Nasceu!

Quanta alegria! O Lucas nasceu na quarta-feira, 8 de agosto. Estamos bem. Obrigada a todos pelas mensagens carinhosas e também por continuarem acessando o blog.

Ainda não sei como vai ser daqui pra frente, só tenho certeza que quero aproveitar esta fase tão intensa. Deixo aqui uma foto que tirei do nosso gurizão hoje de manhã.

Beijos a todos,

Cecília

Esperando o bebê: trilha sonora

“Everyday it’s getting closer.”

Sirenes

Sofia visitando o Corpo de Bombeiros

As crianças aqui na Inglaterra também são fascinadas pelos bombeiros e tudo que envolve eles. Aliás, qualquer profissional que ande num veículo com sirene parece ter grande prestígio entre os pequenos.

Às vezes parece que tudo para na pracinha quando passa um caminhão de bombeiros, ambulância ou carro da polícia. Até os bebês se olham repetindo “nee naw”.

Tempo bom para estar grávida

Cheguei ontem no trabalho com um cabelão estilo Gal Costa nos anos 70

Eu vou ter um bebê no auge do verão e provavelmente não vou sofrer por causa do calor. Durante as férias na Espanha, quando eu dizia que o nascimento está previsto pra agosto, verão no hemisfério norte, as pessoas lamentavam por mim até descobrirem que eu moro em Londres.

Faz dias que está chuvoso e friozinho aqui. Na verdade, esta é mais uma primavera em os apresentadores de previsão do tempo usam bem mais a expressão “miserable weather” do que “glorious sunshine” (algo como tempo miserável e sol glorioso). Recentemente houve recorde de chuva e de vento e a estimativa é que o tempo permaneça instável nas próximas semanas.

Seu eu pudesse escolher, Londres  teria muito mais dias de sol e de temperaturas amenas, mas estou tentando enxergar alguma coisa positiva nesse tempo nublado que parece não ter fim. Espero estar enganada, mas se for como a minha gravidez anterior eu devo suar e me sentir inchada em poucas ocasiões.

A Sofia nasceu em setembro e lembro que quase não usamos um ventilador que compramos antecipando o calor que eu iria passar. Claro, eu sentia mais do que as outras pessoas por causa do meu barrigão e o metrô parecia um forno nos dias de temperaturas mais altas, mas isso não durou muito. Acabamos nos desfazendo do ventilador logo que chegou o outono pra liberar espaço na casa.

Saindo de férias!

Hoje nós vamos para Tenerife, Ilhas Canárias. Espero que as praias sejam tão bonitas e ensolaradas quanto essa da foto.

Será a última viagem de avião antes de o bebê nascer. Vamos passar uma semana em território espanhol. Mais adiante eu conto pra vocês como foi.

Leia também: Dicas para viajar de avião com bebê ou criança

Só fala em filhos!

Tá certo que aqui no blog eu praticamente só escrevo sobre maternidade, um dos meu assuntos preferidos, mas eu não sou sempre assim.

Antes de me tornar mãe, eu achava um saco aquelas pessoas que só falam nos filhos. Pior ainda quando eu era minoria num grupo de mães, aí sim parecia que eu nunca conseguiria desviar o assunto.

Quando converso com alguém que não tenha crianças em casa, eu tento evitar uma overdose de informações sobre gravidez, bebês e crianças. Nem sempre dá, afinal de contas isso tudo é motivo de muitas das minhas alegrias, preocupações e faz parte dos meus planos. Mas acho saudável mudar o foco. Não só pelos outros, mas por mim também.

Mesmo assim, acho inevitável o fato de a maternidade causar impacto em praticamente todas as esferas da vida, inclusive no que diz respeito a amizades. Eu já ouvi queixas sobre o excesso de assuntos relacionados a bebês e crianças tanto de quem tem como de quem não tem filhos.

Uma conhecida minha que tem uma menina ouviu de uma amiga que não tem filhos que a amizade delas não é mais a mesma. A reclamação é que nos últimos tempos tudo passou a girar em torno da criança e que elas não conseguem mais fazer as mesmas coisas.

Já uma amiga minha que não pretende ter filhos me contou esses dias que saiu decepcionada da casa de uma ex-colega de trabalho que tem dois filhos. É que durante toda a conversa a ex-colega não tirou os olhos dos filhos, que estavam brincando com o pai. O que parece ter deixado minha amiga mais chateada foi que os problemas dela foram subestimados, que a mãe das crianças parecia sempre sugerir que difícil mesmo é cuidar de duas crianças.

Acho que consigo entender os dois lados. É triste mesmo não poder mais contar com um amigo, perder a cumplicidade ou simplesmente não conseguir mais achar graça das mesmas coisas. Por outro lado, não tem como ignorar o fato de que a maternidade muda a gente, mesmo que a nossa essência continue a mesma. O que vocês acham?

Depois de escrever esse post eu achei um texto com conselhos para pais que usam redes sociais. Ele foi escrito por Andrea Bartz e Ehrlich Brenna, autoras do blog e livro Stuff hipsters hate, e saiu essa semana no site da CNN. São dicas em tom sarcástico, mas que retraram um pouco do que se passa no Facebook e Twitter. Fiz um resumo com tradução livre:

  • Sim, seu filho é o mais bonito do planeta, mas seus amigos não querem ler as atualizações sobre ele a cada hora.
  • Um estudo feito em 2010 concluiu que 92% das crianças americanas têm presença online aos dois anos de idade. Isso quer dizer que os pais têm a responsabilidade de retratar a vida dos filhos de maneira que não os envergonhem futuramente.
  • Escreva um blog sobre maternidade ou paternidade. É uma ótima maneira para contar a história completa da ida ao zoológico. Atualizações diárias desse tipo em redes sociais são um pouco demais, embora totalmente aceitáveis em posts.
  • Seja prudente ao mostrar a foto da ecografia do bebê. Sim, é um momento digno de comemoração, mas não use a imagem da eco como sua foto do perfil – é assustador ver que um feto lhe desejou feliz aniversário. O mesmo estudo de 2010 observou que um terço das crianças americanas estão na internet ainda antes de seu nascimento.
  • Não perca sua própria identidade nas redes sociais. Álbuns semanais repletos de fotos praticamente idênticas não são interessantes. Mantenha seus amigos informados sobre outras coisas que acontecem em sua vida.
  • Não compartilhe coisas repugnantes. Ninguém quer saber os detalhes de seu parto ou precisar imaginar coisas relacionada aos movimentos intestinais de seu filho. Se precisar de conselhos ou aprovação nessa área, fale com seus amigos pessoalmente.

Leia também: Vida social e filhos

“Mamãe tem um bebê na barriga”

Ao me ver na saída da escolinha essa semana, a Sofia apontou pra mim e disse: “this is my mummy! Tem um bebê na barriga dela!”

Ela tem nos dado cada vez mais demonstrações de que realmente entende o que está acontecendo e o que está por vir.

Contei pra Sofia que estava esperando um bebê logo depois de fazer o teste de gravidez. Lembro que nos abraçamos e ela ficou quietinha, apenas sorriu. Um tempo depois, quando falei de novo que estava grávida, ela me disse que também tinha um bebê na barriguinha dela.

Acabei achando que ela era muito pequena para entender o fato de que vai ter um irmãozinho, como contei aqui. Mas hoje vejo que amadurecemos a ideia e, sim, ela sabe bem o que se passa.

Crianças pequenas continuam chamando a atenção da Sofia e isso nos ajuda a incluir o bebezinho nas nossas conversas. Nós imaginamos como ele vai ser e o que vamos fazer juntos.

Leia também: Semelhanças e diferenças entre a primeira e a segunda gravidez e O que esperar da maternidade?

O primeiro contato com a música

É importante é manter o lado lúdico

Cada vez mais ouço falar dos benefícios da música e da importância de se colocar bebês e crianças em contato com a arte desde cedo. Mas acho que pouco se comenta sobre questões mais práticas, como quando e de que maneira os pais podem proporcionar isso aos filhos. Fiz essas e outras perguntas ao professor de música e compositor Rodrigo Lemos. Pra quem não sabe, ele é meu marido.

Qual é a idade ideal para colocarmos as crianças em contato com a música?

Nunca é cedo demais. Eu recomendo começar a exposição ainda durante a gestação. Pode parecer um exagero, mas o que quero dizer é que não se deve esperar. Por outro lado, também é verdade que nunca é tarde demais para começar. O contato com a música traz grandes benefícios, independente da etapa da vida que se esteja.

E de que maneira os pais podem proporcionar isso?

Escutando música, cantando sem ter vergonha. Os pais não precisam se preocupar em ouvir exclusivamente músicas infantis. É claro que essas têm um apelo forte e as crianças passam a gostar rapidamente, mas a exposição a todos os tipos de música é benéfica, independente do estilo.

Que dicas você daria aos pais que querem incentivar os filhos a tocarem instrumentos musicais?

Que tenham algum instrumento em casa e que deem exemplo. O exemplo é um bom professor. Aprender a tocar junto com a criança pode ser muito divertido e ajuda a fortalecer a relação entre pais e filhos. É claro que nem todo mundo pode ter um piano em casa, mas hoje em dia existem violões e teclados a preços acessíveis, por exemplo. Para quem não quiser gastar muito, o ideal é deixar para comprar algo de melhor qualidade quando a prática já estiver estabelecida. Infelizmente, a maioria dos instrumentos de brinquedo não produz som de qualidade para que se possa fazer música de verdade.

Qual é o melhor instrumento para se começar?

Qualquer um. Não existem instrumentos para iniciantes. Muitas vezes os pais dos meus alunos vêm me perguntar se a criança, que toca violão, está pronta para começar com a guitarra elétrica. Não precisa ser assim. Se o objetivo é tocar um determinado instrumento, pratique desde o início. É claro que existem restrições físicas – uma criança de três anos não vai conseguir tocar uma tuba, por exemplo – mas essa é a única restrição.

Quais outros conselhos você daria para os pais?

É preciso tomar cuidado pra não colocar pressão nas crianças, para não transferir nossos sonhos para nossos filhos. É muito legal proporcionar o aprendizado desde cedo, mas precisamos cuidar para não esperarmos apenas bons resultados. Trabalho com muitas crianças que sentem a pressão do investimento que os pais estão fazendo, e parte do meu trabalho é manter o lado lúdico sempre vivo. Tocar deve ser uma brincadeira, uma atividade prazeirosa.

Leia também: As funções da música

As cinco piores dicas para pais

Criança exausta: mais chances de xiliques

Eu já pedi muitos conselhos sobre maternidade, consultei livros, revistas, folhetos, sites e blogs a respeito de gestação, bebês e crianças. Tirei uma série de dúvidas e ainda tenho muito pra aprender.

Só que no meio disso tudo vieram muitas orientações que, pra mim, são inúteis, equivocadas ou então praticamente impossíveis de colocar em prática.

Ouvi várias opiniões desnecessárias desde que engravidei pela primeira vez. Aliás, acho que ouvir pitacos faz parte da maternidade. Como em outras áreas da vida, tento absorver só aquilo que me interessa.

Reuni aqui algumas pérolas. Junto vão as minhas respostas, mesmo que só em pensamento:

  1. “Não se esqueça de fazer movimentos circulares ao escovar os dentinhos do bebê”. Até hoje não consegui fazer isso.
  2. “Ela praticamente não dormiu durante o dia e dá pra ver que está exausta. Hoje à noite vai dormir super bem”. Não, provavelmente vai ter xiliques e uma noite agitada.
  3. “Ah, não faz mal dar um paracetamol no final da tarde. A criança fica calminha”. Claro, ela tá drogada.
  4. “Pra que sofrer de dor de parto? Faz uma cesariana”. Ahã, e se recuperar de uma cirurgia, ainda mais com um recém nascido, é tranquilo, né? Isso sem falar dos benefícios do parto normal.
  5. “Aproveite para dormir enquanto a criança tira uma soneca”. Não conheço uma mãe que não use pelo menos parte do “intervalo” para colocar seus afazeres em dia.

E vocês, quais foram os piores conselhos que já leram ou ouviram por aí?

Leia também: Encantadora de bebês e outros livros para pais

Produtos para bebês e crianças inéditos para mim até pouco tempo

Adicionei novos produtos para bebês e crianças que até pouco tempo eu não sabia que existiam à minha lista original. Todas as novidades foram escolhidas e testadas de maneira independente, sem fins comerciais.

Brinquedo que faz o bebê parar de chorar

O Tomy Baby Sshh realmente faz o bebê parar de chorar. Quando eu li sobre ele na internet não levei muita fé e mesmo assim resolvi dar uma chance. Ele toca dois tipos de melodias com ritmos variados que fazem o bebê se distrair. Tem toda uma ciência por trás disso.

Pode ser que o bebê volte a chorar depois que a música acaba, é claro, mas funcionou bem com a Sofia e com as filhas de duas amigas pra quem nós demos o bonequinho. Que fique claro: eu acho importante que os bebês chorem, é uma maneira que eles têm de se comunicar, mas achei útil ter um brinquedo que ajudasse a fazer a Sofia se acalmar rapidamente em algumas ocasiões.

Saquinho de dormir

O saquinho de dormir substitui o cobertor e garante que a criança passe a noite quentinha, mesmo que se mexa bastante. Geralmente fecha com zíper lateral e botões nos ombros, como o da foto. A Sofia já teve de vários tamanhos e espessuras e até hoje usa quando faz frio.

Cadeirinha Bumbo

A cadeirinha Bumbo pode ser usada a partir dos quatro meses de idade. Ela oferece suporte para que o bebê consiga ficar sentado sozinho.

Cadeirinha pula-pula para bebê

O pula-pula é ótimo para poupar os braços dos pais quando o bebê tá na fissura de pular. Dá para fixá-lo em qualquer porta e ele não ocupa muito espaço quando guardado.

Porta-brinquedos

Encontrei vários móveis e acessórios para armazenar brinquedos que até então eu não conhecia, mas este da Ikea é meu preferido. Ocupa pouco espaço, é barato e comporta bastante coisas. Se for colocar brinquedos pesados, certifique-se de que esteja bem preso ao teto.

Protetor para colchão à prova d’água

O protetor à prova d’água é fininho, vai debaixo do lençol, e mantém o colchão, seja do berço ou da caminha, sequinho.

Cadeirinha de banho para bebê

Eu já tinha ouvido falar das redinhas, mas nunca tinha visto as cadeirinhas para banho. Usamos bastante quando a Sofia era bebê. Achei o produto prático e higiênico. Os contornos da cadeirinha, que vai dentro da banheira, dão suporte ao bebê e permitem que o adulto fique com uma das mãos livres.

Veja aqui uma lista de novidades pra mim na área da alimentação, desde comidas até babadores

Leia também: Brinquedos: O que vale a pena comprar?