Plataforma para carrinho

Várias ideias e pouco tempo pra sentar na frente do computador. Vamos de foto então:
Nós continuamos a usar bastante o carrinho, só que agora a Sofia vai na plataforma, dando lugar pro Lucas. O bom é que ela encarou a mudança como um “upgrade”. É uma ótima opção pra quem precisa levar dois e não quer comprar um carrinho duplo.

Desejando boa noite em plena luz do dia

Sol se põe depois das 21h no verão em Londres

Eu não canso de dizer o quanto adoro ter dias longos tanto na primavera quanto no verão em Londres, bem diferente daquela escuridão do outono e do inverno. Tem amanhecido logo depois das 5h e anoitecido pouco antes das 21h nesta época do ano.

No auge do verão londrino, o sol nasce precisamente às 04h43 e se põe às 21h21, de acordo com estimativas. É ótimo sair do trabalho no final da tarde e ainda ter horas de sol pela frente.

Eu só acho estranho colocar a Sofia na cama e desejar boa noite em plena luz do dia. Quando ela era bebezinha, ela costumava ir dormir lá pelas 19h e agora ela geralmente vai entre 20h e 20h30, às vezes um pouco mais tarde.

Quando o tempo está nublado até que não fica tão evidente o fato de que ainda é dia, mas quando tem sol às vezes ela me avisa que ainda não está escuro. Nos dois verões anteriores, não tivemos grandes problemas com isso. Apesar de tentar manter o quarto o mais escuro possível, nós não precisamos mudar a rotina em função da claridade.

Este ano, ela custou a pegar no sono algumas vezes e acordou mais cedo do que de costume alguns dias. Nós achamos que deve ser por causa da luz e por isso queremos reforçar ou então mesmo trocar as cortinas do quarto dela.

Vi que tem várias opções de cortinas blackout na internet. Vocês têm alguma sugestão?

Mudando de nível na escolinha

Mais uma etapa na vida da Sofia está prestes a se concluir. A partir de segunda-feira, ela vai começar a frequentar a turma dos maiorzinhos na escolinha. São três níveis ao todo e ela vai passar do segundo para o terceiro.

Na semana que vem, ela ficará apenas algumas horas na nova turma e na seguinte já vai em definitivo. Ela vai reencontrar alguns coleguinhas que mudaram de nível recentemente, o que deve ajudar na adaptação.

A professora disse que a Sofia já está muito grande pra turminha atual. Ela brincou dizendo que ela tem sido a ajudante das professoras. Na verdade, nós também reparamos que agora, com pouco mais de dois anos e meio, a Sofia está entrando em outro estágio e que a mudança é de fato necessária.

Na nova turma eles desenvolvem atividades semelhantes às que a Sofia tem participado, num nível mais alto de aprendizado. Desde janeiro, quando ela começou a frequentar a creche, temos visto grandes avanços. Ela desenvolveu bastante a fala, a coordenação e o grau de concentração, por exemplo.

Não sei se é por causa da idade mais avançada, mas ela está aprendendo mais em comparação ao período em que ficava com a childminder. Acho que na escolinha eles têm mais estrutura, uma equipe maior, melhor qualificada, e acabam promovendo atividades mais variadas.

Apesar dos benefícios, nós ainda não pretendemos aumentar a carga horária. A Sofia vai apenas duas tardes por semana, o que nos permite passar bastante tempo com ela. Talvez seja por isso que ela encara as idas à escolinha como um passeio, algo divertido.

Leia também: Teddy, o urso da escolinha

A casa nova

Esta é a vista do nosso novo apartamento. Nevou no sábado à noite e na madrugada de domingo. Por causa das baixas temperaturas a neve se conservou.

A mudança foi cansativa, mas mais fácil do que eu antecipava. Tentei relaxar o máximo que pude – é claro que também rolou um pouco estresse – e começamos a desencaixotar só o necessário.

Desde quinta-feira, quando nos mudamos, já conseguimos fazer bastante coisa. Continua tudo meio bagunçado, tem muita coisa pra colocar no lugar e não vejo a hora de ver essa função toda acabar.

Já faz dias que meu guarda-roupa tá bem limitado. Ainda não sei ao certo onde estão meus brincos, minhas tocas de inverno. A vantagem é que não demoro nada pra escolher o que vestir de manhã.

A Sofia se saiu super bem, encarou o processo todo como uma grande aventura. Ela já se acostumou com o novo ambiente e adorou o quarto dela. É impressionante a capacidade de adaptação das crianças, né?

A grande novidade é que agora ela não dorme mais no berço, já tem a cama dela. Eu tinha receio de fazer essa mudança. Atrasei o quanto pude achando que ela iria querer sair, que iria se recusar a dormir, mas acho que ela já estava pronta pro novo estágio.

A Sofia tá dormindo normalmente, continua na rotina dela mesmo com tantas coisas diferentes. Espero que continue assim!

Leia também: Novo endereço

Mamatraca

Hoje eu falo sobre a adptação da Sofia na creche num dos vídeos lá na Colcha de Retalhos do Mamatraca.

Leia também: Os primeiros dias na creche

Tô grávida!

É isso mesmo! Achei melhor anunciar a novidade logo no título. Eu não via a hora de dividir essa alegria com vocês. Estamos muito felizes!

Nós achamos melhor esperar até as 12 semanas de gravidez pra espalhar a notícia. Portanto, se tudo der certo, nosso bebê vai nascer em agosto, quem sabe durante as Olimpíadas de Londres.

Tive a sorte de mais uma vez não ter enjôos e me sinto bem fisicamente. Meu humor é que tem oscilado mais do que o normal ultimamente. Não sei se isso é por causa dos hormônios ou porque estamos vivendo um período muito intenso nas nossas vidas. Não vejo a hora acabar com a história da mudança!

A grande diferença com relação à gravidez anterior é que eu não consigo descansar como gostaria. Além disso, ainda não tive muito tempo pra curtir bem essa fase e não li grande coisa sobre o assunto.

Já conversamos com a Sofia sobre o bebezinho mas ela parece ainda não ter entendido muito bem o que está pra acontecer. Imagino que aos poucos a gente vá amadurecendo a ideia.

Em agosto ela vai ter quase três anos. Acho que vai ser uma diferença boa de idade. É interessante ver como ela anda encantada com os bebês que vê na rua, acho que porque ela agora se sente grande.

Daqui pra frente eu tenho ainda mais assuntos pra escrever aqui no blog. Por favor continuem me mandando comentários. Dicas de como encarar essa nova fase são muito bem-vindas. Tenho tanto pra aprender!

Leia também: É um menino!

Novo endereço

E nós vamos nos mudar. Vamos voltar à área onde sempre moramos desde que chegamos em Londres, mais central. Ficaremos mais perto dos amigos e dos lugares onde gostamos de ir.

Vamos sair de uma casa para ir morar num prédio. Fica pra trás um pátio e muita tranquilidade.

Nós moramos apenas um ano nessa casa. Tivemos muitos momentos felizes aqui e vou sentir falta dessa etapa da minha vida. Mas serviu pra eu me dar conta de que sou bem urbana.

Não tenho mais dúvidas de que a ideia de morar num lugar muito sossegado não é pra mim. Quem sabe quando eu for mais velha, mas agora ainda quero estar onde haja bastante opções de lazer, onde eu possa ir num restaurante bom sem precisar de condução.

Amei ter pátio com horta, flores e árvores. Gosto de morar em casa. Nossa rua é super tranquila e dá pra abrir a porta da frente sem se preocupar com o fato de a Sofia estar próxima ao trânsito. Só não gostei de ter sempre que planejar nossos passeios com antecedência por causa da distância.

Espero que nosso novo apartamento tenha pelo menos um pouco do silêncio e da tranquilidade que tivemos nesses anos todos em Londres, especialmente nesse último. Também quero continuar tendo plantas em casa.

A Sofia já começou a sentir essa mudança desde o início do ano, quando passou a ir na creche já na nossa nova vizinhança. Como da outra vez, ela tá adorando a função toda e todos os dias brinca com as caixas. Tomara que ela se adapte ao novo quarto como da outra vez.

Vamos pro apartarmento novo na semana que vem. Já adiantamos bastante coisa, tentamos antecipar possíveis contratempos mas, sejamos sinceros, mudança é sempre uma dor de cabeça, não adianta. Vou tentar me manter tranquila, prometo.

Leia também: A casa nova

O que esperar da maternidade?

Antes de entrar em licença-maternidade eu pensava que ficaria aborrecida sem ter muito o que fazer e que me sentiria sozinha durante os 12 meses que deixei de trabalhar fora. Me enganei feio.

Quem tem filho sabe que é praticamente impossível ficar parado, ainda mais nos primeiros meses de vida do bebê. Quando a gente vê, o dia se foi.

Continuo achando que maternidade pode ser sinônimo de solidão, mas não precisa ser assim. Eu tive a sorte de ter a minha mãe por perto nos primeiros meses de licença e depois que ela voltou pro Brasil passei a sair ainda mais com a Sofia. Posso dizer que foi crucial para manter minha sanidade mental.

Indo pra rua eu conheci muita gente na mesma situação que a minha, troquei experiências, desabafei, aprendi muito e vi a Sofia interagir com os outros bebês e crianças.

Uma das coisas que fiz durante esse período foi curso de massagem para bebês, que são bem procurados aqui. Tem os particulares e os promovidos pelo governo. Os públicos são de graça e, claro, tem sempre lista de espera. Por causa disso, assim como outras mães, me inscrevi em dois centros e fui chamada duas vezes. Acabei fazendo dois cursos.

Durante as aulas, cada mãe usa seu tubinho de óleo e vai seguindo as orientações da professora. São movimentos simples, fáceis de acompanhar. Os bebês podem ficar de fralda ou mesmo peladinhos. O ambiente é tranquilo e não tem problema se tiver choro ou se precisar de uma pausa. De maneira geral, os bebês ficam bem relaxados depois da massagem.

Fiz o primeiro curso quando a Sofia tinha quatro meses e o segundo quando ela tinha uns sete. Na primeira vez ela ficou bem quietinha e deixou que eu fizesse todos os movimentos. Já na segunda ela já estava bem ativa e não queria parar por muito tempo, queria interagir com os outros.

Não cheguei a aproveitar muito do que aprendi em casa. Uso só alguns dos movimentos que me ensinaram quando passo creme na Sofia depois do banho. Mesmo assim, acho que valeu a pena ter participado dos cursos. Nós duas curtimos a experiência toda e ficamos ainda mais próximas.

Massagem para bebê

Leia também: Sou mãe, e agora? e Semelhanças e diferenças entre a primeira e a segunda gravidez

 

Os primeiros dias na creche

A Sofia começou a ir na creche essa semana. O período de adaptação, que iniciou na terça-feira, terminou ontem. No primeiro dia ela ficou apenas uma hora e ontem passou praticamente a tarde toda lá.

Ela gostou tanto que desde o primeiro dia não queria ir embora de lá . O pessoal da creche elogiou bastante ela. Chegaram a dizer que gostariam que todas as crianças tão fáceis quanto. E nós ficamos super orgulhosos, é claro.

Tomara que a Sofia continue entusiasmada na semana que vem, quando começa pra valer. Também espero me manter tranquila. Me sinto muito mais confiante do que na primeira vez que deixei ela para ir trabalhar.

Vamos continuar com o mesmo esquema: ela vai duas tardes por semana e o resto do tempo fica comigo ou com o Rodrigo. É puxado, mas nós dois tentamos passar o máximo de tempo com ela.

Desde que voltei ao trabalho, quando a Sofia completou um ano, nós optamos por childminders. São pessoas que cuidam de crianças na própria casa.

Lembro de ver no Brasil cuidadores de crianças em áreas mais pobres. Aqui isso é bem comum e é regulamentado.

Childminders devem ser registrados, precisam passar por treinamento e a casa deles precisa obedecer certas regras de higiene e segurança. De tempo em tempo eles recebem visitas para serem avaliados e os relatórios sobre os serviços deles pode ser acessados pelo público.

Os preços variam muito. Nós pagávamos praticamente o mesmo que vamos pagar para a creche agora.

Achamos melhor começar com uma childminder em vez de creche porque gostamos da ideia de a Sofia continuar num ambiente de casa e receber um tratamento mais pessoal. Mas agora que ela já tem mais de dois anos achamos que ela precisa interagir com mais crianças e participar de atividades mais variadas.

Pais que têm crianças em creches geralmente dizem que elas vêm pra casa cheia de novidades, né? Vamos ver como vai ser com a Sofia.

Veja também: Vídeo no Mamatraca sobre a adaptação da Sofia na creche

Fim das férias

Pela primeira vez na vida estou contente porque minhas férias acabaram. Volto a trabalhar hoje depois de 17 dias de folga.

Tá bom, vou trabalhar só dois em vez de três dias esta semana, o que não é nada mal. Vai ser bom almoçar fora com uma colega ou então tomar um chá sem ser interrompida.

Nossos planos de viagem para Natal e Ano Novo não vingaram principalmente porque ficamos todos bem gripados. Foi barra.

Passeamos menos do que eu gostaria, nossa rotina quase não mudou – conseguimos dormir no máximo até 9h da manhã.

O lado bom foi que pudemos passar bastante tempo juntos. E o fato de eu ter ficado com a Sofia em tempo integral durante esses dias me fez perceber bem o desenvolvimento dela.

Ela tem usado cada vez mais a imaginação. Passamos parte de uma tarde chuvosa fazendo de conta que nosso sofá era um barco e que estávamos cercadas de criaturas do oceano.

O nível de concentração dela está mais alto. Já conseguimos ficar sentadas com o mesmo livro por períodos mais longos.

Outra novidade é que ela anda se achando super espertinha. Com a maior cara de sapeca, ela olha pra uma banana, por exemplo, e diz que é uma cebola. Ela também se diverte trocando de propósito nomes de cores, de formas geométricas e de animais. Pelo menos não faltaram risadas nessas férias.