O primeiro contato com a música

É importante é manter o lado lúdico

Cada vez mais ouço falar dos benefícios da música e da importância de se colocar bebês e crianças em contato com a arte desde cedo. Mas acho que pouco se comenta sobre questões mais práticas, como quando e de que maneira os pais podem proporcionar isso aos filhos. Fiz essas e outras perguntas ao professor de música e compositor Rodrigo Lemos. Pra quem não sabe, ele é meu marido.

Qual é a idade ideal para colocarmos as crianças em contato com a música?

Nunca é cedo demais. Eu recomendo começar a exposição ainda durante a gestação. Pode parecer um exagero, mas o que quero dizer é que não se deve esperar. Por outro lado, também é verdade que nunca é tarde demais para começar. O contato com a música traz grandes benefícios, independente da etapa da vida que se esteja.

E de que maneira os pais podem proporcionar isso?

Escutando música, cantando sem ter vergonha. Os pais não precisam se preocupar em ouvir exclusivamente músicas infantis. É claro que essas têm um apelo forte e as crianças passam a gostar rapidamente, mas a exposição a todos os tipos de música é benéfica, independente do estilo.

Que dicas você daria aos pais que querem incentivar os filhos a tocarem instrumentos musicais?

Que tenham algum instrumento em casa e que deem exemplo. O exemplo é um bom professor. Aprender a tocar junto com a criança pode ser muito divertido e ajuda a fortalecer a relação entre pais e filhos. É claro que nem todo mundo pode ter um piano em casa, mas hoje em dia existem violões e teclados a preços acessíveis, por exemplo. Para quem não quiser gastar muito, o ideal é deixar para comprar algo de melhor qualidade quando a prática já estiver estabelecida. Infelizmente, a maioria dos instrumentos de brinquedo não produz som de qualidade para que se possa fazer música de verdade.

Qual é o melhor instrumento para se começar?

Qualquer um. Não existem instrumentos para iniciantes. Muitas vezes os pais dos meus alunos vêm me perguntar se a criança, que toca violão, está pronta para começar com a guitarra elétrica. Não precisa ser assim. Se o objetivo é tocar um determinado instrumento, pratique desde o início. É claro que existem restrições físicas – uma criança de três anos não vai conseguir tocar uma tuba, por exemplo – mas essa é a única restrição.

Quais outros conselhos você daria para os pais?

É preciso tomar cuidado pra não colocar pressão nas crianças, para não transferir nossos sonhos para nossos filhos. É muito legal proporcionar o aprendizado desde cedo, mas precisamos cuidar para não esperarmos apenas bons resultados. Trabalho com muitas crianças que sentem a pressão do investimento que os pais estão fazendo, e parte do meu trabalho é manter o lado lúdico sempre vivo. Tocar deve ser uma brincadeira, uma atividade prazeirosa.

Leia também: As funções da música

As cinco piores dicas para pais

Criança exausta: mais chances de xiliques

Eu já pedi muitos conselhos sobre maternidade, consultei livros, revistas, folhetos, sites e blogs a respeito de gestação, bebês e crianças. Tirei uma série de dúvidas e ainda tenho muito pra aprender.

Só que no meio disso tudo vieram muitas orientações que, pra mim, são inúteis, equivocadas ou então praticamente impossíveis de colocar em prática.

Ouvi várias opiniões desnecessárias desde que engravidei pela primeira vez. Aliás, acho que ouvir pitacos faz parte da maternidade. Como em outras áreas da vida, tento absorver só aquilo que me interessa.

Reuni aqui algumas pérolas. Junto vão as minhas respostas, mesmo que só em pensamento:

  1. “Não se esqueça de fazer movimentos circulares ao escovar os dentinhos do bebê”. Até hoje não consegui fazer isso.
  2. “Ela praticamente não dormiu durante o dia e dá pra ver que está exausta. Hoje à noite vai dormir super bem”. Não, provavelmente vai ter xiliques e uma noite agitada.
  3. “Ah, não faz mal dar um paracetamol no final da tarde. A criança fica calminha”. Claro, ela tá drogada.
  4. “Pra que sofrer de dor de parto? Faz uma cesariana”. Ahã, e se recuperar de uma cirurgia, ainda mais com um recém nascido, é tranquilo, né? Isso sem falar dos benefícios do parto normal.
  5. “Aproveite para dormir enquanto a criança tira uma soneca”. Não conheço uma mãe que não use pelo menos parte do “intervalo” para colocar seus afazeres em dia.

E vocês, quais foram os piores conselhos que já leram ou ouviram por aí?

Leia também: Encantadora de bebês e outros livros para pais

10 dicas para comprar roupas de grávida

Manter a elegância durante a gravidez pode não ser muito fácil, mas acho que nada justifica encher o guarda-roupa de peças que serão usadas por poucos meses.

Apesar de ter dias em que nada parece cair bem, é possível vestir-se bem com uma boa dose de criatividade, sem que se precise gastar muito. Aqui vão minhas dicas para as grávidas que estiverem em dúvida sobre o que usar:

  • Compre peças chaves como calças jeans, social, casaquinhos e blusas leves. Opte por cores neutras e que combinem entre si.
  • No caso das calças, dê preferência às que tenham elástico próximo à cintura ou que tenham sistema de graduação. Aquelas que cobrem toda a barriga são muito quentes.
  • Pena de aposentar seu jeans favorito? É só prender um elástico de cabelo no botão para expandir um pouco a cintura. Vale para o início da gravidez. Use com blusas compridas para poder cobrir o “truque”.
  • Adquira as roupas à medida em que a barriga for crescendo. Compre roupas de gestante de seu tamanho, não maiores.
  • Muitas mulheres usam roupas do marido ou namorado durante a gravidez. Sinceramente, vi poucas que ficaram bem.
  • Sempre que possível, opte por itens que possam ser aproveitados depois da gravidez como leggins, saias com elástico na cintura, maxi dresses. Também vale blusas wrap, batas e peças em geral que tenham bastante tecido na região da barriga e que estiquem. Use apenas o que for confortável.
  • Procure pegar emprestado peças de gestante de amigas ou familiares. Também considere comprar artigos usados.
  • Invista em bons sutiãs, opte pelos mais confortáveis e com boa sustentação. Não vejo necessidade em comprar pijama, camisola, calcinha ou meia-calça especial para gestantes.
  • Já que o guarda-roupa fica meio limitado, varie bastante os acessórios. Echarpes, brincos, colares e pulseiras renovam qualquer look. Dá pra continuar usando cintos ou faixas, mas acima da barriga.
  • Hoje em dia não é preciso comprar apenas em lojas especializadas em roupas de gestantes. Redes como Top Shop, H&M, GapNew Look, Next e Dorothy Perkins lançam coleções atualizadas para grávidas, com peças como estas usadas por Sienna Miller.

Sienna Miller grávida

Leia também: Grávida ou gordinha e A barriga na segunda gravidez

Tudo certo

Chegamos bem no Brasil! Deu tudo certo na viagem e já estamos curtindo o verão ao lado de amigos e familiares. Espero que não falte tempo pra ver todo mundo e fazer tudo que quero!

Nós vamos passar uns dias na praia. Enquanto isso, deixo aqui dois posts que têm sido bastante acessados nas últimas semanas:

Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Viajar de avião com bebê ou criança não precisa ser traumático. Planejamento e uma boa dose de paciência são essenciais para que tudo corra bem.

A Sofia já fez viagens curtas e longas. Voamos só nós duas e também com mais gente.

Fiquei apreensiva antes de embarcarmos pela primeira vez e li o máximo que pude sobre o assunto. A viagem é cansativa, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Aqui vão dicas testadas e aprovadas por nós:

Escolhendo a companhia aérea

  • Dê preferência a trajetos com poucas escalas se o orçamento permitir. No caso de longas distâncias, opte por voos noturnos.
  • Se a criança for pequena, verifique se a companhia disponibiliza berço. Os limites de tamanho e peso variam, mas é mais ou menos 70-75cm de comprimento e 10-11kg .
  • Algumas companhias permitem que se leve cadeirinha de carro na cabine do avião.

No aeroporto

  • Faça tudo com ainda mais antecedência.
  • Para o check-in e imigração, veja se há fila preferencial para aqueles acompanhados de crianças. Na Inglaterra, isso praticamente não existe.
  • A passagem de criança de menos de dois anos não dá direito a assento. Pergunte ao funcionário do check-in se o avião está muito cheio, explique sua situação e peça, com muito jeito, se ele poderia bloquear um lugar a seu lado para que a criança possa usar.
  • Eu recomendo levar carrinho se a criança for pequena. É permitido ficar com ele até a porta do avião.

Bagagem de mão

  • Quanto mais descomplicado, melhor. Organize bem a bolsa ou mochila para que fique tudo a mão. Lembre-se de que o espaço é limitado dentro do avião, inclusive no banheiro onde fica o trocador.
  • Leve uma muda de roupa. E se a criança chupar bico (chupeta), leve várias. É fácil de perder.
  • Confira se a companhia aérea fornece refeições especiais para bebês ou crianças. De qualquer forma, leve os lanches preferidos de seu filho, além de bebida.
  • Se for sair do país sem o pai da criança, não se esqueça de levar autorização.

Distrações

  • Leve alguns brinquedos favoritos e outros novos ou mesmo já esquecidos. Dê preferência aos portáteis, fáceis de manusear e que possam distrair o pequeno pelo máximo de tempo possível. Evite bolas ou brinquedos com muitas peças que caiam no chão facilmente. Tire um por um para que criança curta bastante cada novidade.
  • Ler, colorir ou brincar com adesivos pode ser uma boa distração.
  • Ajuda muito levar um laptop com filmes ou desenhos animados. Aplicativos do celular também vão bem.

Para o voo

  • Sei que muitos não concordam, mas acho melhor embarcar por último. Deixe que a criança gaste energia na sala de embarque enquanto der. Só aconselho entrar na frente caso não haja lugar marcado.
  • Durante decolagem e pouso, amamente ou ofereça o bico, se for o caso. Isso alivia a pressão nos ouvidos.
  • Se possível, passeie com a criança nos corredores do avião ou permita que ela caminhe se possível.

Tenha sempre em mente

  • Muita paciência e tolerância.
  • Encare tudo como uma aventura. Seja positiva, a criança se guia muito por suas reações.
  • Não se esqueça de sorrir, repetir muitas vezes “com licença”, “por favor” e “obrigado”. É importante ter funcionários e demais passageiros do seu lado.
  • Ignore olhares de reprovação. Só você sabe como lidar com seu filho. No entanto, aceite ajuda quando necessário.
  • Jogo de cintura é essencial. Abra exceções, permita que a criança assista a mais tempo de desenho animado ou então coma mais doces. São minutos preciosos de tranquilidade que se ganha.
  • Seja realista, não espere dormir muito. Avise amigos e familiares que precisará de ajuda no destino final.

Boa sorte!

10 lanches saudáveis para crianças

Dando sequência ao post de ontem, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.

O que pode e o que não pode fazer durante a gravidez

Existem vários mitos e contradições sobre o que dá e o que não dá pra fazer na gravidez. Parece que tem sempre um novo estudo questionando o que é ou não permitido. Passou ontem na rede de TV americana CBS uma entrevista com Jessica Hartshorn, editora da revista American Baby, sobre isso.

Ainda existem muitas dúvidas quanto à prática de exercícios durante a gestação. Hartshorn lembra que até recentemente as mulheres precisavam ficar de olho nos batimentos cardíacos. Eles não poderiam passar de 140 por minuto.

Agora, no entanto, se diz que não tem problema se a grávida ficar com calor durante os exercícios. Isso não prejudica o bebê. O importante é observar a respiração, diz a editora. Se for possível conversar sem dificuldades durante a prática, tudo bem.

Leia também: Fumar atrás da porta não protege as crianças, diz nova campanha

Se o médico liberar, o ideal é fazer 30 minutos de atividades de baixo impacto pelo menos cinco dias por semana. Isso ajuda a manter o peso, previne constipação, insônia, dor nas costas e outros desconfortos.

Hartshorn confirma o que quase todo mundo já sabe, que a ideia de que grávida precisa comer por dois é coisa do passado. É preciso ingerir apenas cerca de 100 calorias a mais por dia no primeiro trimestre da gestação e umas 300 calorias nos últimos três meses. Quanto mais pesada a mãe, maiores as chances de diabetes gestacional e hipertensão.

Com relação ao parto, a entrevistadora só considerou a possibilidade de cesariana. Impressionante. Enfim, para aquelas que precisam ou que querem passar pelo procedimento, era comum marcar a data para a 37ª semana de gravidez. No entanto, hoje se sabe que bebês que nascem com 40 ou 39 semanas apresentam melhor desenvolvimento do cérebro e menos problemas respiratórios. Portanto, se o parto for planejado, vale a pena esperar, confirma a editora.

Já se proibiu café para grávidas, mas cafeína em moderação parece não ter relação nenhuma com aborto ou parto prematuro. O ideal é ingerir até 200 miligramas por dia, mais ou menos uma xícara, diz Hartshorn.

Existem vários aplicativos para telefone com informações sobre gravidez e dicas do que é permitido ou não durante a gravidez. Sugiro o BabyCenter em português e o Pregnancy buzz em inglês. Os dois são grátis.

Leia também: 10 dicas para comprar roupas de grávida

Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Viajar de avião com bebê ou criança não precisa ser traumático. Planejamento e uma boa dose de paciência são essenciais para que tudo corra bem.

A Sofia já fez viagens curtas e longas. Voamos só nós duas e também com mais gente.

Fiquei apreensiva antes de embarcarmos pela primeira vez e li o máximo que pude sobre o assunto. A viagem é cansativa, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Aqui vão dicas testadas e aprovadas por nós:

Escolhendo a companhia aérea

  • Dê preferência a trajetos com poucas escalas se o orçamento permitir. No caso de longas distâncias, opte por voos noturnos.
  • Se a criança for pequena, verifique se a companhia disponibiliza berço. Os limites de tamanho e peso variam, mas é mais ou menos 70-75cm de comprimento e 10-11kg .
  • Algumas companhias permitem que se leve cadeirinha de carro na cabine do avião.

No aeroporto

  • Faça tudo com ainda mais antecedência.
  • Para o check-in e imigração, veja se há fila preferencial para aqueles acompanhados de crianças. Na Inglaterra, isso praticamente não existe.
  • A passagem de criança de menos de dois anos não dá direito a assento. Pergunte ao funcionário do check-in se o avião está muito cheio, explique sua situação e peça, com muito jeito, se ele poderia bloquear um lugar a seu lado para que a criança possa usar.
  • Eu recomendo levar carrinho se a criança for pequena. É permitido ficar com ele até a porta do avião.

Bagagem de mão

  • Quanto mais descomplicado, melhor. Organize bem a bolsa ou mochila para que fique tudo a mão. Lembre-se de que o espaço é limitado dentro do avião, inclusive no banheiro onde fica o trocador.
  • Leve uma muda de roupa. E se a criança chupar bico (chupeta), leve várias. É fácil de perder.
  • Confira se a companhia aérea fornece refeições especiais para bebês ou crianças. De qualquer forma, leve os lanches preferidos de seu filho, além de bebida.
  • Se for sair do país sem o pai da criança, não se esqueça de levar autorização.

Distrações

  • Leve alguns brinquedos favoritos e outros novos ou mesmo já esquecidos. Dê preferência aos portáteis, fáceis de manusear e que possam distrair o pequeno pelo máximo de tempo possível. Evite bolas ou brinquedos com muitas peças que caiam no chão facilmente. Tire um por um para que criança curta bastante cada novidade.
  • Ler, colorir ou brincar com adesivos pode ser uma boa distração.
  • Ajuda muito levar um laptop com filmes ou desenhos animados. Aplicativos do celular também vão bem.

Para o voo

  • Sei que muitos não concordam, mas acho melhor embarcar por último. Deixe que a criança gaste energia na sala de embarque enquanto der. Só aconselho entrar na frente caso não haja lugar marcado.
  • Durante decolagem e pouso, amamente ou ofereça o bico, se for o caso. Isso alivia a pressão nos ouvidos.
  • Se possível, passeie com a criança nos corredores do avião ou permita que ela caminhe se possível.

Tenha sempre em mente

  • Muita paciência e tolerância.
  • Encare tudo como uma aventura. Seja positiva, a criança se guia muito por suas reações.
  • Não se esqueça de sorrir, repetir muitas vezes “com licença”, “por favor” e “obrigado”. É importante ter funcionários e demais passageiros do seu lado.
  • Ignore olhares de reprovação. Só você sabe como lidar com seu filho. No entanto, aceite ajuda quando necessário.
  • Jogo de cintura é essencial. Abra exceções, permita que a criança assista a mais tempo de desenho animado ou então coma mais doces. São minutos preciosos de tranquilidade que se ganha.
  • Seja realista, não espere dormir muito. Avise amigos e familiares que precisará de ajuda no destino final.

Boa sorte!

Leia também: Companheiro de viagem

10 lanches saudáveis para crianças

Picolé de suco de fruta

Dando sequência à entrevista sobre o açúcar na dieta das crianças, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.

Encantadora de bebês e outros livros para pais

Não entendo como o livro Encantadora de bebês resolve todos os seus problemas da Tracy Hogg  é tão badalado. Eu também entrei na onda e comprei um quando estava grávida.

Não achei nada demais. A autora descreve o método dela por páginas e páginas, tentando convencer os pais de que aquela é realmente a melhor maneira de agir, mas não chega nunca ao ponto.

Achei o texto vago e, como vários outros livros, não oferece alternativas caso a orientação não funcione. E naqueles primeiros meses com a Sofia o que eu queria eram respostas. Achei que a Tracy Hogg precisava ser mais objetiva. Aproveitei pouco do que ela tenta passar.

"Encantadora de bebês resolve todos os seus problemas" e "O que esperar dos primeiros anos"

Depois dessa experiência fui pro outro extremo. Tentei o Livro do bebê feliz da Gina Ford, famosa por esses lados.

Descobri essa autora porque sempre que eu falava que a Sofia dormia por volta das 19h as outras mães me perguntavam se eu seguia o método dela. Não, foi sem querer. Mas, voltando ao livro, me dei conta de que a Gina Ford é muito radical pra mim. Ela diz, por exemplo, que se deve tirar imediatamente a criança do banho caso ela não aceite ficar o tempo todo sentada na banheira.

Por alguns meses eu deixei os livros de lado. Li fóruns na internet, blogs e conversei muito com outras mulheres. Num dia de muitos questionamentos, decidi comprar um mais abrangente. Acabei optando por O que esperar dos primeiros anos da Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway.

O livro cobre do primeiro ao terceiro ano. Adoro o formato de perguntas e respostas. Logo que comprei li bastante e aprendi muita coisa. Só que parei de novo. Não tenho tempo, paciência. Tá lá na prateleira. Volta e meia dou umas folheadas.

Continuo achando importante ter livros para consulta, mas me dei conta de uma coisa que toda mãe sabe – a gente aprende mesmo é na prática. Sem falar que é preciso adaptar as dicas dos autores às nossas realidades, adicionar uma  boa dose de jogo de cintura.