De radar ligado

“Stop começa com a minha letra”, diz a Sofia

Letras e números têm chamado a atenção da Sofia. Quase sempre que ela se vê um “s” ou então um “2” ela menciona o nome ou a idade dela.

O mesmo acontece quando ela reconhece as iniciais de alguns familiares e amigos, seja em placas, rótulos, camisetas, folhetos, livros ou revistas.

No ônibus é infalível: antes de apertar o botão ela comenta sobre a “cobrinha” na palavra stop.

Na creche eles incluem letras e números nas atividades. E eu reparo que em casa a Sofia faz de conta que lê para os brinquedos.

Um dos vídeos que ela gosta de assistir no YouTube é este com o alfabeto em inglês:

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Mudando de nível na escolinha

Mais uma etapa na vida da Sofia está prestes a se concluir. A partir de segunda-feira, ela vai começar a frequentar a turma dos maiorzinhos na escolinha. São três níveis ao todo e ela vai passar do segundo para o terceiro.

Na semana que vem, ela ficará apenas algumas horas na nova turma e na seguinte já vai em definitivo. Ela vai reencontrar alguns coleguinhas que mudaram de nível recentemente, o que deve ajudar na adaptação.

A professora disse que a Sofia já está muito grande pra turminha atual. Ela brincou dizendo que ela tem sido a ajudante das professoras. Na verdade, nós também reparamos que agora, com pouco mais de dois anos e meio, a Sofia está entrando em outro estágio e que a mudança é de fato necessária.

Na nova turma eles desenvolvem atividades semelhantes às que a Sofia tem participado, num nível mais alto de aprendizado. Desde janeiro, quando ela começou a frequentar a creche, temos visto grandes avanços. Ela desenvolveu bastante a fala, a coordenação e o grau de concentração, por exemplo.

Não sei se é por causa da idade mais avançada, mas ela está aprendendo mais em comparação ao período em que ficava com a childminder. Acho que na escolinha eles têm mais estrutura, uma equipe maior, melhor qualificada, e acabam promovendo atividades mais variadas.

Apesar dos benefícios, nós ainda não pretendemos aumentar a carga horária. A Sofia vai apenas duas tardes por semana, o que nos permite passar bastante tempo com ela. Talvez seja por isso que ela encara as idas à escolinha como um passeio, algo divertido.

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Teddy, o urso da escolinha

Algumas pessoas me escreveram curiosas a respeito do Travelling Teddy Bear – o ursinho de pelúcia da creche da Sofia que levamos junto nas férias – e achei que seria uma boa ideia escrever um novo post sobre ele.

Vocês lembram que eu alertei a Sofia sobre o fato de precisarmos devolvê-lo? Então, na volta à creche ele passou a tarde na salinha da turma dela. No final do dia, ela queria que ele fosse junto conosco e começou a chorar ao perceber que isso não iria acontecer. Ela acabou se apegando a ele, é claro.

Fiquei morrendo de pena dela, mas deixamos ele lá. Ainda bem que ela se acalmou logo e entendeu que era tudo parte do exercício.

Cheguei a pensar em comprar um ursinho igual ao da escolinha, mas acabamos resolvendo a questão passando a chamar de Teddy um urso que já tínhamos em casa.

Nos primeiros dias, ela brincou bastante com o novo-velho Teddy.  Agora ele recebe a mesma atenção que os outros brinquedos.

Enviei à escolinha as fotos das nossas férias em que o Travelling Teddy Bear aparece e eles mostraram para as outras crianças em sala de aula. As imagens vão para um mural que fica num dos corredores da creche.

Já ouvi falar que crianças mais velhas também curtem essa atividade, que pode ganhar outros elementos. O ursinho – que inclusive pode ser uma boneca – pode ter uma mala ou mochila onde são colocadas roupinhas, escova de dentes ou até um passaporte de papel.

A atividade pode render mais se o personagem tiver um diário. Nele, os pais podem descrever as atividades das quais ele participou, como por exemplo uma visita a amigos ou parentes.

Além de fotos, dá pra anexar cartões postais e desenhos. Isso tudo rende uma discussão mais rica em sala de aula.

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Companheiro de viagem

O ursinho de pelúcia da foto é da escolinha da Sofia. O Travelling Teddy Bear acompanha as crianças em passeios e viagens. Na volta, fotos com ele são colocadas num mural com um mapa mundi onde são identificados os lugares por onde ele passou.

Teddy tinha recém voltado de Nova York quando levamos ele pra casa. Apesar de já ter percorrido praticamente todos os continentes, esta é a primeira vez que ele visita a América do Sul. O mais próximo que chegou foi o México.

A Sofia tá adorando o companheiro de viagem. Sempre que lembra, ela mostra as pessoas e os lugares novos pra ele.

É uma idéia simples, mas bem interessante. Não conversei muito com os funcionários da creche sobre o urso, mas já reparei que ele encoraja a criança a ter senso de responsabilidade. Já estou alertando a Sofia sobre o fato de termos que devolver ele na volta, ou seja, entra aí a questão de dividir, de se desprender das coisas.

Acho que o mais gostoso desse exercício é o fato de trazer um elemento da escolinha pro convívio familiar, ainda mais que estamos num país diferente. É um bom elo com a nossa vida em Londres. Na volta, vamos mostrar nossas fotos pro pessoal da creche e, claro, poder ver imagens de nossas férias cada vez que passarmos na frente do mural.

Leia também: Teddy, o urso da escolinha

Mamatraca

Hoje eu falo sobre a adptação da Sofia na creche num dos vídeos lá na Colcha de Retalhos do Mamatraca.

Leia também: Os primeiros dias na creche

Os primeiros dias na creche

A Sofia começou a ir na creche essa semana. O período de adaptação, que iniciou na terça-feira, terminou ontem. No primeiro dia ela ficou apenas uma hora e ontem passou praticamente a tarde toda lá.

Ela gostou tanto que desde o primeiro dia não queria ir embora de lá . O pessoal da creche elogiou bastante ela. Chegaram a dizer que gostariam que todas as crianças tão fáceis quanto. E nós ficamos super orgulhosos, é claro.

Tomara que a Sofia continue entusiasmada na semana que vem, quando começa pra valer. Também espero me manter tranquila. Me sinto muito mais confiante do que na primeira vez que deixei ela para ir trabalhar.

Vamos continuar com o mesmo esquema: ela vai duas tardes por semana e o resto do tempo fica comigo ou com o Rodrigo. É puxado, mas nós dois tentamos passar o máximo de tempo com ela.

Desde que voltei ao trabalho, quando a Sofia completou um ano, nós optamos por childminders. São pessoas que cuidam de crianças na própria casa.

Lembro de ver no Brasil cuidadores de crianças em áreas mais pobres. Aqui isso é bem comum e é regulamentado.

Childminders devem ser registrados, precisam passar por treinamento e a casa deles precisa obedecer certas regras de higiene e segurança. De tempo em tempo eles recebem visitas para serem avaliados e os relatórios sobre os serviços deles pode ser acessados pelo público.

Os preços variam muito. Nós pagávamos praticamente o mesmo que vamos pagar para a creche agora.

Achamos melhor começar com uma childminder em vez de creche porque gostamos da ideia de a Sofia continuar num ambiente de casa e receber um tratamento mais pessoal. Mas agora que ela já tem mais de dois anos achamos que ela precisa interagir com mais crianças e participar de atividades mais variadas.

Pais que têm crianças em creches geralmente dizem que elas vêm pra casa cheia de novidades, né? Vamos ver como vai ser com a Sofia.

Veja também: Vídeo no Mamatraca sobre a adaptação da Sofia na creche