Teddy, o urso da escolinha

Algumas pessoas me escreveram curiosas a respeito do Travelling Teddy Bear – o ursinho de pelúcia da creche da Sofia que levamos junto nas férias – e achei que seria uma boa ideia escrever um novo post sobre ele.

Vocês lembram que eu alertei a Sofia sobre o fato de precisarmos devolvê-lo? Então, na volta à creche ele passou a tarde na salinha da turma dela. No final do dia, ela queria que ele fosse junto conosco e começou a chorar ao perceber que isso não iria acontecer. Ela acabou se apegando a ele, é claro.

Fiquei morrendo de pena dela, mas deixamos ele lá. Ainda bem que ela se acalmou logo e entendeu que era tudo parte do exercício.

Cheguei a pensar em comprar um ursinho igual ao da escolinha, mas acabamos resolvendo a questão passando a chamar de Teddy um urso que já tínhamos em casa.

Nos primeiros dias, ela brincou bastante com o novo-velho Teddy.  Agora ele recebe a mesma atenção que os outros brinquedos.

Enviei à escolinha as fotos das nossas férias em que o Travelling Teddy Bear aparece e eles mostraram para as outras crianças em sala de aula. As imagens vão para um mural que fica num dos corredores da creche.

Já ouvi falar que crianças mais velhas também curtem essa atividade, que pode ganhar outros elementos. O ursinho – que inclusive pode ser uma boneca – pode ter uma mala ou mochila onde são colocadas roupinhas, escova de dentes ou até um passaporte de papel.

A atividade pode render mais se o personagem tiver um diário. Nele, os pais podem descrever as atividades das quais ele participou, como por exemplo uma visita a amigos ou parentes.

Além de fotos, dá pra anexar cartões postais e desenhos. Isso tudo rende uma discussão mais rica em sala de aula.

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O que esperar da maternidade?

Antes de entrar em licença-maternidade eu pensava que ficaria aborrecida sem ter muito o que fazer e que me sentiria sozinha durante os 12 meses que deixei de trabalhar fora. Me enganei feio.

Quem tem filho sabe que é praticamente impossível ficar parado, ainda mais nos primeiros meses de vida do bebê. Quando a gente vê, o dia se foi.

Continuo achando que maternidade pode ser sinônimo de solidão, mas não precisa ser assim. Eu tive a sorte de ter a minha mãe por perto nos primeiros meses de licença e depois que ela voltou pro Brasil passei a sair ainda mais com a Sofia. Posso dizer que foi crucial para manter minha sanidade mental.

Indo pra rua eu conheci muita gente na mesma situação que a minha, troquei experiências, desabafei, aprendi muito e vi a Sofia interagir com os outros bebês e crianças.

Uma das coisas que fiz durante esse período foi curso de massagem para bebês, que são bem procurados aqui. Tem os particulares e os promovidos pelo governo. Os públicos são de graça e, claro, tem sempre lista de espera. Por causa disso, assim como outras mães, me inscrevi em dois centros e fui chamada duas vezes. Acabei fazendo dois cursos.

Durante as aulas, cada mãe usa seu tubinho de óleo e vai seguindo as orientações da professora. São movimentos simples, fáceis de acompanhar. Os bebês podem ficar de fralda ou mesmo peladinhos. O ambiente é tranquilo e não tem problema se tiver choro ou se precisar de uma pausa. De maneira geral, os bebês ficam bem relaxados depois da massagem.

Fiz o primeiro curso quando a Sofia tinha quatro meses e o segundo quando ela tinha uns sete. Na primeira vez ela ficou bem quietinha e deixou que eu fizesse todos os movimentos. Já na segunda ela já estava bem ativa e não queria parar por muito tempo, queria interagir com os outros.

Não cheguei a aproveitar muito do que aprendi em casa. Uso só alguns dos movimentos que me ensinaram quando passo creme na Sofia depois do banho. Mesmo assim, acho que valeu a pena ter participado dos cursos. Nós duas curtimos a experiência toda e ficamos ainda mais próximas.

Massagem para bebê

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Dando pequenas responsabilidades à criança

A Sofia agora anda às voltas com um banquinho. Ela usa ele pra alcançar a pia e os balcões da cozinha, assim ela e pode nos ajudar a cozinhar ou então a lavar a louça. Cada vez mais ela quer participar de tudo.

Nós jantamos sushi na semana passada e ela não quis ficar pra trás, pediu pra usar hashis. Mesmo não conseguindo manusear os palitinhos direito, ela achou a maneira dela e manteve a pose. Difícil não achar graça.

Esses dias o Rodrigo subiu na cadeira pra fazer um pequeno conserto no teto e, claro, ela quis subir junto pra ajudar. Sempre que dá, pedimos pra ela tirar os sapatos sozinha, levar o copinho dela até a mesa ou colocar uma peça de roupa suja na máquina de lavar. Às vezes funciona bem, às vezes não.

Nem sempre conseguimos permitir que ela participe, mas estamos tentando incentivar ela a nos ajudar, a aprender. Acho importante começar a dar pequenas responsabilidades, aos poucos, e fazer com que ela se sinta incluída nas atividades cotidianas.

É verdade que quase sempre a gente acaba levando muito mais tempo executando as tarefas quando ela participa. Às vezes não tem como fazer a quatro mãos, precisa ser feito rápido ou então falta paciência mesmo. Mas não é justo simplesmente ignorar a iniciativa dela, né?

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