As cinco piores dicas para pais

Criança exausta: mais chances de xiliques

Eu já pedi muitos conselhos sobre maternidade, consultei livros, revistas, folhetos, sites e blogs a respeito de gestação, bebês e crianças. Tirei uma série de dúvidas e ainda tenho muito pra aprender.

Só que no meio disso tudo vieram muitas orientações que, pra mim, são inúteis, equivocadas ou então praticamente impossíveis de colocar em prática.

Ouvi várias opiniões desnecessárias desde que engravidei pela primeira vez. Aliás, acho que ouvir pitacos faz parte da maternidade. Como em outras áreas da vida, tento absorver só aquilo que me interessa.

Reuni aqui algumas pérolas. Junto vão as minhas respostas, mesmo que só em pensamento:

  1. “Não se esqueça de fazer movimentos circulares ao escovar os dentinhos do bebê”. Até hoje não consegui fazer isso.
  2. “Ela praticamente não dormiu durante o dia e dá pra ver que está exausta. Hoje à noite vai dormir super bem”. Não, provavelmente vai ter xiliques e uma noite agitada.
  3. “Ah, não faz mal dar um paracetamol no final da tarde. A criança fica calminha”. Claro, ela tá drogada.
  4. “Pra que sofrer de dor de parto? Faz uma cesariana”. Ahã, e se recuperar de uma cirurgia, ainda mais com um recém nascido, é tranquilo, né? Isso sem falar dos benefícios do parto normal.
  5. “Aproveite para dormir enquanto a criança tira uma soneca”. Não conheço uma mãe que não use pelo menos parte do “intervalo” para colocar seus afazeres em dia.

E vocês, quais foram os piores conselhos que já leram ou ouviram por aí?

Leia também: Encantadora de bebês e outros livros para pais

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Produtos para bebês e crianças inéditos para mim até pouco tempo

Adicionei novos produtos para bebês e crianças que até pouco tempo eu não sabia que existiam à minha lista original. Todas as novidades foram escolhidas e testadas de maneira independente, sem fins comerciais.

Brinquedo que faz o bebê parar de chorar

O Tomy Baby Sshh realmente faz o bebê parar de chorar. Quando eu li sobre ele na internet não levei muita fé e mesmo assim resolvi dar uma chance. Ele toca dois tipos de melodias com ritmos variados que fazem o bebê se distrair. Tem toda uma ciência por trás disso.

Pode ser que o bebê volte a chorar depois que a música acaba, é claro, mas funcionou bem com a Sofia e com as filhas de duas amigas pra quem nós demos o bonequinho. Que fique claro: eu acho importante que os bebês chorem, é uma maneira que eles têm de se comunicar, mas achei útil ter um brinquedo que ajudasse a fazer a Sofia se acalmar rapidamente em algumas ocasiões.

Saquinho de dormir

O saquinho de dormir substitui o cobertor e garante que a criança passe a noite quentinha, mesmo que se mexa bastante. Geralmente fecha com zíper lateral e botões nos ombros, como o da foto. A Sofia já teve de vários tamanhos e espessuras e até hoje usa quando faz frio.

Cadeirinha Bumbo

A cadeirinha Bumbo pode ser usada a partir dos quatro meses de idade. Ela oferece suporte para que o bebê consiga ficar sentado sozinho.

Cadeirinha pula-pula para bebê

O pula-pula é ótimo para poupar os braços dos pais quando o bebê tá na fissura de pular. Dá para fixá-lo em qualquer porta e ele não ocupa muito espaço quando guardado.

Porta-brinquedos

Encontrei vários móveis e acessórios para armazenar brinquedos que até então eu não conhecia, mas este da Ikea é meu preferido. Ocupa pouco espaço, é barato e comporta bastante coisas. Se for colocar brinquedos pesados, certifique-se de que esteja bem preso ao teto.

Protetor para colchão à prova d’água

O protetor à prova d’água é fininho, vai debaixo do lençol, e mantém o colchão, seja do berço ou da caminha, sequinho.

Cadeirinha de banho para bebê

Eu já tinha ouvido falar das redinhas, mas nunca tinha visto as cadeirinhas para banho. Usamos bastante quando a Sofia era bebê. Achei o produto prático e higiênico. Os contornos da cadeirinha, que vai dentro da banheira, dão suporte ao bebê e permitem que o adulto fique com uma das mãos livres.

Veja aqui uma lista de novidades pra mim na área da alimentação, desde comidas até babadores

Leia também: Brinquedos: O que vale a pena comprar?

Fumar atrás da porta não protege as crianças, diz nova campanha

Fumar mesmo atrás de uma porta ou janela não protege as crianças dos efeitos nocivos do cigarro, mostra o chocante comercial anti-tabagista lançado pelo governo britânico hoje.

O fumo passivo aumenta os riscos de doenças pulmonares, miningite e morte infantil súbita, também conhecida como morte do berço.

Cerca de dois milhões de crianças no Reino Unido são expostas à fumaça de cigarro em casa, e muitas mais são expostas fora de casa, de acordo com pesquisa do Royal College of Physicians. Isso resulta em mais de 300.000 consultas médicas de crianças a cada ano e 9.500 visitas a hospitais, o que custa ao sistema de saúde público 23 milhões de libras (R$ 67,2 milhões) por ano.

Uma pesquisa feita pelo departamento de saúde inglês involvendo 1.000 jovens indicou que 82% deles queriam que seus pais parassem de fumar na frente deles em casa e 78% gostariam que não fumassem mais no carro, diz matéria da BBC.

Leia também: O que pode e o que não pode fazer durante a gravidez

Toda mãe é superstar

Personagem de Sarah Jessica Parker tem uma filha de seis e um filho de dois anos

Um dos filmes que assisti no avião na ida ao Brasil foi Não sei como ela consegue (I don’t know how she does it), com Sarah Jessica Parker. Pra quem não sabe, ela interpreta Kate, uma mãe que se divide entre os filhos e o trabalho.

O filme mostra várias situações em que Kate se desdobra tentando conciliar a vida profissional e pessoal – aquele dilema que muitas mães conhecem. Enquanto a filha de seis anos culpa a mãe por viajar a trabalho, o filho de dois parece não se importar muito com as despedidas e quase sempre acha tudo que ela faz o máximo.

Não achei o filme grande coisa e eu não esperava muito mesmo. Mas Kate fala algo que ficou na minha cabeça. Ela diz que quando se tem um filho de dois anos a gente se sente uma superstar.

Eu não diria que me sinto uma estrela, mas acho que entendo bem o que ela quer dizer. A gente não apenas dá, mas também recebe muita atenção dos pequenos.

Não precisa ser artista pra arrancar risadas da Sofia. É aquela fase em que cada reencontro é celebrado com um saudoso abraço. Impossível não se sentir especial. É indiscutível que somos referência para nossos filhos, parte central da vida deles, nos primeiros meses, anos.

Quando estou cansada de ouvir a Sofia me chamando, às vezes eu lembro que uma vez me disseram que essa fase vai passar rápido e que quando ela entrar na adolescência provavelmente eu é que estarei tentando ganhar a atenção dela.

Lavar cabeça de criança sem choro?

A Sofia sempre gostou de tomar banho, mas não de lavar o cabelo. Quase sempre acaba em choradeira.

Já ouvi muitas mães relatarem o mesmo problema e fico pensando se existe alguma criança pequena que tome banho como nas propagandas dos xampus Johnson’s. Cheguei a pensar em comprar um dos protetores para os olhos abaixo mas acho que não é pra tanto.

Eu já tentei várias técnicas pra lavar a cabeça da Sofia e nenhuma delas funcionou direito. Às vezes explico o que vai acontecer, falo da importância de se lavar o cabelo, mas parece que a antecipação só piora tudo. Também já apelei pra surpresa, aí tenho que fazer todo o processo rapidinho porque ela fica contrariada.

O problema todo é enxaguar o xampu. Não tem como fazer com que ela feche os olhos ou então olhe pra cima durante o tempo necessário.

A minha mãe conseguiu o feito de lavar o cabelo da Sofia sem grandes problemas. Ela adicionou uma boa dose de paciência à técnica da distração.

No banho dado pela avó, no Brasil, a Sofia lavava a cabeça de um cachorrinho de borracha e depois acabava topando passar pelo mesmo processo. Nada como a experiência.

Espero que essa rebeldia passe logo. Enquanto isso, vocês têm alguma dica? Alguém já testou algum destes produtos?

Leia também: Técnica de distração

Teddy, o urso da escolinha

Algumas pessoas me escreveram curiosas a respeito do Travelling Teddy Bear – o ursinho de pelúcia da creche da Sofia que levamos junto nas férias – e achei que seria uma boa ideia escrever um novo post sobre ele.

Vocês lembram que eu alertei a Sofia sobre o fato de precisarmos devolvê-lo? Então, na volta à creche ele passou a tarde na salinha da turma dela. No final do dia, ela queria que ele fosse junto conosco e começou a chorar ao perceber que isso não iria acontecer. Ela acabou se apegando a ele, é claro.

Fiquei morrendo de pena dela, mas deixamos ele lá. Ainda bem que ela se acalmou logo e entendeu que era tudo parte do exercício.

Cheguei a pensar em comprar um ursinho igual ao da escolinha, mas acabamos resolvendo a questão passando a chamar de Teddy um urso que já tínhamos em casa.

Nos primeiros dias, ela brincou bastante com o novo-velho Teddy.  Agora ele recebe a mesma atenção que os outros brinquedos.

Enviei à escolinha as fotos das nossas férias em que o Travelling Teddy Bear aparece e eles mostraram para as outras crianças em sala de aula. As imagens vão para um mural que fica num dos corredores da creche.

Já ouvi falar que crianças mais velhas também curtem essa atividade, que pode ganhar outros elementos. O ursinho – que inclusive pode ser uma boneca – pode ter uma mala ou mochila onde são colocadas roupinhas, escova de dentes ou até um passaporte de papel.

A atividade pode render mais se o personagem tiver um diário. Nele, os pais podem descrever as atividades das quais ele participou, como por exemplo uma visita a amigos ou parentes.

Além de fotos, dá pra anexar cartões postais e desenhos. Isso tudo rende uma discussão mais rica em sala de aula.

Leia também: Mudando de nível na escolinha

Estátua de menino em vez de herói de guerra em Londres

estátua de menino no cavalinho

Vi a estátua de bronze acima essa semana na Trafalgar Square, centro de Londres. O menino e o cavalo de balanço, que medem 4,1m, são criação de Elmgreen e Dragset.

Em vez de exaltar um herói militar, a obra contemporânea representa as batalhas que enfrentamos para crescer.

A criança esculpida está numa fase em que ainda não tem muitas preocupações, medos, nem inimigos, dizem os artistas escandinavos. Eles esperam que as próximas gerações não produzam muitos monumentos de guerra – eu também espero!

A estátua ficará no local, que é um dos pontos turísticos de Londres, durante este ano.

Leia também: London Eye com crianças e Stonehenge Pula-pula 

Viajando com crianças na Itália

A Damares Lombardo do blog Keviavem escreveu um post interessante com atrações para crianças na Itália.

Leia também: Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Produtos para bebês e crianças inéditos para mim até pouco tempo – parte 1

Eu brinquei muito de bonecas quando era pequena, mas na vida adulta tive pouco contato com bebês e crianças. Quando engravidei da Sofia, descobri que o mercado infantil é bem maior do que eu imaginava.

Reuni aqui alguns dos produtos que até pouco tempo eu não sabia que existiam. Todos os eles foram escolhidos e testados de maneira independente, sem fins comerciais.

Brinquedo que faz o bebê parar de chorar

O Tomy Baby Sshh realmente faz o bebê parar de chorar. Quando eu li sobre ele na internet não levei muita fé e mesmo assim resolvi dar uma chance. Ele toca dois tipos de melodias com ritmos variados que fazem o bebê se distrair. Tem toda uma ciência por trás disso.

Pode ser que o bebê volte a chorar depois que a música acaba, é claro, mas funcionou bem com a Sofia e com as filhas de duas amigas pra quem nós demos o bonequinho. Que fique claro: eu acho importante que os bebês chorem, é uma maneira que eles têm de se comunicar, mas achei útil ter um brinquedo que ajudasse a fazer a Sofia se acalmar rapidamente em algumas ocasiões.

Saquinho de dormir

O saquinho de dormir substitui o cobertor e garante que a criança passe a noite quentinha, mesmo que se mexa bastante. Geralmente fecha com zíper lateral e botões nos ombros, como o da foto. A Sofia já teve de vários tamanhos e espessuras e até hoje usa quando faz frio.

Cadeirinha Bumbo

A cadeirinha Bumbo pode ser usada a partir dos quatro meses de idade. Ela oferece suporte para que o bebê consiga ficar sentado sozinho.

Cadeirinha pula-pula para bebê

O pula-pula é ótimo para poupar os braços dos pais quando o bebê tá na fissura de pular. Dá para fixá-lo em qualquer porta e ele não ocupa muito espaço quando guardado.

Porta-brinquedos

Encontrei vários móveis e acessórios para armazenar brinquedos que até então eu não conhecia, mas este da Ikea é meu preferido. Ocupa pouco espaço, é barato e comporta bastante coisas. Se for colocar brinquedos pesados, certifique-se de que esteja bem preso ao teto.

Veja aqui uma lista de novidades pra mim na área da alimentação, desde comidas até babadores.

Retrospectiva

Pra entrar no clima de vale a pena ver de novo, aqui vão os posts mais lidos no Mãe a mil:

Mães que trabalham fora x mães em tempo integral

Muitas vezes eu sinto uma rivalidade entre as mães que trabalham fora e as que se dedicam aos filhos em tempo integral.

Aquelas que tem um emprego parecem sempre super ocupadas, cheias de grandes responsabilidades, sem falar que andam arrumadas. Ah, e elas deixam claro que acumulam funções: atuam como profissionais E como mães.

Há quem diga que aquelas que ficam em casa é que são as mães de verdade. Elas colocam os filhos em primeiro lugar, participam de tudo e o mais importante: vivem sem culpa. “Quem é que iria faltar a uma reunião na escola no meio da tarde?”, muitas vezes se perguntam.

Acho que já deu pra notar que eu tô exagerando, né? Mas tem um fundo de verdade, não tem? Como se não bastasse a pressão de ser mãe, esposa, profissional, filha, as mulheres acabam se sabotando. É uma pena.

Eu, em teoria, tenho o melhor dos dois lados. Trabalho fora três dias por semana (às vezes também faço freelance) e cuido da Sofia quatro dias. Na prática, já recebi críticas e comentários irônicos dos dois tipos de mães que mal descrevo acima. Portanto, não sou totalmente aceita em nenhum dos times.

Se eu for me importar, não vivo em paz. No momento essa é a situação ideal pra mim. E sei que mesmo se eu mudasse alguém iria questionar a minha decisão.

Não acho que tenha certo ou errado nessa questão, não concordo com essa disputa. Conheço mães que trabalham fora e que passam tempo de qualidade com os filhos. Também já vi muita mulher que é mãe em tempo integral que acompanha mesmo os filhos e e que curte o que faz de verdade.

Crianças bilíngues

É claro que criar filhos no exterior tem uma série de desvantagens, mas hoje vou escrever sobre uma das principais vantagens: a exposição a línguas.

Adoro ver os pequenos falando mais de um idioma. É impressionante a facilidade que eles têm de adquirir o sotaque local, de trocar de uma língua pra outra com a maior naturalidade.

Tem uma série de estudos sobre os benefícios que isso traz ao cérebro, alguns dizem que até previne o mal de Alzheimer. Mas não quero entrar nesse mérito hoje.

Aqui em Londres, como vocês sabem, há muitos imigrantes e várias crianças têm pais, muitas vezes babás, de países diferentes. Lembro de ver um menino de uns três anos na pracinha falando japonês com a mãe, espanhol com o pai e inglês com os amigos, numa boa.Nosso vizinho de quatro anos fala inglês e russo e, como outros bilíngues e poliglotas, é super aberto a outras línguas. Ele usa algumas palavras que os amiguinhos romenos ensinaram a ele e às vezes repete o que eu falo em português.

Por outro lado, já vi pais frustrados com o fato de o filho se recusar a falar a língua do país de origem da família. Também já conheci gente que adotou o inglês como idioma único.

A Inglaterra aceita o multiculturalismo e a orientação que o governo dá aos pais é que preservem sua língua materna. Nós falamos português em casa e usamos inglês na presença de pessoas que não entendem a língua.

Não queremos criar um geniozinho, mas procuramos expor a Sofia ao máximo à essa diversidade. Uma amiga nossa conversa em espanhol com ela e já vi pessoas de outras culturas se dirigindo à Sofia na língua deles. O engraçado é que ela presta atenção.

Se tá funcionando? Acho que é cedo pra tirar conclusões já que a Sofia tem pouco mais de dois anos. O que posso dizer é que ela fala as duas línguas e parece já ter entendido bem quando usar cada uma delas.

Acho que proporcionar à criança o contato com outras línguas não é privilégio de quem mora no exterior. Sempre dá pra criar oportunidades. Assistir a um desenho animado ou clipe de música infantil de outro país na internet, por exemplo, pode ser bem divertido.