Sirenes

Sofia visitando o Corpo de Bombeiros

As crianças aqui na Inglaterra também são fascinadas pelos bombeiros e tudo que envolve eles. Aliás, qualquer profissional que ande num veículo com sirene parece ter grande prestígio entre os pequenos.

Às vezes parece que tudo para na pracinha quando passa um caminhão de bombeiros, ambulância ou carro da polícia. Até os bebês se olham repetindo “nee naw”.

Por onde anda o urso da escolinha?

Vocês lembram do Travelling Ted, o urso de pelúcia da escolinha da Sofia que acompanha as crianças em viagens e passeios? Fiquei sabendo que ele acaba de ganhar passaporte, escova de dentes, roupinhas e diário, onde serão reunidos relatos de viagens, fotos e outras recordações dos lugares visitados.

Acho que esses novos elementos vão encorajar ainda mais as crianças a cuidarem do companheiro de viagem. Foi muito legal ver a Sofia mostrando pro ursinho as pessoas e os lugares novos quando estivemos no Brasil em fevereiro.

É temporada de férias aqui na Europa e o ursinho já tem viagem marcada para os Estados Unidos, Escócia e Índia. Vou ficar de olho no mural da escolinha para ver as fotos das aventuras dele.

Teddy pela primeira vez no Brasil

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Sete dias de sol em Tenerife

Uma semana de praia e nenhuma gota de chuva. Depois de longos meses de frio e umidade, eu não queria mais nada.

Confesso que não esperava muito dessas férias. Nós compramos um daqueles pacotes de viagem de última hora, sem saber muito sobre o destino, mas fiquei bem impressionada. Tomei muito banho de mar e de piscina, descansei, sem falar que passei bons momentos em família.

Sim, Tenerife é cheio de turistas, mas com um pouco de dedicação a gente consegue ter contato com a cultura local. Aliás, eu não sabia muito o que esperar das Ilhas Canárias pelo fato de estarem longe da Espanha, mais próximas a Marrocos, mas o lugar é definitivamente espanhol.

A Sofia se integrou bem, como sempre. Ela disse muitos holas, adiós, gracias e respondeu a perguntas simples em espanhol. Como toda criança, ela adorou ficar solta e brincar na água e na areia.

O sul da ilha, onde ficamos, oferece várias atrações turísticas, inclusive para crianças, com parques aquáticos e locais onde se pode ver vida selvagem. Pra nós, o ponto alto da viagem foi um passeio de barco. Conseguimos ver bem de perto golfinhos e dois tipos de baleia. Lindo!

Tenerife é uma ilha vulcânica, como dá pra ver nas fotos abaixo. O relevo é dominado pelo vulcão Teide, com seus 3.718m. É o pico mais alto da Espanha.

Cozinhando com o pai

Adoro ver crianças cozinhando. Acho importante que elas entendam e participem do processo de preparação da comida, que conheçam os ingredientes e coloquem a mão na massa.

Só que se dependesse de mim acho que a Sofia teria uma experiência bem limitada na cozinha. O grande responsável por despertar a curiosidade e incentivar que ela ajude na elaboração dos pratos aqui em casa é o pai dela.

Ela se diverte ajudando o Rodrigo a cozinhar. E eu adoro o que eles fazem e não me importo nenhum pouco de lavar a louça e o que mais for preciso depois. Semana passada eles fizeram pastelões de carne. Ficou uma delícia!

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Brinquedos: O que vale a pena comprar?

Quais são os melhores brinquedos para os primeiros anos de vida da criança? Que pai ou mãe nunca ouviu ou então nunca se fez essa pergunta? Faz um tempo que venho pensando nisso e resolvi reunir aqui os cinco eleitos na nossa casa.

Os brinquedos abaixo são os mais usados, aqueles que estão sempre em volta. Fazendo a lista me dei conta de que todos eles têm duas características em comum: são versáteis e baratos.

Todos foram escolhidos e testados de maneira independente, sem fins comerciais. Coloquei eles em ordem de preços que achei na internet:

Carrinho de boneca

A Sofia começou a brincar com carrinho de boneca quando mal sabia caminhar. O dela é usado pra transportar brinquedos e tudo mais que couber nele, inclusive ela própria. Ele é dobrável, fácil de guardar e de levar pra rua. Preço: 5 libras (R$ 15,90).

Livro com texturas Baby Touch Quack Quack

Quack! Quack! foi um dos primeiros livros que a minha filha ganhou e mesmo agora, já tendo passado um pouco da fase, muitas vezes abre ele para sentir as texturas e apontar para os animais. Preço: 5,79 libras (R$ 18,42).

Copos de empilhar

Nós compramos os copos de empilhar antes de a Sofia conseguir brincar com eles. Foi porque eles foram eleitos como o melhor tipo de brinquedo educativo num programa de televisão aqui na Inglaterra. É possível brincar com os copos de várias maneiras, em vários níveis, sem falar que dá para colocar água ou areia neles. Preço: 6 libras (R$ 19,08).

Tatame infantil

Existem vários tipos de tatames, com números, letras e figuras variadas. Os nossos já foram montados e desmontados diversas vezes, em diferentes cantos da casa. Brincamos com eles ou sobre eles. As peças são de espuma, fáceis de limpar. Preço: 9,98 libras (R$ 31,75).

Barraca de criança

Eu adorava a barraquinha que eu e a minha irmã tínhamos no nosso quarto quando crianças e com a Sofia não é diferente. Essa da foto é bem simples, leve e dobrável. Para que fique mais firme, montamos parte do tatame dentro dela. Preço: 10,49 libras (R$ 33,37).

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Só fala em filhos!

Tá certo que aqui no blog eu praticamente só escrevo sobre maternidade, um dos meu assuntos preferidos, mas eu não sou sempre assim.

Antes de me tornar mãe, eu achava um saco aquelas pessoas que só falam nos filhos. Pior ainda quando eu era minoria num grupo de mães, aí sim parecia que eu nunca conseguiria desviar o assunto.

Quando converso com alguém que não tenha crianças em casa, eu tento evitar uma overdose de informações sobre gravidez, bebês e crianças. Nem sempre dá, afinal de contas isso tudo é motivo de muitas das minhas alegrias, preocupações e faz parte dos meus planos. Mas acho saudável mudar o foco. Não só pelos outros, mas por mim também.

Mesmo assim, acho inevitável o fato de a maternidade causar impacto em praticamente todas as esferas da vida, inclusive no que diz respeito a amizades. Eu já ouvi queixas sobre o excesso de assuntos relacionados a bebês e crianças tanto de quem tem como de quem não tem filhos.

Uma conhecida minha que tem uma menina ouviu de uma amiga que não tem filhos que a amizade delas não é mais a mesma. A reclamação é que nos últimos tempos tudo passou a girar em torno da criança e que elas não conseguem mais fazer as mesmas coisas.

Já uma amiga minha que não pretende ter filhos me contou esses dias que saiu decepcionada da casa de uma ex-colega de trabalho que tem dois filhos. É que durante toda a conversa a ex-colega não tirou os olhos dos filhos, que estavam brincando com o pai. O que parece ter deixado minha amiga mais chateada foi que os problemas dela foram subestimados, que a mãe das crianças parecia sempre sugerir que difícil mesmo é cuidar de duas crianças.

Acho que consigo entender os dois lados. É triste mesmo não poder mais contar com um amigo, perder a cumplicidade ou simplesmente não conseguir mais achar graça das mesmas coisas. Por outro lado, não tem como ignorar o fato de que a maternidade muda a gente, mesmo que a nossa essência continue a mesma. O que vocês acham?

Depois de escrever esse post eu achei um texto com conselhos para pais que usam redes sociais. Ele foi escrito por Andrea Bartz e Ehrlich Brenna, autoras do blog e livro Stuff hipsters hate, e saiu essa semana no site da CNN. São dicas em tom sarcástico, mas que retraram um pouco do que se passa no Facebook e Twitter. Fiz um resumo com tradução livre:

  • Sim, seu filho é o mais bonito do planeta, mas seus amigos não querem ler as atualizações sobre ele a cada hora.
  • Um estudo feito em 2010 concluiu que 92% das crianças americanas têm presença online aos dois anos de idade. Isso quer dizer que os pais têm a responsabilidade de retratar a vida dos filhos de maneira que não os envergonhem futuramente.
  • Escreva um blog sobre maternidade ou paternidade. É uma ótima maneira para contar a história completa da ida ao zoológico. Atualizações diárias desse tipo em redes sociais são um pouco demais, embora totalmente aceitáveis em posts.
  • Seja prudente ao mostrar a foto da ecografia do bebê. Sim, é um momento digno de comemoração, mas não use a imagem da eco como sua foto do perfil – é assustador ver que um feto lhe desejou feliz aniversário. O mesmo estudo de 2010 observou que um terço das crianças americanas estão na internet ainda antes de seu nascimento.
  • Não perca sua própria identidade nas redes sociais. Álbuns semanais repletos de fotos praticamente idênticas não são interessantes. Mantenha seus amigos informados sobre outras coisas que acontecem em sua vida.
  • Não compartilhe coisas repugnantes. Ninguém quer saber os detalhes de seu parto ou precisar imaginar coisas relacionada aos movimentos intestinais de seu filho. Se precisar de conselhos ou aprovação nessa área, fale com seus amigos pessoalmente.

Leia também: Vida social e filhos

Stonehenge pula-pula

O pula-pula tem pedras infláveis de seis metros de altura

Ontem eu cobri a coletiva de imprensa do Festival London 2012, uma série de eventos culturais no Reino Unido que coincidem com as Olimpíadas e Paraolimpíadas de Londres. Entre as atrações anunciadas, a que me pareceu mais interessante para ir com crianças é Stonehenge pula-pula.

A obra do artista Jeremy Deller tem como modelo o monumento pré-histórico Stonehenge, um círculo de pedras que fica na planície de Salisbury, sul da Inglaterra. As pedras infláveis têm seis metros de altura.

O pula-pula é aberto ao público e agora está em Glasgow, na Escócia. Em breve, ele fará um tour pelo Reino Unido. Espero que passe por Londres.

Leia também: London Eye com crianças e Estátua de menino em vez de herói de guerra em Londres

Campanha contra maquiagem para crianças

O grupo inglês Pinkstinks (rosa fede, ou rosa não tá com nada), que luta contra a ditadura do cor-de-rosa, está lançando uma campanha contra maquiagem para crianças. O objetivo é convencer as lojas a pararem de vender cosméticos destinados a meninas abaixo de oito anos.

A nova campanha busca aliviar as crianças da pressão de ter de melhorar a aparência física. Pesquisas mostram aumento no número de casos de jovens com baixa auto-estima e Pinkstinks acredita que a maquiagem contribua para isso já que pressiona as meninas a serem bonitas.

A campanha tem três objetivos:

  • Que as lojas tirem maquiagens das prateleiras com produtos para crianças em idade pré-escolar ou inferior.
  • Que outros produtos, como revistas e sapatos, parem de oferecer maquiagens como brinde.
  • Pinkstinks também espera conscientizar os pais a deixarem de aceitar e comprar este tipo de produto.

Pinkstinks foi criado há quatro anos para tentar conscientizar as pessoas de que é prejudicial estereotipar crianças. De acordo com o site deles, muitos produtos para meninas valorizam a beleza, a passividade, sem falar que estimulam a obsessão por compra, moda e maquiagens – uma definição bem limitada do que significa ser menina.

Desde cedo, as crianças são canalizadas a identificar-se com determinados brinquedos, jogos e outros produtos. Isso, segundo Pinkstinks, limita a gama de brincadeiras e experiências.

As responsáveis pelo grupo são as irmãs Emma e Abi Moore. A ideia de criar Pinkstinks começou numa visita a uma loja de brinquedos, quando Emma viu a filha dizer que os animais de uma fazendinha eram para os meninos, diz ela nesta matéria.

Eu concordo com o que Pinkstinks defende. Não sou contra esse mundo cor-de-rosa que inclui roupas, brinquedos e artigos para decoração, mas acho perigoso começar a estereotipar meninos e meninas mesmo antes de seu nascimento e limitar suas escolhas. Afinal de contas, há muitas opções de cores, de maneiras de se vestir, de brincar, enfim, de agir.

A divisão entre o rosa e o azul é bem forte aqui no Reino Unido, assim como em outras partes do mundo. Muitas vezes a Sofia foi confundida com menino por não estar usando “cores femininas”.

Quanto à maquiagem, nossa experiência é ainda limitada. Ela já me pediu pra passar batom ao me ver na frente do espelho mas se contentou em brincar com um protetor labial.

E vocês, o que acham dessa campanha? Estou curiosa pra saber das experiências de vocês.

Leia também: Furar orelha de bebê? e Meninas e meninos insatisfeitos com a aparência

London Eye com crianças

Andei na London Eye pela primeira vez essa semana. Eu nunca tinha feito questão de ir, achava que era daqueles passeios pra turistas que não valia a pena fazer, mas me surpreendi. É muito bonito ver Londres das alturas.

Eu também tinha dúvidas de que este seria um bom passeio pra se fazer com criança pequena, mas não tivemos problemas. A Sofia ficou impressionada com a experiência.

As cápsulas da imensa roda gigante são espaçosas, nada claustrofóbicas. Elas tem um banco no meio e as pessoas podem circular livremente em volta. Nós ficamos junto com um grupo pequeno, o que permitiu que as crianças ficassem mais à vontade. É possível levar carrinho desde que esteja dobrado.

O passeio dura meia hora, tempo que a roda leva para dar uma volta. Ela gira devagar, permitindo que a gente consiga apreciar bem a vista e fotografar com calma. Como dá pra ver pelas fotos abaixo, nós fomos num dia chuvoso. A paisagem cinzenta é característica de Londres, não adianta.

Apesar das filas, conseguimos comprar os ingressos e embarcar em poucos minutos. Antes do passeio na roda, a gente assiste a um vídeo 4D que é bem interessante. A Sofia adorou “ir ao cinema” de óculos. Aqui tem informações sobre os ingressos.

Leia também: Estátua de menino em vez de herói de guerra em LondresA primeira visita à casa da rainha

O primeiro contato com a música

É importante é manter o lado lúdico

Cada vez mais ouço falar dos benefícios da música e da importância de se colocar bebês e crianças em contato com a arte desde cedo. Mas acho que pouco se comenta sobre questões mais práticas, como quando e de que maneira os pais podem proporcionar isso aos filhos. Fiz essas e outras perguntas ao professor de música e compositor Rodrigo Lemos. Pra quem não sabe, ele é meu marido.

Qual é a idade ideal para colocarmos as crianças em contato com a música?

Nunca é cedo demais. Eu recomendo começar a exposição ainda durante a gestação. Pode parecer um exagero, mas o que quero dizer é que não se deve esperar. Por outro lado, também é verdade que nunca é tarde demais para começar. O contato com a música traz grandes benefícios, independente da etapa da vida que se esteja.

E de que maneira os pais podem proporcionar isso?

Escutando música, cantando sem ter vergonha. Os pais não precisam se preocupar em ouvir exclusivamente músicas infantis. É claro que essas têm um apelo forte e as crianças passam a gostar rapidamente, mas a exposição a todos os tipos de música é benéfica, independente do estilo.

Que dicas você daria aos pais que querem incentivar os filhos a tocarem instrumentos musicais?

Que tenham algum instrumento em casa e que deem exemplo. O exemplo é um bom professor. Aprender a tocar junto com a criança pode ser muito divertido e ajuda a fortalecer a relação entre pais e filhos. É claro que nem todo mundo pode ter um piano em casa, mas hoje em dia existem violões e teclados a preços acessíveis, por exemplo. Para quem não quiser gastar muito, o ideal é deixar para comprar algo de melhor qualidade quando a prática já estiver estabelecida. Infelizmente, a maioria dos instrumentos de brinquedo não produz som de qualidade para que se possa fazer música de verdade.

Qual é o melhor instrumento para se começar?

Qualquer um. Não existem instrumentos para iniciantes. Muitas vezes os pais dos meus alunos vêm me perguntar se a criança, que toca violão, está pronta para começar com a guitarra elétrica. Não precisa ser assim. Se o objetivo é tocar um determinado instrumento, pratique desde o início. É claro que existem restrições físicas – uma criança de três anos não vai conseguir tocar uma tuba, por exemplo – mas essa é a única restrição.

Quais outros conselhos você daria para os pais?

É preciso tomar cuidado pra não colocar pressão nas crianças, para não transferir nossos sonhos para nossos filhos. É muito legal proporcionar o aprendizado desde cedo, mas precisamos cuidar para não esperarmos apenas bons resultados. Trabalho com muitas crianças que sentem a pressão do investimento que os pais estão fazendo, e parte do meu trabalho é manter o lado lúdico sempre vivo. Tocar deve ser uma brincadeira, uma atividade prazeirosa.

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