Dando pequenas responsabilidades à criança

A Sofia agora anda às voltas com um banquinho. Ela usa ele pra alcançar a pia e os balcões da cozinha, assim ela e pode nos ajudar a cozinhar ou então a lavar a louça. Cada vez mais ela quer participar de tudo.

Nós jantamos sushi na semana passada e ela não quis ficar pra trás, pediu pra usar hashis. Mesmo não conseguindo manusear os palitinhos direito, ela achou a maneira dela e manteve a pose. Difícil não achar graça.

Esses dias o Rodrigo subiu na cadeira pra fazer um pequeno conserto no teto e, claro, ela quis subir junto pra ajudar. Sempre que dá, pedimos pra ela tirar os sapatos sozinha, levar o copinho dela até a mesa ou colocar uma peça de roupa suja na máquina de lavar. Às vezes funciona bem, às vezes não.

Nem sempre conseguimos permitir que ela participe, mas estamos tentando incentivar ela a nos ajudar, a aprender. Acho importante começar a dar pequenas responsabilidades, aos poucos, e fazer com que ela se sinta incluída nas atividades cotidianas.

É verdade que quase sempre a gente acaba levando muito mais tempo executando as tarefas quando ela participa. Às vezes não tem como fazer a quatro mãos, precisa ser feito rápido ou então falta paciência mesmo. Mas não é justo simplesmente ignorar a iniciativa dela, né?

Leia também: Fase mais fácil e Cozinhando com o pai

Bebês entendem tom de voz mesmo não sabendo palavras

Uma nova pesquisa realizada por cientistas britânicos comprova o que nós pais já sabíamos: os bebês já entendem o que dizemos mesmo ainda não sabendo a língua.

Os pequenos compreendem o tom de voz da mãe, concluiu o estudo. Aqueles que participaram da pesquisa reagiram da mesma forma quando a mãe falou em inglês ou em grego, relata matéria do jornal Daily Telegraph. Eles observaram suas mães executando ações com brinquedos usando as palavras “opa” e “lá” nas duas línguas, mas sempre no mesmo tom de voz.

A pesquisa, conduzida pela Universidade de Cardiff, País de Gales, envolveu 84 bebês entre 14 e 18 meses de idade. Nenhum deles havia sido exposto à língua grega antes.

A coordenadora da pesquisa, Merideth Gattis, diz que nos primeiros meses os pais não precisam se preocupar tanto com o que dizem, mas sim prestar atenção no tom de voz.

Segundo ela, mesmo palavrões ou raiva poderiam ser disfarçados pelo tom de voz. Ah, ela também já deve ter visto casais se alfinetando na frente do filho como se estivessem se elogiando!

Leia também: Comunicação entre pais e filhos

Fim das férias

Pela primeira vez na vida estou contente porque minhas férias acabaram. Volto a trabalhar hoje depois de 17 dias de folga.

Tá bom, vou trabalhar só dois em vez de três dias esta semana, o que não é nada mal. Vai ser bom almoçar fora com uma colega ou então tomar um chá sem ser interrompida.

Nossos planos de viagem para Natal e Ano Novo não vingaram principalmente porque ficamos todos bem gripados. Foi barra.

Passeamos menos do que eu gostaria, nossa rotina quase não mudou – conseguimos dormir no máximo até 9h da manhã.

O lado bom foi que pudemos passar bastante tempo juntos. E o fato de eu ter ficado com a Sofia em tempo integral durante esses dias me fez perceber bem o desenvolvimento dela.

Ela tem usado cada vez mais a imaginação. Passamos parte de uma tarde chuvosa fazendo de conta que nosso sofá era um barco e que estávamos cercadas de criaturas do oceano.

O nível de concentração dela está mais alto. Já conseguimos ficar sentadas com o mesmo livro por períodos mais longos.

Outra novidade é que ela anda se achando super espertinha. Com a maior cara de sapeca, ela olha pra uma banana, por exemplo, e diz que é uma cebola. Ela também se diverte trocando de propósito nomes de cores, de formas geométricas e de animais. Pelo menos não faltaram risadas nessas férias.

Fase mais fácil

Eu e a Sofia saímos para almoçar fora sozinhas no sábado. Conversamos durante a refeição e trocamos sorrisos com aqueles que estavam nas mesas vizinhas. Claro, aconteceu tudo mais rápido do que num almoço em família, mas um ano atrás eu provavelmente não conseguiria comer tranquilamente nessa situação.

Muitas vezes invejei pais de crianças maiores sem pressa de pedir a conta. Acho que a nossa vez tá finalmente chegando.

Agora que a Sofia tem quase dois anos e três meses, muita coisa tá ficando mais fácil. Semana passada eu e o Rodrigo, meu marido, tomamos café num pub enquanto ela brincava perto da nossa mesa. Às vezes ela ia até a árvore de Natal ao lado da porta de entrada, interagia um pouco com as outras pessoas, e voltava sem que um de nós tivesse que ir buscá-la.

Tenho até receio de começar a comemorar, mas faz muito tempo que a Sofia não sai mais correndo desatinada dentro de uma loja, por exemplo. Já conseguimos caminhar médias distâncias em linha reta, sem grandes distrações. Outro dia entramos na fila do caixa do supermercado e ficamos o tempo todo de mãos dadas, sem crise.

Pra quem não tem filhos, esse post talvez não signifique nada, mas acho que quem já passou por isso sabe que é um grande marco.

Leia também: Dando pequenas responsabilidades à criança

Quando tudo é uma aventura

Dia desses a Sofia gritou “iupi” quando ficou sabendo que iria sair com o pai pra comprar pão e leite. Estava ainda amanhecendo, fazia frio e acho que qualquer adulto daria tudo pra ficar em casa naquela hora. Mas pra ela o “passeio” era uma aventura.

Muitas vezes a minha filha melhorou meu humor por abrir um sorrisão de manhã cedo. É lindo de ver como os pequenos conseguem transformar pequenas coisas em motivo de alegria, né? Vocês lembram da história da caixa?

A Sofia fica faceira pelo simples fato de eu dizer que tenho uma surpresa pra ela. Às vezes é só uma fruta que ela gosta que achei no supermercado. Tudo é novidade.

A falta de noção precisa de tempo faz com que os pequenos vivam um dia de cada vez. Sempre que meus pais vêm nos visitar eu nunca aproveito direito o último dia porque sei que vou ficar triste com a despedida. Já a Sofia curte até o final. Ela dá tchau tranquilamente, sem pensar se vai demorar ou não pra eles se reencontrarem.

Pena que essa empolgação tende a ir embora com o passar dos anos. Mas precisa ser assim?

Cenoura no palito era considerada guloseima durante a Segunda Guerra Mundial

Achei essa foto no site da BBC ontem depois de escrever esse post. Ela foi tirada em 1941, tempos difíceis. Me encantei com expressão dessas crianças.

Leia também: Coisas simples da vida