Toda mãe é superstar

Personagem de Sarah Jessica Parker tem uma filha de seis e um filho de dois anos

Um dos filmes que assisti no avião na ida ao Brasil foi Não sei como ela consegue (I don’t know how she does it), com Sarah Jessica Parker. Pra quem não sabe, ela interpreta Kate, uma mãe que se divide entre os filhos e o trabalho.

O filme mostra várias situações em que Kate se desdobra tentando conciliar a vida profissional e pessoal – aquele dilema que muitas mães conhecem. Enquanto a filha de seis anos culpa a mãe por viajar a trabalho, o filho de dois parece não se importar muito com as despedidas e quase sempre acha tudo que ela faz o máximo.

Não achei o filme grande coisa e eu não esperava muito mesmo. Mas Kate fala algo que ficou na minha cabeça. Ela diz que quando se tem um filho de dois anos a gente se sente uma superstar.

Eu não diria que me sinto uma estrela, mas acho que entendo bem o que ela quer dizer. A gente não apenas dá, mas também recebe muita atenção dos pequenos.

Não precisa ser artista pra arrancar risadas da Sofia. É aquela fase em que cada reencontro é celebrado com um saudoso abraço. Impossível não se sentir especial. É indiscutível que somos referência para nossos filhos, parte central da vida deles, nos primeiros meses, anos.

Quando estou cansada de ouvir a Sofia me chamando, às vezes eu lembro que uma vez me disseram que essa fase vai passar rápido e que quando ela entrar na adolescência provavelmente eu é que estarei tentando ganhar a atenção dela.

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Cuidar de filho pequeno cansa?

Eu sempre respondo que sim quando me fazem essa pergunta. Se passo o dia todo cuidando da Sofia, por mais que tudo dê certo e que a gente se divirta bastante, é provável que no final da tarde eu esteja contando as horas pra colocar ela na cama ou então torcendo pra que o Rodrigo, meu marido, chegue em casa.

Acho que o estado de constante atenção, o fato de a gente precisar estar sempre à disposição, cansa.

Todo mundo diz que a Sofia é uma criança fácil, e eu concordo. Mas ela é bem ativa, tá numa fase que exige bastante, o que faz com que quem tome conta dela não consiga relaxar por muito tempo. Conheço muitas mães e pais que também se sentem assim, mas não é todo mundo que admite.

Uma amiga uma vez me contou que era só o marido dela chegar do trabalho que ela passava o bebê pro colo dele. Ele não entendia a urgência dela em querer tomar um ar, não via cabimento em uma pessoa se dizer exausta quando praticamente não saiu de casa. E ela se sentia culpada por isso. E vocês, já se sentiram assim?

Quero aproveitar para agradecer a todos por continuarem visitando o blog. São mais de 10.000 acessos em quatro meses. :-)

Leia também: Ser mãe é padecer na malhação

O grande encontro

As primas se encontram pela primeira vez

Chegamos ontem em Londres e hoje voltamos à rotina. As férias foram ótimas e sinto já sinto saudades.

Um dos momentos mais esperados foi o encontro com a Laura, minha sobrinha de sete meses. Nós adoramos conhecê-la! Ela é ainda mais linda e simpática pessoalmente.

Pela primeira vez a Sofia precisou dividir a atenção dos avós maternos com a priminha. Houve poucos momentos de ciúmes e, de maneira geral, ela e a Laura se saíram super bem.

Foi lindo ver o carinho que elas têm uma pela outra. As primas se abraçaram bastante e se divertiram muito brincando juntas, apesar de estarem em etapas distintas.

A Laura e o bebê que estou esperando vão ter praticamente um ano de diferença de idade. Olhando pra Sofia e pra Laura pensei várias vezes em como estará minha vida daqui a alguns meses. Deu pra sentir que vai ser intensa, em vários sentidos.