Cozinhando com o pai

Adoro ver crianças cozinhando. Acho importante que elas entendam e participem do processo de preparação da comida, que conheçam os ingredientes e coloquem a mão na massa.

Só que se dependesse de mim acho que a Sofia teria uma experiência bem limitada na cozinha. O grande responsável por despertar a curiosidade e incentivar que ela ajude na elaboração dos pratos aqui em casa é o pai dela.

Ela se diverte ajudando o Rodrigo a cozinhar. E eu adoro o que eles fazem e não me importo nenhum pouco de lavar a louça e o que mais for preciso depois. Semana passada eles fizeram pastelões de carne. Ficou uma delícia!

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O primeiro contato com a música

É importante é manter o lado lúdico

Cada vez mais ouço falar dos benefícios da música e da importância de se colocar bebês e crianças em contato com a arte desde cedo. Mas acho que pouco se comenta sobre questões mais práticas, como quando e de que maneira os pais podem proporcionar isso aos filhos. Fiz essas e outras perguntas ao professor de música e compositor Rodrigo Lemos. Pra quem não sabe, ele é meu marido.

Qual é a idade ideal para colocarmos as crianças em contato com a música?

Nunca é cedo demais. Eu recomendo começar a exposição ainda durante a gestação. Pode parecer um exagero, mas o que quero dizer é que não se deve esperar. Por outro lado, também é verdade que nunca é tarde demais para começar. O contato com a música traz grandes benefícios, independente da etapa da vida que se esteja.

E de que maneira os pais podem proporcionar isso?

Escutando música, cantando sem ter vergonha. Os pais não precisam se preocupar em ouvir exclusivamente músicas infantis. É claro que essas têm um apelo forte e as crianças passam a gostar rapidamente, mas a exposição a todos os tipos de música é benéfica, independente do estilo.

Que dicas você daria aos pais que querem incentivar os filhos a tocarem instrumentos musicais?

Que tenham algum instrumento em casa e que deem exemplo. O exemplo é um bom professor. Aprender a tocar junto com a criança pode ser muito divertido e ajuda a fortalecer a relação entre pais e filhos. É claro que nem todo mundo pode ter um piano em casa, mas hoje em dia existem violões e teclados a preços acessíveis, por exemplo. Para quem não quiser gastar muito, o ideal é deixar para comprar algo de melhor qualidade quando a prática já estiver estabelecida. Infelizmente, a maioria dos instrumentos de brinquedo não produz som de qualidade para que se possa fazer música de verdade.

Qual é o melhor instrumento para se começar?

Qualquer um. Não existem instrumentos para iniciantes. Muitas vezes os pais dos meus alunos vêm me perguntar se a criança, que toca violão, está pronta para começar com a guitarra elétrica. Não precisa ser assim. Se o objetivo é tocar um determinado instrumento, pratique desde o início. É claro que existem restrições físicas – uma criança de três anos não vai conseguir tocar uma tuba, por exemplo – mas essa é a única restrição.

Quais outros conselhos você daria para os pais?

É preciso tomar cuidado pra não colocar pressão nas crianças, para não transferir nossos sonhos para nossos filhos. É muito legal proporcionar o aprendizado desde cedo, mas precisamos cuidar para não esperarmos apenas bons resultados. Trabalho com muitas crianças que sentem a pressão do investimento que os pais estão fazendo, e parte do meu trabalho é manter o lado lúdico sempre vivo. Tocar deve ser uma brincadeira, uma atividade prazeirosa.

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Waybuloo e Tinga Tinga, desenhos animados da TV inglesa

Seguindo a linha do meu post anterior, aqui vão dois desenhos animados que passam no canal CBeebies que eu acho interessantes.

Waybuloo se passa no mundo de Nara, uma terra cheia de alegria e amizade. Os habitantes, chamados Piplings, praticam Yogo, uma forma suave de exercício semelhante ao yoga. É super zen.

Tinga Tinga Tales (Contos de Tinga Tinga) é uma séria produzida entre o Quênia e o Reino Unido. As histórias são baseada em contos populares africanos. Adoro a estética do desenho. Achei esta versão em português:

Pra quem se interessar, tem vários episódios das duas séries no YouTube.

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Teddy, o urso da escolinha

Algumas pessoas me escreveram curiosas a respeito do Travelling Teddy Bear – o ursinho de pelúcia da creche da Sofia que levamos junto nas férias – e achei que seria uma boa ideia escrever um novo post sobre ele.

Vocês lembram que eu alertei a Sofia sobre o fato de precisarmos devolvê-lo? Então, na volta à creche ele passou a tarde na salinha da turma dela. No final do dia, ela queria que ele fosse junto conosco e começou a chorar ao perceber que isso não iria acontecer. Ela acabou se apegando a ele, é claro.

Fiquei morrendo de pena dela, mas deixamos ele lá. Ainda bem que ela se acalmou logo e entendeu que era tudo parte do exercício.

Cheguei a pensar em comprar um ursinho igual ao da escolinha, mas acabamos resolvendo a questão passando a chamar de Teddy um urso que já tínhamos em casa.

Nos primeiros dias, ela brincou bastante com o novo-velho Teddy.  Agora ele recebe a mesma atenção que os outros brinquedos.

Enviei à escolinha as fotos das nossas férias em que o Travelling Teddy Bear aparece e eles mostraram para as outras crianças em sala de aula. As imagens vão para um mural que fica num dos corredores da creche.

Já ouvi falar que crianças mais velhas também curtem essa atividade, que pode ganhar outros elementos. O ursinho – que inclusive pode ser uma boneca – pode ter uma mala ou mochila onde são colocadas roupinhas, escova de dentes ou até um passaporte de papel.

A atividade pode render mais se o personagem tiver um diário. Nele, os pais podem descrever as atividades das quais ele participou, como por exemplo uma visita a amigos ou parentes.

Além de fotos, dá pra anexar cartões postais e desenhos. Isso tudo rende uma discussão mais rica em sala de aula.

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Companheiro de viagem

O ursinho de pelúcia da foto é da escolinha da Sofia. O Travelling Teddy Bear acompanha as crianças em passeios e viagens. Na volta, fotos com ele são colocadas num mural com um mapa mundi onde são identificados os lugares por onde ele passou.

Teddy tinha recém voltado de Nova York quando levamos ele pra casa. Apesar de já ter percorrido praticamente todos os continentes, esta é a primeira vez que ele visita a América do Sul. O mais próximo que chegou foi o México.

A Sofia tá adorando o companheiro de viagem. Sempre que lembra, ela mostra as pessoas e os lugares novos pra ele.

É uma idéia simples, mas bem interessante. Não conversei muito com os funcionários da creche sobre o urso, mas já reparei que ele encoraja a criança a ter senso de responsabilidade. Já estou alertando a Sofia sobre o fato de termos que devolver ele na volta, ou seja, entra aí a questão de dividir, de se desprender das coisas.

Acho que o mais gostoso desse exercício é o fato de trazer um elemento da escolinha pro convívio familiar, ainda mais que estamos num país diferente. É um bom elo com a nossa vida em Londres. Na volta, vamos mostrar nossas fotos pro pessoal da creche e, claro, poder ver imagens de nossas férias cada vez que passarmos na frente do mural.

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Peppa Pig: o desenho animado favorito

Peppa Pig, ou A Porquinha Peppa, é o desenho animado preferido da Sofia já faz tempo. O cartoon britânico, que surgiu em 2004, é um sucesso entre as crianças pequenas na Inglaterra.

Pra quem não conhece, as histórias involvem atividades cotidianas em que sempre aparecem o George, irmão mais novo da Peppa, Mummy e Daddy Pig. Os amigos da família são mamíferos de outras espécies que, assim como eles, tem características humanas.

O episódio abaixo, em inglês, mostra eles brincando de esconde-esconde.

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As funções da música

Dois dos CDs prediletos

A Sofia tá com um repertório e tanto. Volta e meia ela lembra de alguma música e logo pede: “canta, mamãe!” Posso dizer que não tenho mais vergonha nenhuma de cantar em público. Será que tô perdendo o senso do ridículo?

Bom, mas quero dizer que a música sempre foi importante na minha vida, e depois da chegada da Sofia ela passou a ter um papel ainda mais forte.

Quantas vezes eu cantei pra minha filha durante a fase das cólicas. Se não fazia ela parar de chorar, pelo menos servia para me acalmar e a pensar melhor no que fazer para tentar ajudá-la. E é impressionante como nessas horas a gente começa a resgatar músicas que estavam guardadas na memória há muito tempo, né?

Durante a minha licença maternidade eu fui a muitos grupos onde mães cantam para seus bebês. Isso é super comum em Londres. É ótimo pra conhecer gente e os pequenos se divertem. Naqueles encontros, enquanto a maioria das mães relembravam as canções da infância delas, eu aprendia um novo repertório.

Lembro que muita gente me dizia como esse tipo de atividade era importante para os bebês. Vi o resultado meses depois, quando a Sofia começou a cantar, do jeitinho dela, aquelas mesmas musiquinhas. Mesmo sem articular as palavras, essa virou mais uma maneira de nos comunicarmos.

É impressionante como ela evoluiu. Hoje em dia nós não apenas cantamos como também dançamos juntas. Twinkle Twinkle Little Star foi uma das primeiras que aprendemos. Ela continua tocando aqui em casa.

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