Formato da barriga: “É um menino?”

Eu já perdi as contas de quantas pessoas olharam para a minha barriga de grávida e afirmaram que estou esperando um menino. A justificativa é o formato: dizem que a barriga está pontuda em vez de larga. Eu acho a explicação um tanto vaga, mas entendo o que querem dizer.

Embora não haja fundamento científico, preciso admitir que acho curioso ver todo mundo adivinhar o sexo do bebê – isso se a pessoa que fez a ecografia estiver mesmo certa, né?

Não sei se é de tanto ouvir isso, mas estou começando a achar que desta vez a barriga está diferente, mesmo com o bebê na mesma posição que a Sofia estava nesta etapa final da gravidez.

Leia também: Semelhanças e diferenças entre a primeira e a segunda gravidez e A barriga na segunda gravidez

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Só fala em filhos!

Tá certo que aqui no blog eu praticamente só escrevo sobre maternidade, um dos meu assuntos preferidos, mas eu não sou sempre assim.

Antes de me tornar mãe, eu achava um saco aquelas pessoas que só falam nos filhos. Pior ainda quando eu era minoria num grupo de mães, aí sim parecia que eu nunca conseguiria desviar o assunto.

Quando converso com alguém que não tenha crianças em casa, eu tento evitar uma overdose de informações sobre gravidez, bebês e crianças. Nem sempre dá, afinal de contas isso tudo é motivo de muitas das minhas alegrias, preocupações e faz parte dos meus planos. Mas acho saudável mudar o foco. Não só pelos outros, mas por mim também.

Mesmo assim, acho inevitável o fato de a maternidade causar impacto em praticamente todas as esferas da vida, inclusive no que diz respeito a amizades. Eu já ouvi queixas sobre o excesso de assuntos relacionados a bebês e crianças tanto de quem tem como de quem não tem filhos.

Uma conhecida minha que tem uma menina ouviu de uma amiga que não tem filhos que a amizade delas não é mais a mesma. A reclamação é que nos últimos tempos tudo passou a girar em torno da criança e que elas não conseguem mais fazer as mesmas coisas.

Já uma amiga minha que não pretende ter filhos me contou esses dias que saiu decepcionada da casa de uma ex-colega de trabalho que tem dois filhos. É que durante toda a conversa a ex-colega não tirou os olhos dos filhos, que estavam brincando com o pai. O que parece ter deixado minha amiga mais chateada foi que os problemas dela foram subestimados, que a mãe das crianças parecia sempre sugerir que difícil mesmo é cuidar de duas crianças.

Acho que consigo entender os dois lados. É triste mesmo não poder mais contar com um amigo, perder a cumplicidade ou simplesmente não conseguir mais achar graça das mesmas coisas. Por outro lado, não tem como ignorar o fato de que a maternidade muda a gente, mesmo que a nossa essência continue a mesma. O que vocês acham?

Depois de escrever esse post eu achei um texto com conselhos para pais que usam redes sociais. Ele foi escrito por Andrea Bartz e Ehrlich Brenna, autoras do blog e livro Stuff hipsters hate, e saiu essa semana no site da CNN. São dicas em tom sarcástico, mas que retraram um pouco do que se passa no Facebook e Twitter. Fiz um resumo com tradução livre:

  • Sim, seu filho é o mais bonito do planeta, mas seus amigos não querem ler as atualizações sobre ele a cada hora.
  • Um estudo feito em 2010 concluiu que 92% das crianças americanas têm presença online aos dois anos de idade. Isso quer dizer que os pais têm a responsabilidade de retratar a vida dos filhos de maneira que não os envergonhem futuramente.
  • Escreva um blog sobre maternidade ou paternidade. É uma ótima maneira para contar a história completa da ida ao zoológico. Atualizações diárias desse tipo em redes sociais são um pouco demais, embora totalmente aceitáveis em posts.
  • Seja prudente ao mostrar a foto da ecografia do bebê. Sim, é um momento digno de comemoração, mas não use a imagem da eco como sua foto do perfil – é assustador ver que um feto lhe desejou feliz aniversário. O mesmo estudo de 2010 observou que um terço das crianças americanas estão na internet ainda antes de seu nascimento.
  • Não perca sua própria identidade nas redes sociais. Álbuns semanais repletos de fotos praticamente idênticas não são interessantes. Mantenha seus amigos informados sobre outras coisas que acontecem em sua vida.
  • Não compartilhe coisas repugnantes. Ninguém quer saber os detalhes de seu parto ou precisar imaginar coisas relacionada aos movimentos intestinais de seu filho. Se precisar de conselhos ou aprovação nessa área, fale com seus amigos pessoalmente.

Leia também: Vida social e filhos

É um menino!

É isso mesmo! Nós vamos ter um gurizinho!

Fizemos a ecografia de 20 semanas hoje. Tá tudo bem com o bebê e comigo. Estamos muito felizes!

Leia também: Tô grávida!

Tô grávida!

É isso mesmo! Achei melhor anunciar a novidade logo no título. Eu não via a hora de dividir essa alegria com vocês. Estamos muito felizes!

Nós achamos melhor esperar até as 12 semanas de gravidez pra espalhar a notícia. Portanto, se tudo der certo, nosso bebê vai nascer em agosto, quem sabe durante as Olimpíadas de Londres.

Tive a sorte de mais uma vez não ter enjôos e me sinto bem fisicamente. Meu humor é que tem oscilado mais do que o normal ultimamente. Não sei se isso é por causa dos hormônios ou porque estamos vivendo um período muito intenso nas nossas vidas. Não vejo a hora acabar com a história da mudança!

A grande diferença com relação à gravidez anterior é que eu não consigo descansar como gostaria. Além disso, ainda não tive muito tempo pra curtir bem essa fase e não li grande coisa sobre o assunto.

Já conversamos com a Sofia sobre o bebezinho mas ela parece ainda não ter entendido muito bem o que está pra acontecer. Imagino que aos poucos a gente vá amadurecendo a ideia.

Em agosto ela vai ter quase três anos. Acho que vai ser uma diferença boa de idade. É interessante ver como ela anda encantada com os bebês que vê na rua, acho que porque ela agora se sente grande.

Daqui pra frente eu tenho ainda mais assuntos pra escrever aqui no blog. Por favor continuem me mandando comentários. Dicas de como encarar essa nova fase são muito bem-vindas. Tenho tanto pra aprender!

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