Temos um dilema

Ninho de pombas na nossa sacada

O que devemos fazer com o ninho que as pombas fizeram na nossa sacada?

Apesar de adorar a grande maioria dos animais, preciso que admitir que detesto pombas urbanas. Minha primeira reação foi querer remover o ninho, mas depois que vi os dois ovinhos comecei a ficar em dúvida.

O Rodrigo decidiu colocá-lo numa caixa. Pensei que a pomba fosse abandonar os ovos depois disso, mas não. Ela continua lá chocando, só sai quando nós chegamos perto. Isso mesmo depois de termos lavado a sacada com água sanitária.

Confesso que fiquei comovida com o instinto materno das pobrezinhas, mas não quero incentivar as pombas a ficarem na nossa sacada. Quero distância da sujeira que elas fazem e dos riscos de doenças.

E agora, será mesmo que devemos esperar pelo nascimento dos filhotes? O que vocês acham?

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Nomes de bebês: cresce número de pais arrependidos da escolha

Livro de nomes de bebês

Tenho visto recentemente matérias na imprensa sobre o aumento do número de pais que se arrependem do nome que deram ao filho.

A maioria quer achar um nome clássico mas que também seja legal, ou então original sem que seja estranho. Nomes de grande apelo geralmente tornam-se populares. Ou seja, é praticamente impossível reunir todos esses critérios.

Não tem problema dar uma olhadinha num daqueles livros com milhares de nomes de bebês, mas considerar cada um deles pode resultar em frustração, de acordo com essa matéria. Mais opções muitas vezes aumentam as chances de arrependimentos, dizem os psicólogos.

No blog The baby name wizard, Laura Wattenberg afirma que hoje em dia se busca o nome perfeito. Muitas vezes os pais se frustram porque o nome exclusivo do bebê é difícil de pronunciar, porque descobrem alguma associação negativa com o nome ou então porque acham que outro nome seria mais adequado à personalidade do filho.

Um dos motivos dessa pressão toda é que há evidências de que o nome pode influenciar a vida de uma pessoa. Um estudo do Centro Nacional de Pesquisas Econômicas (National Bureau of Economic Research), nos Estados Unidos, constatou que currículos com “nomes de brancos” são mais propensos a receber ligações de quem trabalha em recursos humanos do que aqueles com nomes de origem africana. Além disso, meninos com nomes femininos, por exemplo, tendem a ter mais problemas de disciplina na escola, provavelmente relacionados a provocações e insegurança.

Eu não me arrependo do nome que demos à Sofia. E vocês, acham que acertaram na escolha?

É verdade que Sofia é comum, mas continuo achando bonito e adequado à ela. Se por um lado às vezes há dúvidas quanto à grafia, por outro todo mundo reconhece ele de cara. É um clássico, quer dizer “sabedoria” em grego, e pra mim e pro o Rodrigo tem um significado que falei no post sobre tendências de nomes de bebês para 2012.

Leia também: Os 12 famosos que mais influenciaram nomes de bebês e Escolhendo o nome do bebê

Gravidez depois dos 30 ou 40

Uma Thurman, 41 anos, anunciou que está grávida

Grávidas acima de 30 e 40 anos impulsionaram o número de gestações para níveis recorde no Reino Unido. Pela primeira vez, mais de 900.000 mulheres ficaram grávidas num período de um ano, número não alcançado nem no boom pós-Segunda Guerra.

O índice de grávidas de 40 e poucos anos em 2010 é mais do que o dobro registrado há duas décadas, saiu na imprensa britânica essa semana. As taxas de concepção aumentaram 4,5% entre aquelas de 34 a 39 anos e 4,9% entre as de 30 a 34 anos.

De acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido, as mulheres que trabalham passaram a ter filhos mais tarde, por isso o grande aumento no número de mães mais velhas. Outros motivos seriam a entrada no Reino Unido de grande quantidade de imigrantes em idade fértil ainda sem filhos.

Muitas mulheres também podem ter sido influenciadas pela recessão. Recém-desempregadas e aquelas com menos trabalho têm mais tempo para a família, disse o relatório. Esse último fator parece ir contra a tendência vista no Brasil, não é mesmo?

Tem uma porção de celebridades tendo filhos depois dos 40. A americana Uma Thurman, 41 anos, anunciou recentemente que está grávida do namorado Arpad Busson. A atriz de Kill Bill tem dois filhos com o ex-marido Ethan Hawke – a filha Maya, 13 anos, e o filho Levon, 10 anos.

Confira outras famosas que também tiveram filhos com 41 anos:

Halle Berry e a filha Nahla

Salma Hayek e Valentina

Madonna e Rocco

Mariah Carey e os gêmeos Moroccan e Monroe

Leia também: Mais trabalho e menos filhos

Mais trabalho e menos filhos

Taxa de natalidade caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para 1,9 hoje

É interessante ver de fora o país onde eu nasci e cresci. Cada vez que volto ao Brasil, gosto de observar as mudanças, o estilo de vida das pessoas.

Já faz tempo que ser mãe deixou se ser a única prioridade entre a maioria das brasileiras. Conheço muitos casos de pessoas que preferem não ter filhos ou então planejam ter apenas um. Viva a diversidade!

Nessas últimas férias, vendo de perto um pouco da realidade brasileira, me lembrei muito de uma matéria do Washington Post sobre a queda da taxa de natalidade no Brasil. Aqui vai um resumo dos principais pontos, com tradução livre:

  • As taxas de natalidade caíram em muitas partes do mundo nas últimas décadas, mas algo particularmente notável aconteceu na América Latina, apesar de o aborto ser ilegal na região e da Igreja Católica se opor ao controle de natalidade.
  • A migração desenfreada para as cidades, o aumento da taxa de emprego entre as mulheres, melhores sistemas de saúde e os exemplos de famílias bem sucedidas e com poucos filhos retratadas em novelas têm contribuído para essa mudança demográfica que aconteceu muito rápido.
  • A taxa de natalidade no Brasil caiu de 6,15 filhos por mulher em 1960 para menos de 1,9 hoje. Na América Latina, o país só fica atrás de Cuba, que tem planejamento familiar bancado pelo governo e onde o aborto é legalizado. Os números referentes ao Brasil também são inferiores aos dos Estados Unidos, onde as mulheres têm em média 2 filhos.
  • A matéria cita vários casos de famílias que planejam não ter filhos ou então apenas um. Uma delas diz que tem como prioridade estudar e trabalhar. Outra conta que a presidente Dilma Rousseff, que tem apenas uma filha, serve de exemplo.
  • Um relatório do Center for Work-Life Policy, em Nova York, diz que 59% das brasileiras se consideram muito ambiciosas, percentagem maior do que nos Estados Unidos.

Leia também: Gravidez depois dos 30 ou 40 anos

As condições de trabalho na Inglaterra

Tentando conciliar maternidade e carreira

Recebi um comentário pelo Twitter sobre meu post de ontem que me fez pensar. Dizia: “já me cobrei muito pelo fato de trabalhar o dia todo. Procuro compensar sendo uma mãe presente e participativa.”

Simples, né? Confesso que continuo achando um pouco desafiador encontrar um equilíbrio perfeito entre a maternidade e a vida profissional, mas acredito que seja possível chegar lá e sem culpa.

Acho que apoio familiar, econômico e governamental influenciam essa questão, então hoje vou contar um pouco sobre como são as condições de trabalho na Inglaterra.

Aqui as mulheres podem tirar licença-maternidade de até um ano. As condições variam de acordo com o empregador e com o tempo de trabalho.

Por lei, se a mulher tiver começado na empresa antes de ter engravidado, ela recebe 90% do salário integral nas primeiras seis semanas de licença e uma ajuda do governo de £128,73 por semana nas próximas 33. O resto do período é sem remuneração. Muitas empresas, inclusive onde eu trabalho, concedem mais benefícios do que aqueles garantidos por lei. Eu fiquei um ano em licença.

Os pais e mães com filhos de até 17 anos têm direito a trabalhar em horários flexíveis. Embora o governo promova isso, não é compulsório. Se o empregador decidir que há motivo para que o funcionário não possa trabalhar menos horas ou então em horários alternativos, não rola.

Assim como no Brasil, não há grande oferta de empregos de meio período. E trabalhar em casa é uma conquista que poucos conseguem. Mesmo com pesquisas demonstrando que se rende mais sem as interrupções do escritório, muitas empresas ainda consideram matação.

Por causa desses dilemas e pelos altos preços das creches, muitas mulheres na Inglaterra decidem ficar em casa e receber auxílio do governo. Tem vários tipos de benefício, alguns são concedidos independentemente de renda, outros apenas para quem ganha pouco. Eles podem variar de acordo com a situação da família e do número de filhos.

Na minha opinião, pouco se fala sobre como as mulheres que se dedicam à maternidade em tempo integral retornam ao mercado de trabalho. Consegui achar uma matéria que li um tempo atrás que conta o caso de uma mulher de 50 anos, mãe de três filhas, que voltou a trabalhar depois de 10 anos. Ela levou cinco anos até achar um emprego parecido com aquele que ela havia deixado uma década atrás.

Quem volta ao mercado de trabalho depois de anos leva um tempo pra recuperar a auto-estima e pra se adaptar às mudanças, como o surgimento de novas tecnologias. Como diz o texto, é esperado que essas mães recomecem trabalhando menos horas, com salários mais baixos. No entanto, elas não estão mais satisfeitas com isso. Elas querem poder usar suas habilidades.

10 lanches saudáveis para crianças

Picolé de suco de fruta

Dando sequência à entrevista sobre o açúcar na dieta das crianças, aqui vai uma lista com 10 lanchinhos saudáveis, fáceis de fazer e, o mais importante, saborosos.

Como a Cristina falou na entrevista, não precisa proibir, mas sim controlar a quantidade de açúcar na alimentação das crianças. Vale a pena oferecer alternativas sempre que possível. Aqui vão algumas sugestões:

    • Frutas – inteiras, cortadas em formatos divertidos, servidas em espetinhos, cozidas, puras ou com outros ingredientes. Sugestões: maçã cozida com canela e banana coberta com um pouco de leite em pó. Vocês já experimentaram colocar uvas já lavadas no freezer?
    • Picolé de suco de frutas – usando apenas uma fruta ou combinações, mais ou menos consistente. Quando eu não tenho tempo ou paciência de fazer no liquidificador, uso suco pronto, 100% fruta, bem consistente. Pode ser feito em formas próprias para picolé ou formas de gelo mesmo.
    • Frutas secas – vale passinha, damasco, manga, tâmara. Leia o rótulo para ver se elas contêm açúcar.
    • Palitinhos de verduras – cenoura e pepino são ideais. Dá pra servir com molho de iogurte.
    • Queijo – pode ser cortado em várias formas, como cubinhos e tirinhas, servidos em pratos, potes, saquinhos ou em espetinhos. Os queijos brancos são os mais saudáveis.
    • Leite – puro ou como base para milkshakes ou picolés.
    • Iogurte – eu gosto de comprar iogurte natural, normal ou grego. É mais saudável e mais barato. Dá pra adicionar cereal, frutas secas ou um pouco de mel. Batendo no liquidificador fica uma delícia.
    • Cereal – opte pelos integrais. Alguns contêm muito açúcar, principalmente aqueles para crianças.
    • Barrinhas de cereal – no Reino Unido eles vendem especiais pra crianças, só com ingredientes naturais e sem açúcar. Mas existem opções saudáveis em qualquer país.
    • Bolachas e biscoitos – especiais para crianças ou mesmo feitas para adultos, doces, salgadas, de trigo ou arroz. Fique de olho no rótulo.

Tente servir dois lanchinhos, um no meio da manhã e outro à tarde. Atenção para o tamanho das porções. Vale a pena usar a criatividade caprichar na apresentação.

O açúcar na dieta das crianças

Aproveitei a visita da minha sogra, Cristina Lemos, médica de família e educadora popular em saúde, pra fazer uma entrevista rápida sobre o açúcar na dieta dos bebês e crianças:

Frutose é um açúcar natural

É mesmo necessário controlar a quantidade de açúcar que os pequenos ingerem?

Sim. Nós podemos desenvolver precocemente hábitos que podem ser danosos à nossa saúde. É importante entender que o paladar é algo que se educa. Os pais têm grande influência nisso, portanto têm grande responsabilidade.

É claro que isso não deve se transformar numa neura ou gerar atitudes anti-sociais. A comida é o centro de muitos eventos sociais em nossas vidas e é importante participar deles. Não se deve proibir, mas sim comedir, criar uma consciência, educar. Eu deixaria meu filho comer bolo e tomar refrigerante numa festa de aniversário, mas isso não quer dizer que eu incluiria isso na merenda dele ou em nossa rotina diária.

Quais são as alternativas ao açúcar?

Frutas, que são ricas em frutose – o açúcar que a natureza nos oferece. É bom servir pratos variados, coloridos. Cuidar dá trabalho, mas vale a pena. Depois que isso vira hábito fica tudo mais fácil.

O alimento ideal nos primeiros meses de vida é o leite materno, que não é doce nem salgado. Isso ajuda a mãe a estabelecer a base da dieta do filho. Mesmo mais adiante, o açúcar não precisaria ser adicionado. Encontramos ele na melancia e na batata, por exemplo.

Na nossa cultura os alimentos cumprem muitas funções. Mais do que nutrir, eles às vezes são usados para nos confortar, e temos que observar isso. No mundo ocidental nós vemos o sal como o grande vilão, mas o açúcar também é.

Além da obesidade, quais são as consequências de uma dieta rica em açúcar?

Diabetes, pressão alta e o desenvolvimento precoce de gorduras presentes no sangue. O açúcar em excesso também pode causar dislipidemias, que são alterações do colesterol e triglicerídios. Essas alterações no metabolismo podem resultar em depressão ou então comprometer a capacidade de aprendizado. Há trabalhos científicos que demonstram a relação do desenvolvimento de compulsões e dieta rica em açúcar.

Uma alimentação não adequada nos primeiros anos de vida também pode causar alterações genéticas, ou seja, as próximas gerações podem nascer com predisposição a esse tipo de paladar e podem ser mais suscetíveis a diabetes, pressão alta e obesidade.

Leia aqui amanhã uma lista de sugestões de lanchinhos saudáveis.

Cesárea liberada na saúde pública britânica

As grávidas no Reino Unido vão poder optar por cesariana pelo sistema de saúde público a partir deste mês. Atualmente a cirurgia só é feita em casos de emergência ou então quando a mãe ou o bebê apresentam algum problema de saúde.

A decisão tem grande impacto já que mais de 90% da população usa o sistema de saúde público. E o assunto é polêmico. Tem gente alertando que o número de cesarianas pode aumentar ainda mais por causa da mudança.

A taxa de cesáreas no Reino Unido é de cerca de 25%. O ideal, diz a Organização Mundial da Saúde, é 15%. O Brasil, como vocês sabem, tem o maior índice do mundo. Os dados UNICEF indicam 44% e se acredita que o percentual seja bem mais alto.

Apesar desses números, eu continuo achando importante que se permita que as pessoas façam suas escolhas. Só que elas precisam estar preparadas. Em termos simples, tem que ter mais informação e menos pressão.

Tem muita gente que subestima os riscos de uma cesariana e ignora os benefícios que o parto natural proporciona à mãe e ao bebê. Por outro lado, é triste ver mulheres se culpando por não ter tido um parto normal.

Vi recentemente o link pra um vídeo sobre o parto humanizado no blog Lascomadres. É o trailer do filme O Renascimento do Parto. Tem depoimentos ótimos, emocionantes. Acho que vale a pena considerar o que eles dizem.

Furar orelha de bebê?

O fato de a Sofia usar brincos quase sempre rende assunto por aqui. Gente de países como a Índia faz como os brasileiros, mas a grande maioria das meninas não têm as orelhas furadas desde cedo.  Ontem mesmo uma vizinha olhou pra Sofia e comentou comigo: “ela já usa brincos!”

Eu já ouvi esse comentário em vários tons. Tem aqueles que simplesmente acham curioso e se interessam quando eu conto que é comum no Brasil o procedimento ser feito ainda nos hospitais. Mas muita gente é contra. Tem aqueles que alegam motivos de segurança – o bebê pode engolir o brinco ou então ele pode engatar na roupa. Outros consideram um ato de crueldade, sem falar que assim se tira a chance de a criança decidir por ele mesma mais adiante.

Sim, a vida é feita de escolhas, mas muitas delas não me eram claras até recentemente, como a questão de se vacinar ou não uma criança ou então se a água deve ou não conter flúor. Bom, esses são assuntos pra outros posts.

Leia também: Escolhendo o nome do bebê