a filha Nahla

Salma Hayek e Valentina

Madonna e Rocco

Mariah Carey e os gêmeos Moroccan e Monroe

Leia também: Mais trabalho e menos filhos

Mais trabalho e menos filhos

Taxa de natalidade caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para 1,9 hoje

É interessante ver de fora o país onde eu nasci e cresci. Cada vez que volto ao Brasil, gosto de observar as mudanças, o estilo de vida das pessoas.

Já faz tempo que ser mãe deixou se ser a única prioridade entre a maioria das brasileiras. Conheço muitos casos de pessoas que preferem não ter filhos ou então planejam ter apenas um. Viva a diversidade!

Nessas últimas férias, vendo de perto um pouco da realidade brasileira, me lembrei muito de uma matéria do Washington Post sobre a queda da taxa de natalidade no Brasil. Aqui vai um resumo dos principais pontos, com tradução livre:

  • As taxas de natalidade caíram em muitas partes do mundo nas últimas décadas, mas algo particularmente notável aconteceu na América Latina, apesar de o aborto ser ilegal na região e da Igreja Católica se opor ao controle de natalidade.
  • A migração desenfreada para as cidades, o aumento da taxa de emprego entre as mulheres, melhores sistemas de saúde e os exemplos de famílias bem sucedidas e com poucos filhos retratadas em novelas têm contribuído para essa mudança demográfica que aconteceu muito rápido.
  • A taxa de natalidade no Brasil caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para menos de 1,9 hoje. Na América Latina, o país só fica atrás de Cuba, que tem planejamento familiar bancado pelo governo e onde o aborto é legalizado. Os números referentes ao Brasil também são inferiores aos dos Estados Unidos, onde as mulheres têm em média 2 filhos.
  • A matéria cita vários casos de famílias que planejam não ter filhos ou então apenas um. Uma delas diz que tem como prioridade estudar e trabalhar. Outra conta que a presidente Dilma Rousseff, que tem apenas uma filha, serve de exemplo.
  • Um relatório do Center for Work-Life Policy, em Nova York, diz que 59% das brasileiras se consideram muito ambiciosas, percentagem maior do que nos Estados Unidos.

Leia também: Gravidez depois dos 30 ou 40 anos

O grande encontro

As primas se encontram pela primeira vez

Chegamos ontem em Londres e hoje voltamos à rotina. As férias foram ótimas e sinto já sinto saudades.

Um dos momentos mais esperados foi o encontro com a Laura, minha sobrinha de sete meses. Nós adoramos conhecê-la! Ela é ainda mais linda e simpática pessoalmente.

Pela primeira vez a Sofia precisou dividir a atenção dos avós maternos com a priminha. Houve poucos momentos de ciúmes e, de maneira geral, ela e a Laura se saíram super bem.

Foi lindo ver o carinho que elas têm uma pela outra. As primas se abraçaram bastante e se divertiram muito brincando juntas, apesar de estarem em etapas distintas.

A Laura e o bebê que estou esperando vão ter praticamente um ano de diferença de idade. Olhando pra Sofia e pra Laura pensei várias vezes em como estará minha vida daqui a alguns meses. Deu pra sentir que vai ser intensa, em vários sentidos.

Companheiro de viagem

O ursinho de pelúcia da foto é da escolinha da Sofia. O Travelling Teddy Bear acompanha as crianças em passeios e viagens. Na volta, fotos com ele são colocadas num mural com um mapa mundi onde são identificados os lugares por onde ele passou.

Teddy tinha recém voltado de Nova York quando levamos ele pra casa. Apesar de já ter percorrido praticamente todos os continentes, esta é a primeira vez que ele visita a América do Sul. O mais próximo que chegou foi o México.

A Sofia tá adorando o companheiro de viagem. Sempre que lembra, ela mostra as pessoas e os lugares novos pra ele.

É uma idéia simples, mas bem interessante. Não conversei muito com os funcionários da creche sobre o urso, mas já reparei que ele encoraja a criança a ter senso de responsabilidade. Já estou alertando a Sofia sobre o fato de termos que devolver ele na volta, ou seja, entra aí a questão de dividir, de se desprender das coisas.

Acho que o mais gostoso desse exercício é o fato de trazer um elemento da escolinha pro convívio familiar, ainda mais que estamos num país diferente. É um bom elo com a nossa vida em Londres. Na volta, vamos mostrar nossas fotos pro pessoal da creche e, claro, poder ver imagens de nossas férias cada vez que passarmos na frente do mural.

Leia também: Teddy, o urso da escolinha

Tudo certo

Chegamos bem no Brasil! Deu tudo certo na viagem e já estamos curtindo o verão ao lado de amigos e familiares. Espero que não falte tempo pra ver todo mundo e fazer tudo que quero!

Nós vamos passar uns dias na praia. Enquanto isso, deixo aqui dois posts que têm sido bastante acessados nas últimas semanas:

Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Viajar de avião com bebê ou criança não precisa ser traumático. Planejamento e uma boa dose de paciência são essenciais para que tudo corra bem.

A Sofia já fez viagens curtas e longas. Voamos só nós duas e também com mais gente.

Fiquei apreensiva antes de embarcarmos pela primeira vez e li o máximo que pude sobre o assunto. A viagem é cansativa, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Aqui vão dicas testadas e aprovadas por nós:

Escolhendo a companhia aérea

  • Dê preferência a trajetos com poucas escalas se o orçamento permitir. No caso de longas distâncias, opte por voos noturnos.
  • Se a criança for pequena, verifique se a companhia disponibiliza berço. Os limites de tamanho e peso variam, mas é mais ou menos 70-75cm de comprimento e 10-11kg .
  • Algumas companhias permitem que se leve cadeirinha de carro na cabine do avião.

No aeroporto

  • Faça tudo com ainda mais antecedência.
  • Para o check-in e imigração, veja se há fila preferencial para aqueles acompanhados de crianças. Na Inglaterra, isso praticamente não existe.
  • A passagem de criança de menos de dois anos não dá direito a assento. Pergunte ao funcionário do check-in se o avião está muito cheio, explique sua situação e peça, com muito jeito, se ele poderia bloquear um lugar a seu lado para que a criança possa usar.
  • Eu recomendo levar carrinho se a criança for pequena. É permitido ficar com ele até a porta do avião.

Bagagem de mão

  • Quanto mais descomplicado, melhor. Organize bem a bolsa ou mochila para que fique tudo a mão. Lembre-se de que o espaço é limitado dentro do avião, inclusive no banheiro onde fica o trocador.
  • Leve uma muda de roupa. E se a criança chupar bico (chupeta), leve várias. É fácil de perder.
  • Confira se a companhia aérea fornece refeições especiais para bebês ou crianças. De qualquer forma, leve os lanches preferidos de seu filho, além de bebida.
  • Se for sair do país sem o pai da criança, não se esqueça de levar autorização.

Distrações

  • Leve alguns brinquedos favoritos e outros novos ou mesmo já esquecidos. Dê preferência aos portáteis, fáceis de manusear e que possam distrair o pequeno pelo máximo de tempo possível. Evite bolas ou brinquedos com muitas peças que caiam no chão facilmente. Tire um por um para que criança curta bastante cada novidade.
  • Ler, colorir ou brincar com adesivos pode ser uma boa distração.
  • Ajuda muito levar um laptop com filmes ou desenhos animados. Aplicativos do celular também vão bem.

Para o voo

  • Sei que muitos não concordam, mas acho melhor embarcar por último. Deixe que a criança gaste energia na sala de embarque enquanto der. Só aconselho entrar na frente caso não haja lugar marcado.
  • Durante decolagem e pouso, amamente ou ofereça o bico, se for o caso. Isso alivia a pressão nos ouvidos.
  • Se possível, passeie com a criança nos corredores do avião ou permita que ela caminhe se possível.

Tenha sempre em mente

  • Muita paciência e tolerância.
  • Encare tudo como uma aventura. Seja positiva, a criança se guia muito por suas reações.
  • Não se esqueça de sorrir, repetir muitas vezes “com licença”, “por favor” e “obrigado”. É importante ter funcionários e demais passageiros do seu lado.
  • Ignore olhares de reprovação. Só você sabe como lidar com seu filho. No entanto, aceite ajuda quando necessário.
  • Jogo de cintura é essencial. Abra exceções, permita que a criança assista a mais tempo de desenho animado ou então coma mais doces. São minutos preciosos de tranquilidade que se ganha.
  • Seja realista, não espere dormir muito. Avise amigos e familiares que precisará de ajuda no destino final.

Boa sorte!

10 lanches saudáveis para crianças

Dando sequência ao post de ontem, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.

Férias no Brasil

Porto Alegre na beira do Guaíba

Hoje à noite nós vamos embarcar pro Brasil. Chegaremos em Porto Alegre amanhã de manhã. Que maravilha!

Não vejo a hora de encontrar a família e os amigos. Saudade de todo mundo! Os últimos dias, como vocês sabem, foram intensos, portanto um período de descanso é bem-vindo.

A Sofia tá super empolgada com as férias. Já faz tempo que ela tá se preparando pra temporada de praia e piscina. Ela anda pra lá e pra cá com a boia dela e nada tanto na água quanto no ar.

Não tive muito tempo para preparar as malas mas sei que se faltar alguma coisa não será problema. Imagino espero que a gente consiga dormir bem no avião já que o dia hoje vai ser cheio – eu e o Rodrigo vamos trabalhar enquanto a Sofia vai pra creche. Depois eu conto pra vocês como foi.

Leia também: Primeiro Carnaval e Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Fase mais fácil

Eu e a Sofia saímos para almoçar fora sozinhas no sábado. Conversamos durante a refeição e trocamos sorrisos com aqueles que estavam nas mesas vizinhas. Claro, aconteceu tudo mais rápido do que num almoço em família, mas um ano atrás eu provavelmente não conseguiria comer tranquilamente nessa situação.

Muitas vezes invejei pais de crianças maiores sem pressa de pedir a conta. Acho que a nossa vez tá finalmente chegando.

Agora que a Sofia tem quase dois anos e três meses, muita coisa tá ficando mais fácil. Semana passada eu e o Rodrigo, meu marido, tomamos café num pub enquanto ela brincava perto da nossa mesa. Às vezes ela ia até a árvore de Natal ao lado da porta de entrada, interagia um pouco com as outras pessoas, e voltava sem que um de nós tivesse que ir buscá-la.

Tenho até receio de começar a comemorar, mas faz muito tempo que a Sofia não sai mais correndo desatinada dentro de uma loja, por exemplo. Já conseguimos caminhar médias distâncias em linha reta, sem grandes distrações. Outro dia entramos na fila do caixa do supermercado e ficamos o tempo todo de mãos dadas, sem crise.

Pra quem não tem filhos, esse post talvez não signifique nada, mas acho que quem já passou por isso sabe que é um grande marco.

Leia também: Dando pequenas responsabilidades à criança

As condições de trabalho na Inglaterra

Tentando conciliar maternidade e carreira

Recebi um comentário pelo Twitter sobre meu post de ontem que me fez pensar. Dizia: “já me cobrei muito pelo fato de trabalhar o dia todo. Procuro compensar sendo uma mãe presente e participativa.”

Simples, né? Confesso que continuo achando um pouco desafiador encontrar um equilíbrio perfeito entre a maternidade e a vida profissional, mas acredito que seja possível chegar lá e sem culpa.

Acho que apoio familiar, econômico e governamental influenciam essa questão, então hoje vou contar um pouco sobre como são as condições de trabalho na Inglaterra.

Aqui as mulheres podem tirar licença-maternidade de até um ano. As condições variam de acordo com o empregador e com o tempo de trabalho.

Por lei, se a mulher tiver começado na empresa antes de ter engravidado, ela recebe 90% do salário integral nas primeiras seis semanas de licença e uma ajuda do governo de £128,73 por semana nas próximas 33. O resto do período é sem remuneração. Muitas empresas, inclusive onde eu trabalho, concedem mais benefícios do que aqueles garantidos por lei. Eu fiquei um ano em licença.

Os pais e mães com filhos de até 17 anos têm direito a trabalhar em horários flexíveis. Embora o governo promova isso, não é compulsório. Se o empregador decidir que há motivo para que o funcionário não possa trabalhar menos horas ou então em horários alternativos, não rola.

Assim como no Brasil, não há grande oferta de empregos de meio período. E trabalhar em casa é uma conquista que poucos conseguem. Mesmo com pesquisas demonstrando que se rende mais sem as interrupções do escritório, muitas empresas ainda consideram matação.

Por causa desses dilemas e pelos altos preços das creches, muitas mulheres na Inglaterra decidem ficar em casa e receber auxílio do governo. Tem vários tipos de benefício, alguns são concedidos independentemente de renda, outros apenas para quem ganha pouco. Eles podem variar de acordo com a situação da família e do número de filhos.

Na minha opinião, pouco se fala sobre como as mulheres que se dedicam à maternidade em tempo integral retornam ao mercado de trabalho. Consegui achar uma matéria que li um tempo atrás que conta o caso de uma mulher de 50 anos, mãe de três filhas, que voltou a trabalhar depois de 10 anos. Ela levou cinco anos até achar um emprego parecido com aquele que ela havia deixado uma década atrás.

Quem volta ao mercado de trabalho depois de anos leva um tempo pra recuperar a auto-estima e pra se adaptar às mudanças, como o surgimento de novas tecnologias. Como diz o texto, é esperado que essas mães recomecem trabalhando menos horas, com salários mais baixos. No entanto, elas não estão mais satisfeitas com isso. Elas querem poder usar suas habilidades.