Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Livro de nomes de bebês

Tenho visto recentemente matérias na imprensa sobre o aumento do número de pais que se arrependem do nome que deram ao filho.

A maioria quer achar um nome clássico mas que também seja legal, ou então original sem que seja estranho. Nomes de grande apelo geralmente tornam-se populares. Ou seja, é praticamente impossível reunir todos esses critérios.

Não tem problema dar uma olhadinha num daqueles livros com milhares de nomes de bebês, mas considerar cada um deles pode resultar em frustração, de acordo com essa matéria. Mais opções muitas vezes aumentam as chances de arrependimentos, dizem os psicólogos.

No blog The baby name wizard, Laura Wattenberg afirma que hoje em dia se busca o nome perfeito. Muitas vezes os pais se frustram porque o nome exclusivo do bebê é difícil de pronunciar, porque descobrem alguma associação negativa com o nome ou então porque acham que outro nome seria mais adequado à personalidade do filho.

Um dos motivos dessa pressão toda é que há evidências de que o nome pode influenciar a vida de uma pessoa. Um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Econômicas (National Bureau of Economic Research), nos Estados Unidos, constatou que currículos com “nomes de brancos” são mais propensos a receber ligações de quem trabalha em recursos humanos do que aqueles com nomes de origem africana. Além disso, meninos com nomes femininos, por exemplo, tendem a ter mais problemas de disciplina na escola, provavelmente relacionados a provocações e insegurança.

Eu não me arrependo do nome que demos à Sofia. E vocês, acham que acertaram na escolha?

É verdade que Sofia é comum, mas continuo achando bonito e adequado à ela. Se por um lado às vezes há dúvidas quanto à grafia, por outro todo mundo reconhece ele de cara. É um clássico, quer dizer “sabedoria” em grego, e pra mim e pro o Rodrigo tem um significado que falei no post sobre tendências de nomes de bebês para 2012.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Escolhendo o nome do bebê

Anúncios

Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês

Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos, inspirou milhões de pais

Quem mais inspirou mães e pais na escolha do nome do filho? O site de notícias americano Huffington Post publicou uma lista de pessoas que lançaram tendência.

A compilação leva em conta os rankings de nomes de bebês nos Estados Unidos. Muitos deles também se tornaram populares em países como o Brasil – claro que nem sempre as escolhas têm ligação com as figuras públicas abaixo. Vejam em quem os norte-americanos mais se inspiraram até hoje:

1) Thomas Jefferson, ex-presidente dos Estados Unidos – Jefferson, de apelido Jeff, tem aparecido há muitos anos na lista dos nomes mais populares.

2) Shirley Temple, atriz e diplomata – Durante a Grande Depressão, Shirley elevou o espírito do povo americano. Em 1935, 42.000 meninas foram registradas como Shirley.

3) Linda Darnell, atriz – O nome Linda foi muito além da fama da artista. Em 1947, conseguiu superar Maria, que até então estava sempre entre os primeiros lugares.

4) Dylan, Dylan Thomas, poeta, e Bob Dylan, cantor – O nome começou a tornar-se popular por causa de Dylan Thomas, nascido em 1914. A fama espalhou-se depois que Robert Zimmerman adotou Dylan como nome artístico em 1962.

5) Muhammad Ali, boxeador – Cassius Marcellus Clay Jr, que mudou seu nome para Muhammad Ali depois de converter-se ao islamismo, inspirou muitos americanos a escolher nomes que reflitam suas origens, entre eles africanos, irlandeses, italianos e judeus.

6) Cher, cantora e atriz – Algumas celebridades já eram conhecidas apenas por seus primeiros nomes antes de Cher, mas ao optar pelo apelido em vez do nome, Cherilyn Sarkisian, ela abriu o caminho para pessoas como Oprah, Beyonce, Adele, Rihanna, Madonna e Shakira.

7) Luci, filha do ex-presidente americano Lyndon Johnson – No final dos anos 60 e 70, a coisa mais legal que uma menina poderia ter era um nome novo terminado em “i”, como Staci, Traci, Marci ou Darci. Uma das filhas de Johnson, eleito em 1964, chama-se Luci. Recentemente, ela mudou a grafia de seu nome para Lucy.

8) Moon Unit, filho do músico Frank Zappa – Frank Zappa inovou chamando seus filhos de Moon Unit, Dweezil, Ahmet Rodan Emuukha e Thin Muffin Pigeen Diva. Hoje em dia é comum ver nomes nada convencionais entre famosos e não-famosos.

9) Ryan O’Neal, personagem de livro e filme – O filme Love Story, de 1970, baseado no livro, teve efeito profundo e duradouro na escolha de nomes. Isso vale para os nomes dos personagens principais, Jennifer e Oliver, e também para o ator Ryan O’Neal. Em 1974, Ryan conquistou o Top 25, onde permaneceu desde então.

10) Michael, nome do Arcanjo Miguel – É um clássico, mas o cantor Jackson e o jogador de basquete Jordan foram fundamentais para manter o nome entre um dos mais populares entre os norte-americanos há mais de quarenta anos. Os dois famosos também fizeram com que em 1997 o nome Jordan fosse o 26º entre meninos e o 40º entre meninas. Jackson está em 25º lugar até hoje.

11) Drew Barrymore, atriz – Ela foi uma das primeiras famosas a ter um apelido masculino como nome. Outros exemplos são Glenn Close, Daryl Hannah e Michael Learned. Hoje em dia, milhões de crianças têm nomes que tanto servem para menino como para menina.

12) Jaden Smith, artista, filho de Will Smith – Quando ele nasceu em 1998, muitas pessoas acharam que seu nome era uma homenagem à mãe Jada, como sua irmã Willow seria para o pai Will. Poucos perceberam que era uma grafia alternativa de Jadom, da Bíblia. De qualquer forma, o nome Jaden se popularizou, não só gerando várias grafias (Jadon, Jayden, Jaydon), mas uma família enorme de rimas – Brayden, Kaden, Caden, Kayden, Cayden, Kaiden (todos no Top 200 atual).

Leia também: Tendências de nomes de bebê para 2012 e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Retrospectiva

Pra entrar no clima de vale a pena ver de novo, aqui vão os posts mais lidos no Mãe a mil:

Mães que trabalham fora x mães em tempo integral

Muitas vezes eu sinto uma rivalidade entre as mães que trabalham fora e as que se dedicam aos filhos em tempo integral.

Aquelas que tem um emprego parecem sempre super ocupadas, cheias de grandes responsabilidades, sem falar que andam arrumadas. Ah, e elas deixam claro que acumulam funções: atuam como profissionais E como mães.

Há quem diga que aquelas que ficam em casa é que são as mães de verdade. Elas colocam os filhos em primeiro lugar, participam de tudo e o mais importante: vivem sem culpa. “Quem é que iria faltar a uma reunião na escola no meio da tarde?”, muitas vezes se perguntam.

Acho que já deu pra notar que eu tô exagerando, né? Mas tem um fundo de verdade, não tem? Como se não bastasse a pressão de ser mãe, esposa, profissional, filha, as mulheres acabam se sabotando. É uma pena.

Eu, em teoria, tenho o melhor dos dois lados. Trabalho fora três dias por semana (às vezes também faço freelance) e cuido da Sofia quatro dias. Na prática, já recebi críticas e comentários irônicos dos dois tipos de mães que mal descrevo acima. Portanto, não sou totalmente aceita em nenhum dos times.

Se eu for me importar, não vivo em paz. No momento essa é a situação ideal pra mim. E sei que mesmo se eu mudasse alguém iria questionar a minha decisão.

Não acho que tenha certo ou errado nessa questão, não concordo com essa disputa. Conheço mães que trabalham fora e que passam tempo de qualidade com os filhos. Também já vi muita mulher que é mãe em tempo integral que acompanha mesmo os filhos e e que curte o que faz de verdade.

Crianças bilíngues

É claro que criar filhos no exterior tem uma série de desvantagens, mas hoje vou escrever sobre uma das principais vantagens: a exposição a línguas.

Adoro ver os pequenos falando mais de um idioma. É impressionante a facilidade que eles têm de adquirir o sotaque local, de trocar de uma língua pra outra com a maior naturalidade.

Tem uma série de estudos sobre os benefícios que isso traz ao cérebro, alguns dizem que até previne o mal de Alzheimer. Mas não quero entrar nesse mérito hoje.

Aqui em Londres, como vocês sabem, há muitos imigrantes e várias crianças têm pais, muitas vezes babás, de países diferentes. Lembro de ver um menino de uns três anos na pracinha falando japonês com a mãe, espanhol com o pai e inglês com os amigos, numa boa.Nosso vizinho de quatro anos fala inglês e russo e, como outros bilíngues e poliglotas, é super aberto a outras línguas. Ele usa algumas palavras que os amiguinhos romenos ensinaram a ele e às vezes repete o que eu falo em português.

Por outro lado, já vi pais frustrados com o fato de o filho se recusar a falar a língua do país de origem da família. Também já conheci gente que adotou o inglês como idioma único.

A Inglaterra aceita o multiculturalismo e a orientação que o governo dá aos pais é que preservem sua língua materna. Nós falamos português em casa e usamos inglês na presença de pessoas que não entendem a língua.

Não queremos criar um geniozinho, mas procuramos expor a Sofia ao máximo à essa diversidade. Uma amiga nossa conversa em espanhol com ela e já vi pessoas de outras culturas se dirigindo à Sofia na língua deles. O engraçado é que ela presta atenção.

Se tá funcionando? Acho que é cedo pra tirar conclusões já que a Sofia tem pouco mais de dois anos. O que posso dizer é que ela fala as duas línguas e parece já ter entendido bem quando usar cada uma delas.

Acho que proporcionar à criança o contato com outras línguas não é privilégio de quem mora no exterior. Sempre dá pra criar oportunidades. Assistir a um desenho animado ou clipe de música infantil de outro país na internet, por exemplo, pode ser bem divertido.

Tendências de nomes de bebê para 2012

Navegando na internet vi que saiu ontem uma lista com 12 tendências de nomes para 2012 nos Estados Unidos e Canadá. Isso me fez pensar nos motivos pelos quais escolhemos o nome da nossa filha.

Nosso principal critério era que o nome pudesse ser pronunciado sem dificuldades em várias línguas, principalmente em português e em inglês. É um nome clássico e tem um significado bonito – sábia. Sem falar que temos quase certeza de que ela foi concebida na Bulgária, cuja capital é Sófia, ou Sofia.

Aqui vai a lista pra quem acha que seguir moda também vale pra nomes ou então precisa de inspiração. Já aviso que algumas das ideias não funcionam em português – e tem nomes que achei horríveis. Fiz uma tradução livre e dei uma editada. Me digam o que acham.

  • Nomes de famosos modernos: Um exemplo é o nome da filha de Mariah Carey, Monroe, em homenagem à Marilyn. Tá em alta homenagear pessoas reais ou fictícias, contemporâneas ou históricas.
  • Parecidos com os consagrados: Nomes populares captam o estilo dos tempos e são apreciados por muitos. No entanto, como o medo de escolher um nome muito comum é cada vez maior, pais procuram maneiras de criar nomes levando em conta os mais escolhidos mas que ao mesmo tempo tenham um diferencial. Isabella, entre os nomes mais escolhidos no Canadá e Estados Unidos, dá origem a Arabella e Annabelle. Olivia, em primeiro lugar na Grã-Bretanha, gera variações como Alivia.
  • Nomes agressivos: Nomes de animais ferozes como Bear (Urso), Fox (Raposa), Wolf (Lobo), Falcon (Falcão) e Hawk (Gavião).
  • Direções: West (Oeste), North (Norte), South (Sul) e East (Leste). Além de nomes que soam ocidentais, como Weston e Wesley.
  • Vogal do momento: A. Tem sido tendência há anos.
  • Consoante do momento: M. Nomes para meninas que estão em auge incluem Magdalena, May, Mila, Millie e Minnie. Para os meninos: Magnus, Miller e Milo.
  • Nomes que são adjetivos: Escolhas da moda – Sunny (Ensolarado), Golden (Dourado), Royal (Real) e Happy (Feliz).
  • Nome que está voltando: Betty
  • Para quem quer dar um segundo nome: Nomes curtos como Ann Lee e Lynn estão em baixa. Podem ser usados apelidos da pessoa a ser homenageada.
  • Nome que não deve voltar: Arlo.
  • Tendência de nome que não deve vingar: -ley, como Brinley, Kinley e Finley.
  • O melhor final: apelidos que terminam em –ie, como Lottie e Hattie e Nellie.

A lista foi feita por Pamela Redmond Satran e Linda Rosenkrantz, co-autoras de 10 guias de nomes de bebê. Elas têm um site chamado Nameberry.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Gente, achei recentemente esta lista de 14 tendências de nomes de bebês para 2012 (em inglês).