Produtos para bebês e crianças inéditos para mim até pouco tempo – parte 2

Dando continuidade ao post anterior, aqui vai uma lista de produtos relacionados à alimentação que eu só fui conhecer quando entrei no mundo da maternidade:

Potinho para armazenar lanches

Este potinho permite que a criança consiga acessar o lanche mas impede que a comida saia sozinha mesmo quando virado de cabeça para baixo.

Borracha para fixar o prato

Item da categoria dos supérfluos: borracha para fixar o prato na mesa. Comprei já faz tempo e usamos pouquíssimas vezes. Não tem muita utilidade e a sucção não é grande coisa.

Babador de borracha com bolso

Babador com bolso para segurar a comida. A ideia é boa, só que na prática não funcionou aqui em casa. Ele é muito rígido e a Sofia achou desconfortável.

Babador com mangas

Babador com mangas é o ideal na minha opinião. Temos vários como estes da foto, que são de uma daquelas lojas em que tudo custa 1 libra (R$ 2,85). Eles protegem bem a roupa da criança e podem ser lavado na máquina.

Comidinhas em sachês

O mercado de alimentos para bebês e crianças é enorme aqui no Reino Unido. Uma das minhas descobertas foram as comidas em sachês, como o iogurte com cereal e banana da foto. É ideal para lanches fora de casa, já que não exige nem colher.

Barrinhas de cereal para crianças

A Sofia ama as barrinhas de cereal para crianças. Elas são à base de aveia e não contêm açúcar. Tem de vários sabores.

Potinho para leite em pó

Eu tinha sempre um potinho destes na bolsa quando a Sofia já não mamava mais no peito e tomava fórmula. Ele tem três compartimentos onde cabe leite em pó suficiente para três mamadeiras.

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O que pode e o que não pode fazer durante a gravidez

Existem vários mitos e contradições sobre o que dá e o que não dá pra fazer na gravidez. Parece que tem sempre um novo estudo questionando o que é ou não permitido. Passou ontem na rede de TV americana CBS uma entrevista com Jessica Hartshorn, editora da revista American Baby, sobre isso.

Ainda existem muitas dúvidas quanto à prática de exercícios durante a gestação. Hartshorn lembra que até recentemente as mulheres precisavam ficar de olho nos batimentos cardíacos. Eles não poderiam passar de 140 por minuto.

Agora, no entanto, se diz que não tem problema se a grávida ficar com calor durante os exercícios. Isso não prejudica o bebê. O importante é observar a respiração, diz a editora. Se for possível conversar sem dificuldades durante a prática, tudo bem.

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Se o médico liberar, o ideal é fazer 30 minutos de atividades de baixo impacto pelo menos cinco dias por semana. Isso ajuda a manter o peso, previne constipação, insônia, dor nas costas e outros desconfortos.

Hartshorn confirma o que quase todo mundo já sabe, que a ideia de que grávida precisa comer por dois é coisa do passado. É preciso ingerir apenas cerca de 100 calorias a mais por dia no primeiro trimestre da gestação e umas 300 calorias nos últimos três meses. Quanto mais pesada a mãe, maiores as chances de diabetes gestacional e hipertensão.

Com relação ao parto, a entrevistadora só considerou a possibilidade de cesariana. Impressionante. Enfim, para aquelas que precisam ou que querem passar pelo procedimento, era comum marcar a data para a 37ª semana de gravidez. No entanto, hoje se sabe que bebês que nascem com 40 ou 39 semanas apresentam melhor desenvolvimento do cérebro e menos problemas respiratórios. Portanto, se o parto for planejado, vale a pena esperar, confirma a editora.

Já se proibiu café para grávidas, mas cafeína em moderação parece não ter relação nenhuma com aborto ou parto prematuro. O ideal é ingerir até 200 miligramas por dia, mais ou menos uma xícara, diz Hartshorn.

Existem vários aplicativos para telefone com informações sobre gravidez e dicas do que é permitido ou não durante a gravidez. Sugiro o BabyCenter em português e o Pregnancy buzz em inglês. Os dois são grátis.

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10 lanches saudáveis para crianças

Picolé de suco de fruta

Dando sequência à entrevista sobre o açúcar na dieta das crianças, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.

O açúcar na dieta das crianças

Aproveitei a visita da minha sogra, Cristina Lemos, médica de família e educadora popular em saúde, pra fazer uma entrevista rápida sobre o açúcar na dieta dos bebês e crianças:

Frutose é um açúcar natural

É mesmo necessário controlar a quantidade de açúcar que os pequenos ingerem?

Sim. Nós podemos desenvolver precocemente hábitos que podem ser danosos à nossa saúde. É importante entender que o paladar é algo que se educa. Os pais têm grande influência nisso, portanto têm grande responsabilidade.

É claro que isso não deve se transformar numa neura ou gerar atitudes anti-sociais. A comida é o centro de muitos eventos sociais em nossas vidas e é importante participar deles. Não se deve proibir, mas sim comedir, criar uma consciência, educar. Eu deixaria meu filho comer bolo e tomar refrigerante numa festa de aniversário, mas isso não quer dizer que eu incluiria isso na merenda dele ou em nossa rotina diária.

Quais são as alternativas ao açúcar?

Frutas, que são ricas em frutose – o açúcar que a natureza nos oferece. É bom servir pratos variados, coloridos. Cuidar dá trabalho, mas vale a pena. Depois que isso vira hábito fica tudo mais fácil.

O alimento ideal nos primeiros meses de vida é o leite materno, que não é doce nem salgado. Isso ajuda a mãe a estabelecer a base da dieta do filho. Mesmo mais adiante, o açúcar não precisaria ser adicionado. Encontramos ele na melancia e na batata, por exemplo.

Na nossa cultura os alimentos cumprem muitas funções. Mais do que nutrir, eles às vezes são usados para nos confortar, e temos que observar isso. No mundo ocidental nós vemos o sal como o grande vilão, mas o açúcar também é.

Além da obesidade, quais são as consequências de uma dieta rica em açúcar?

Diabetes, pressão alta e o desenvolvimento precoce de gorduras presentes no sangue. O açúcar em excesso também pode causar dislipidemias, que são alterações do colesterol e triglicerídios. Essas alterações no metabolismo podem resultar em depressão ou então comprometer a capacidade de aprendizado. Há trabalhos científicos que demonstram a relação do desenvolvimento de compulsões e dieta rica em açúcar.

Uma alimentação não adequada nos primeiros anos de vida também pode causar alterações genéticas, ou seja, as próximas gerações podem nascer com predisposição a esse tipo de paladar e podem ser mais suscetíveis a diabetes, pressão alta e obesidade.

Leia aqui amanhã uma lista de sugestões de lanchinhos saudáveis.