Mudando de nível na escolinha

Mais uma etapa na vida da Sofia está prestes a se concluir. A partir de segunda-feira, ela vai começar a frequentar a turma dos maiorzinhos na escolinha. São três níveis ao todo e ela vai passar do segundo para o terceiro.

Na semana que vem, ela ficará apenas algumas horas na nova turma e na seguinte já vai em definitivo. Ela vai reencontrar alguns coleguinhas que mudaram de nível recentemente, o que deve ajudar na adaptação.

A professora disse que a Sofia já está muito grande pra turminha atual. Ela brincou dizendo que ela tem sido a ajudante das professoras. Na verdade, nós também reparamos que agora, com pouco mais de dois anos e meio, a Sofia está entrando em outro estágio e que a mudança é de fato necessária.

Na nova turma eles desenvolvem atividades semelhantes às que a Sofia tem participado, num nível mais alto de aprendizado. Desde janeiro, quando ela começou a frequentar a creche, temos visto grandes avanços. Ela desenvolveu bastante a fala, a coordenação e o grau de concentração, por exemplo.

Não sei se é por causa da idade mais avançada, mas ela está aprendendo mais em comparação ao período em que ficava com a childminder. Acho que na escolinha eles têm mais estrutura, uma equipe maior, melhor qualificada, e acabam promovendo atividades mais variadas.

Apesar dos benefícios, nós ainda não pretendemos aumentar a carga horária. A Sofia vai apenas duas tardes por semana, o que nos permite passar bastante tempo com ela. Talvez seja por isso que ela encara as idas à escolinha como um passeio, algo divertido.

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A casa nova

Esta é a vista do nosso novo apartamento. Nevou no sábado à noite e na madrugada de domingo. Por causa das baixas temperaturas a neve se conservou.

A mudança foi cansativa, mas mais fácil do que eu antecipava. Tentei relaxar o máximo que pude – é claro que também rolou um pouco estresse – e começamos a desencaixotar só o necessário.

Desde quinta-feira, quando nos mudamos, já conseguimos fazer bastante coisa. Continua tudo meio bagunçado, tem muita coisa pra colocar no lugar e não vejo a hora de ver essa função toda acabar.

Já faz dias que meu guarda-roupa tá bem limitado. Ainda não sei ao certo onde estão meus brincos, minhas tocas de inverno. A vantagem é que não demoro nada pra escolher o que vestir de manhã.

A Sofia se saiu super bem, encarou o processo todo como uma grande aventura. Ela já se acostumou com o novo ambiente e adorou o quarto dela. É impressionante a capacidade de adaptação das crianças, né?

A grande novidade é que agora ela não dorme mais no berço, já tem a cama dela. Eu tinha receio de fazer essa mudança. Atrasei o quanto pude achando que ela iria querer sair, que iria se recusar a dormir, mas acho que ela já estava pronta pro novo estágio.

A Sofia tá dormindo normalmente, continua na rotina dela mesmo com tantas coisas diferentes. Espero que continue assim!

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Mamatraca

Hoje eu falo sobre a adptação da Sofia na creche num dos vídeos lá na Colcha de Retalhos do Mamatraca.

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O que esperar da maternidade?

Antes de entrar em licença-maternidade eu pensava que ficaria aborrecida sem ter muito o que fazer e que me sentiria sozinha durante os 12 meses que deixei de trabalhar fora. Me enganei feio.

Quem tem filho sabe que é praticamente impossível ficar parado, ainda mais nos primeiros meses de vida do bebê. Quando a gente vê, o dia se foi.

Continuo achando que maternidade pode ser sinônimo de solidão, mas não precisa ser assim. Eu tive a sorte de ter a minha mãe por perto nos primeiros meses de licença e depois que ela voltou pro Brasil passei a sair ainda mais com a Sofia. Posso dizer que foi crucial para manter minha sanidade mental.

Indo pra rua eu conheci muita gente na mesma situação que a minha, troquei experiências, desabafei, aprendi muito e vi a Sofia interagir com os outros bebês e crianças.

Uma das coisas que fiz durante esse período foi curso de massagem para bebês, que são bem procurados aqui. Tem os particulares e os promovidos pelo governo. Os públicos são de graça e, claro, tem sempre lista de espera. Por causa disso, assim como outras mães, me inscrevi em dois centros e fui chamada duas vezes. Acabei fazendo dois cursos.

Durante as aulas, cada mãe usa seu tubinho de óleo e vai seguindo as orientações da professora. São movimentos simples, fáceis de acompanhar. Os bebês podem ficar de fralda ou mesmo peladinhos. O ambiente é tranquilo e não tem problema se tiver choro ou se precisar de uma pausa. De maneira geral, os bebês ficam bem relaxados depois da massagem.

Fiz o primeiro curso quando a Sofia tinha quatro meses e o segundo quando ela tinha uns sete. Na primeira vez ela ficou bem quietinha e deixou que eu fizesse todos os movimentos. Já na segunda ela já estava bem ativa e não queria parar por muito tempo, queria interagir com os outros.

Não cheguei a aproveitar muito do que aprendi em casa. Uso só alguns dos movimentos que me ensinaram quando passo creme na Sofia depois do banho. Mesmo assim, acho que valeu a pena ter participado dos cursos. Nós duas curtimos a experiência toda e ficamos ainda mais próximas.

Massagem para bebê

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Os primeiros dias na creche

A Sofia começou a ir na creche essa semana. O período de adaptação, que iniciou na terça-feira, terminou ontem. No primeiro dia ela ficou apenas uma hora e ontem passou praticamente a tarde toda lá.

Ela gostou tanto que desde o primeiro dia não queria ir embora de lá . O pessoal da creche elogiou bastante ela. Chegaram a dizer que gostariam que todas as crianças tão fáceis quanto. E nós ficamos super orgulhosos, é claro.

Tomara que a Sofia continue entusiasmada na semana que vem, quando começa pra valer. Também espero me manter tranquila. Me sinto muito mais confiante do que na primeira vez que deixei ela para ir trabalhar.

Vamos continuar com o mesmo esquema: ela vai duas tardes por semana e o resto do tempo fica comigo ou com o Rodrigo. É puxado, mas nós dois tentamos passar o máximo de tempo com ela.

Desde que voltei ao trabalho, quando a Sofia completou um ano, nós optamos por childminders. São pessoas que cuidam de crianças na própria casa.

Lembro de ver no Brasil cuidadores de crianças em áreas mais pobres. Aqui isso é bem comum e é regulamentado.

Childminders devem ser registrados, precisam passar por treinamento e a casa deles precisa obedecer certas regras de higiene e segurança. De tempo em tempo eles recebem visitas para serem avaliados e os relatórios sobre os serviços deles pode ser acessados pelo público.

Os preços variam muito. Nós pagávamos praticamente o mesmo que vamos pagar para a creche agora.

Achamos melhor começar com uma childminder em vez de creche porque gostamos da ideia de a Sofia continuar num ambiente de casa e receber um tratamento mais pessoal. Mas agora que ela já tem mais de dois anos achamos que ela precisa interagir com mais crianças e participar de atividades mais variadas.

Pais que têm crianças em creches geralmente dizem que elas vêm pra casa cheia de novidades, né? Vamos ver como vai ser com a Sofia.

Veja também: Vídeo no Mamatraca sobre a adaptação da Sofia na creche